Archive for the ‘Biologia Marinha’ category

O fenômeno da Pororoca

01/03/2012

Fala Biogalera!!

Todos nós sabemos a riqueza de fauna e flora do Brasil, além da grande quantidade de rios, lagos e lagoas presentes no nosso país. Devido a grande extensão, diversidade, etc.  não se é difícil encontrar alguns fenômenos, no mínimo, “estranhos”. E é justamente sobre um desses fenômenos que venho falar hoje.

Alguma vez você já deve ter ouvido falar sobre o “fenômeno da Pororoca”, mas afinal, de que se trata esse fenômeno?

Pororoca é derivado do Tupi que designa “estrondo”, corresponde a um fenômeno natural onde acontece o encontro das águas de um rio com o oceano.

Pororoca, fenômeno ocorre na foz do rio Amazonas

Pororoca ou Mupororoca é a forma como são denominados os Macaréus, que se tratam do choque  entre águas de um  rio caudaloso com as Ondas durante o início da maré enchente.  que ocorrem na Amazônia. Trata-se de um fenômeno natural produzido pelo encontro das correntes fluviais com as águas oceânicas.

O fenômeno se torna mais evidente nas mudanças de fase da lua, especialmente na lua cheia e nova. O processo ocorre quando os níveis das águas oceânicas se elevam e essas invadem a foz do rio, o confronto dessas águas promove o surgimento de grandes ondas que podem atingir até dez metros de largura e cinco de altura, podendo chegar a uma velocidade que oscila entre 30 e 35 quilômetros por hora.

A pororoca é resultado da atração simultânea da Terra com o sol e a lua, o fenômeno apresentado nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril possui características particulares, três grandes ondas adentram nos canais dos rios, provocando o fenômeno “terras caídas” que consiste no desmoronamento de grandes quantidades de terras emersas, ocasionando a morte de animais, plantas e a destruição de casas.
O fenômeno da pororoca não ocorre somente no Brasil, em muitos países acontece o mesmo, porém com outras denominações. Como por exemplo, na França, que acontece na foz dos rios Gironda, Charante e Sena, o fenômeno é chamado de mascaret. Na Inglaterra ocorre na foz dos rios Tamisa, Severu, Trent e Hughly, nesse país recebe o nome de bore. Bangladesh: foz do rio Megma, o fenômeno é chamado de Macaréu.

Pororoca, fenômeno ocorre na foz do rio Amazonas

Esse espetáculo da natureza propiciou realizar um sonho antigo dos surfistas de todo mundo, no caso ter o prazer de surfar um “onda doce”. Eu como apaixonado pelo surf e pelas belezas da nossa mãe  natureza pretendo um dia realizar esse sonho de surfar na pororoca.

Surfando na pororoca

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco sobre esse fenômeno tão belo que acontece no nosso país.

tenham um ótimo dia e espero que continuem acessando nosso Biogalera!

Fonte: http://www.mundoeducacao.com.br

By Kássio Castro

Anúncios

Tartaruga de duas cabeças e seis patas é exposta ao público na Ucrânia

24/02/2012

Fala Biogalera!!!

Depois de passar um tempinho longe do Biogalera devido a motivos acadêmicos estou de volta com uma grande curiosidade que está rodando o mundo e resolvi compartilhar com vocês!

Aos amantes de Biologia e principalmente os da parte de Biologia marinha, atentem-se a essa tartaruga de duas cabeças e seis patas apresentada ao público na Ucrânia.

Tartaruga com duas cabeças e seis patas é exibida na Ucrânia. (Foto: Genya Savilov / AFP Photo)

Uma tartaruga com duas cabeças e seis patas está em exibição no Museu de História da Ciência de Kiev, capital da Ucrânia. O réptil de 5 anos de idade possui também dois corações, mas apenas um intestino. O animal será mantido em exposição até o dia 20 de abril de 2012.

O animal participa de um evento promovido na instituição. O organizador Dmitry Tkachev acredita que a tartaruga seja fruto de uma mutação e que não sobreviveria se deixada na natureza. Ele também afirmou que uma cabeça não consegue enxergar a outra, o que pode levar cada uma delas a comandar o corpo para andar em direções opostas.

A equipe responsável pelo animal também afirma que cada cabeça “aprecia” tipos diferentes de comida: enquanto uma prefere folhas, a outra não suporta alimentos verdes e consome preferencialmente cenouras e pimentas.

Espero que tenha gostado de conhecer sobre esse caso tão curioso exposto na Ucrânia

Abraços e tenham um ótimo dia!

Fonte: http://g1.globo.com

By Kássio castro

Alligator Gar (Peixe-Jacaré)

18/08/2011

Fala Biogaleraa!!

Hoje vocês vão conhecer um cara de aparência estranha que pode até assustar, no entanto é um peixe relativamente passivo, solitário que vive em águas salobras norte-americanas. Importante salientar que apesar de boatos, não há nenhuma prova concreta que esse animal tenha atacado algum humano.

Esse cara é um primitivo peixe actinopterígeo. Ao contrário de outros Gars , O Alligator gar possui uma linha dupla de grandes dentes no maxilar superior. Seu nome deriva do jacaré, devido a aparência destes dentes, juntamente com focinho alongado do peixe. A superfície dorsal da Alligator gar é um marrom ou verde-oliva de cor, enquanto a superfície ventral tende a ser mais leves.

Aligator gar (vulgo peixe-jacaré)

Uma característica anatômica interessante deste peixe é que sua bexiga flutuabilidade está diretamente ligado à sua garganta, dando-lhe a capacidade de tirar do ar acima da água. Por esta razão, Alligator gar são frequentemente encontrados perto da superfície de um corpo de água.

Espero que tenha gostado de conhecer um pouco mais sobre o Alligator gar, vulgarmente conhecido como peixe-jacaré e se possível deixem comentários com dúvidas, elogios, críticas, etc.

Abraços e boa semana a todos!

Aligator gar (vulgo peixe-jacaré) com o apresentador richard rasmussen

Fonte: EO Wiley, 1976 A filogenia e biogeografia de gars fósseis e recentes (Actinopterygii: Lepisosteidae).. Mus. Nat. Hist. Univ. Kansas Misc. Publ. 64:1-111.

By Kássio Castro

 

 

Atividade de desova de uma tartaruga de couro (Dermochelys coriacea) na Pedra do Sal-PI

14/05/2011

Na madrugada de sexta-feira (13), por volta das 4h uma tartaruga de couro foi flagrada, realizando comportamento de desova na praia da Pedra do Sal, em frente a área de praia da Usina Eólica, em Parnaíba no litoral do Piauí.

Segundo os biólogos do Projeto Tartarugas do Delta, a tartaruga não possuía nenhuma marcação em anilhas, isso significa que ainda não foi monitorada por nenhum trabalho voltado para esta espécie. O animal apresentou 1,60m de comprimento, com uma largura de rastro de 2,40 m.

“Essa espécie pode atingir até 2 metros de comprimento e pesar de 500 a 900 kg”, revela a coordenadora técnica do projeto Werlanne Santana. O biólogo Mário Neto ressalta que o Projeto Tartarugas do Delta monitora desde 2007 o período reprodutivo de tartarugas marinhas nesta área, entre os meses de dezembro a julho.

Informações sobre a desova de tartaruga de couro:

Dentre todas as espécies de tartaruga marinha, a tartaruga gigante-de-couro (Dermochelys coriacea) apresenta grande distribuição geográfica, porém as suas desovas são restritas às áreas tropicais e subtropicais. No Brasil, o Estado do Espírito Santo é o único local em que ocorrem desovas anuais regulares, sendo observadas desovas aleatórias em outros trechos do litoral brasileiro.

Entretanto, ao longo do trabalho, realizado pelo Projeto Tartarugas do Delta, pertecente a ONG – Comissão Ilha Ativa que tem patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental, a partir de 2007, confirma-se a  presença da tartaruga de couro em todas as temporadas reprodutivas, sendo esta, a espécie mais ameaçada de extinção no Brasil.

Os monitoramentos normalmente são realizados durante o dia e a noite, através de caminhadas na praia. Entretanto, para conseguir monitorar os 20 km de praia (Pedra do Sal), fazemos alguns trechos com veículos na proposta de registrar dados de encalhe (animais encontrados na praia mortos ou desmaiados) e dados do comportamento reprodutivo. A coleta dos dados do comportamento reprodutivo e realizada principalmente no período noturno. Esse comportamento é seguido de algumas etapas como: subida da fêmea as praias, preparação da cama e a liberação dos ovos na cova (buraco cavado na areia).

Quando a fêmea libera os ovos, podemos dizer que houve desova confirmada, entretanto, existem situações onde a fêmea sai do mar, circula na praia deixando seus rastros e não consegue desovar. Isso pode ocorrer devido a alguns fatores antrópicos (interferência do homem) como a iluminação artificial, tráfego de veículos e ocupação desordenada nas áreas de desova. Os monitoramentos nessas áreas contribuem com a redução de impactos que colocam em risco, a sobrevivências das tartarugas marinhas.

Fonte Proparnaiba

By:jack Araujo

Sem Petrobrás,o Instituto Baleia Jubarte suspende pesquisas

10/02/2011

Olá bioleitores estava meio em falta com vocês, mas já estou à tona de volta. E hoje vim postar pra vocês, biólogos ,sobre o mal momento que os projetos de conservação de mamíferos aquáticos estão passando.O fato é que ate o momento a Petrobras não renovou seu convenio com alguns desses projetos ,como é o caso do Instituto Baleia Jubarte-o IBJ,que hoje esta “sofrendo “ com essa situação.

O maior centro de conservação de baleias no Brasil, o Instituto Baleia Jubarte, demitiu metade de seus funcionários e suspendeu suas pesquisas. O motivo é a falta de repasse de verbas da Petrobras, principal patrocinadora de suas atividades.

Situações semelhantes atravessam três outras organizações de pesquisa de animais marinhos: a Fundação Mamífera Aquáticos, o Projeto Golfinho Rotador (ambos em Pernambuco) e o Projeto TAMAR, na Bahia.

Todos eles aguardam desde setembro a renovação de convênios com a Petrobras, que diz estar analisando os resultados obtidos pelos projetos entre 2007 e 2010 “para definir a melhor forma de continuidade das parcerias”.

Os projetos foram “adotados” pela estatal por lidarem, desde os anos 1980, com a conservação de chamadas “espécies-bandeira”, animais grandes e carismáticos, com os quais o público se identifica facilmente.

Dos quatro projetos, apenas o TAMAR (de conservação de tartarugas-marinhas) tem uma parcela significativa de renda própria. Todos os outros tiram 50% ou mais de sua receita da Petrobras.

A situação mais crítica é a do Baleia Jubarte. Cerca de 60% da receita da ONG vem do convênio. Com o fim do repasse, 18 funcionários (de 42) foram demitidos e o centro de visitantes, na Praia do Forte, será fechado no dia 20. Apenas dois cientistas permanecem no instituto, na base de Caravelas, sul da Bahia.

“Demiti de faxineira a coordenador de pesquisa”, diz a diretora-presidente do instituto, Márcia Engel. Ela não quis dar detalhes sobre os prejuízos para o projeto.

A FMA (Fundação Mamíferos Aquáticos), que tocava o Projeto Peixe-Boi Marinho em Itamaracá, Pernambuco, também demitiu funcionários devido ao atraso no repasse da Petrobras.

A fundação já vinha enfrentando problemas desde abril do ano passado, quando o ICMBIO (Instituto Chico Mendes, do governo) rompeu uma parceria que tinha com ela –acusando a FMA de má gestão de recursos. Na época, 11 pessoas foram demitidas. Agora, mais sete.

A fundação depende da renovação do convênio para estender atividades de pesquisa do peixe-boi marinho aos litorais de Pará e Amapá.

A Petrobras afirmou que os quatro projetos compõem “um planejamento estratégico integrado”, sujeito a revisão a cada três anos. A empresa disse estimular que os projetos possam se financiar sozinhos, “para garantir a continuidade dos benefícios gerados após o encerramento do contrato de patrocínio”

Fonte:Jornal-A Folha

Post By : Jack Araújo

Ai essa notícia é realmente triste. Não sei o motivo de não haver renovação ,mas esses convênios são de suma importância para esses projetos.Fico triste pois conheço todos esses projetos e sei o quão eles são importantes para a preservação desses mamíferos aquáticos ,sem falar no milhares de funcionários e biólogos que dão um bom tempo de sua vida para se dedicarem a esses projetos.Espero que essa situação seja temporária e que logo esses projetos voltem com força total.

Pérolas: jóias naturais

13/12/2010

Olá Biogalera, que saudade de escrever aqui pra vocês! Desculpem a ausência, mas como meus colegas já justificaram anteriormente, estavamos um pouquinho atarefados na faculdade.  Semana passada, estávamos em uma das praias aqui do Piauí, em um luau improvisado que fizemos e uma amiga me perguntou se eu sabia como era o processo de fabricação de uma pérola.  Quando estava explicando para ela, lembrei de vocês e achei interessante postar aqui aqui também, visto que muitas pessoas desconhecem como essas jóias tão preciosas se originam.

A maioria das jóias são confeccionadas usando-se metais preciosos e pedras preciosas encontradas no solo, porém as pérolas são encontradas dentro de uma criatura viva, a ostra. As pérolas são resultado de um processo biológico – é a maneira da ostra se proteger de substâncias estranhas. Quando um parasita invade seu corpo, ela libera uma substância chamada madrepérola, que se cristaliza sobre o invasor impedindo-o de se reproduzir. Depois de cerca de três anos esse material vira uma pérola. Sua forma depende do formato do invasor e sua cor varia de acordo com a saúde da ostra.

Portanto, uma pérola é uma substância estranha coberta com camadas de madrepérola. A maioria das pérolas que vemos nas joalherias são objetos bem redondos, e são as mais valiosas. Nem todas as pérolas se saem tão bem assim. Algumas pérolas possuem um formato irregular – estas são chamadas pérolas barrocas. As pérolas, como você provavelmente já notou, possuem grande variedade de cores, incluindo branca, preta, cinza, vermelha, azul e verde. A maioria das pérolas podem ser encontradas por todo o mundo, mas as pérolas pretas são nativas do sul do Pacífico.

As ostras não são os únicos moluscos que podem produzir pérolas:  mexilhões e amêijoas (espécies de mariscos) também produzem pérolas, mas esta é uma ocorrência muito mais rara. A maioria das pérolas são produzidas pelas ostras, tanto em ambientes de água doce quanto de água salgada.

PÉROLAS CULTIVADAS

Como em tudo na natureza, o homem também é capaz de interferir no processo de produção de pérolas, cultivando-as em seu benefício. As pérolas cultivadas são criadas pelo mesmo processo que as pérolas naturais, só que com a ajuda dos criadores.  O processo é o seguinte: o criador abre a concha da ostra e faz uma pequena fenda no tecido do manto. Pequenas irritações são então inseridas por baixo do manto. Em pérolas cultivadas em água doce, cortar o manto da ostra é o suficiente para induzir a secreção de madrepérola que produz uma pérola sem que para isso um corpo estranho tenha que ser inserido.

Porém, as pérolas que são induzidas a serem formadas (as cultivadas), tem um valor menor, do que as que são formadas naturalmente, ainda que sejam de mesma qualidade pelo fato de não serem tão raras.

Vou ser bem sincera, quando eu era criança e descobri como eram feitas as pérolas, meu sonho era colocar milhões de grãozinhos de areia dentro das ostras rsrs. Curioso como um grão de areia, algo tão comum na natureza pode se tornar uma peça tão preciosa e rara como a pérola não é? A natureza é mesmo incrível!

Espero que para aqueles que não sabiam como eram produzidas as ostras, este post tenha servido de auxílio.

Um beijo para todos vocês!

Entrem na nossa comunidade no orkut! O link está no menu a direita, lá em baixo! Basta clicar na imagem.

Fonte: Wikipédia, Uol Ciência

Post by: Alzira Farias

Primeiro registro de nidificação de Eretmochelys imbricata e Lepidochelys olivacea no Delta do Parnaíba, Piauí.

08/11/2010

Fala Biogalera!!!

Devido ao gigantesco número de trabalhos, provas, etc. Ficamos um pouco ausente do Biogalera, mas estou voltando mostrando um pouco sobre duas espécies de tartarugas que tiveram registros de nidificação pela primeira vez no litoral piauiense, no caso a Eretmochelys imbricata (Linnaeus, 1766), vulgarmente conhecida como tartaruga de pente!

A tartaruga-de-pente ou tartaruga-de-escamas (Eretmochelys imbricata), também conhecida pelos nomes de tartaruga-de-casco-vinho, tartaruga-legítima e tartaruga-verdadeira, é uma tartaruga marinha da família dos queloniideos, encontrada em mares tropicais e subtropicais. Espécie criticamente ameaçada de extinção devido a caça indiscriminada, possui carapaça medindo entre 80 e 90 cm de comprimento, coberta por placas córneas imbricadas que fornecem um material utilizado na confecção de diversos utensílios.

Eretmochelys imbricata (Linnaeus, 1766)

E a Lepidochelys olivacea, vulgarmente conhecida como tartaruga-oliva, ou tartaruga-pequena (Lepidochelys olivacea) é uma das menores espécies de tartarugas marinhas. Ganhou esse nome por causa da cor olivia de seu casco em forma que lembra umcoração.

Lepidochelys olivacea

Então! antes de falar um pouco mais das espécies é importante salientar que as referências, principalmente, foram tiradas do trabalho das pesquisadoras WERLANNE M. DE SANTANA e  ROBERTA R. DA SILVA-LEITE. Trabalho este que apresenta informações sobre a ocorrência de desova das espécies E.  imbricata e L. olivacea  no  Litoral  Norte  do  Brasil,  ambas classificadas  em  estado  “crítico”  e  “vulnerável”  de extinção, respectivamente (IUCN 2008).

Existe na região do litoral do Piauí, mas precisamente nas cidades de Parnaíba e Luís Correia voluntários que desenvolvem um trabalho maravilhoso de conservação e preservação de tartarugas marinhas, denominado “Tartarugas do Delta”. Dentre esses voluntários estão alunos de biologia e engenharia de pesca da UFPI e UESPI, pesquisadores das mesmas,  biólogos, moradores e até surfistas!

Abaixo eu apresento um pouco do trabalho do grupo “tartarugas do delta” para que possam ter uma visão, mesmo que superficial, do maravilhoso trabalho que eles realizam no litoral piauiense.

Eu sempre que vejo vídeos como esse fico até emocionado pela bravura, coragem e força que um bicho tão pequeno tem para enfrentar um mar tão gigante. Essa foi uma reportagem que mostra como é feito o trabalho de monitoramento, morfometria, estudo, etc. das tartarugas que desovam na costa piauiense.

Placa de avisando que é uma área de desova de tartarugas!

Agora que conhecemos mais um pouco sobre o grupo tartarugas do Delta vamos falar sobre esse 1º registro de nidificação de Eretmochelys imbricata e Lepidochelys olivacea no litoral piauiense.

Antes de tudo, nidificação é o processo de construção de ninhos e isso foi observado em tartarugas de pente e oliva na região da Praia do Arrombado, município de Luís Correia, Piauí, Brasil. O  primeiro  registro  foi  de  um ninho  da  espécie L. olivacea,  aberto  (naturalmente) no  dia  24  de  abril  de  2009,  às  10:00h.  O  ninho possuía  0,47  m  de  profundidade,  com  um  número total de 128 ovos, classificados em: (02) natimortos, (06)  não  eclodidos  e  (120)  eclodidos.  O  segundo caso foi uma eclosão ocorrida às 21:40h do dia 28 de junho  de  2009  da  espécie  E.  imbricata.  O  ninho possuía  0,52  m  de  profundidade,  com  um  número total de 123 ovos, classificados em: (10) natimortos, (07)  não  eclodidos  e  (106)  eclodidos. Os materiais biológicos  coletados  estão  disponíveis  no Laboratório de Zoologia da Universidade Federal do Piauí/ UFPI  – CMRV,  de  acordo  com  a  licença  do IBAMA-SISBIO, protocolada sob N° 14052-1.

 

Ninho de tartaruga!

Biogalera atualmente cinco espécies ocorrem e se reproduzem no Brasil e saber que essas duas espécies frequentam nosso litoral é motivo de orgulho e principalmente de preocupação visto que TODAS AS ESPÉCIES DE TARTARUGAS MARINHAS ESTÃO AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO, ou seja, devemos zelar por esses animais são de uma beleza imensurável!

Muito Obrigado por lerem!

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre essas duas espécies e do projeto tartarugas do delta!

By Kássio Castro

Fonte: Primeiro registro de nidificação de tartarugas marinhas das espécies
Eretmochelys imbricata (Linnaeus, 1766) e Lepidochelys olivacea (Eschscholtz, 1829), na região da Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba, Piauí, Brasil;