Posted tagged ‘Herpetologia’

Tartaruga de duas cabeças e seis patas é exposta ao público na Ucrânia

24/02/2012

Fala Biogalera!!!

Depois de passar um tempinho longe do Biogalera devido a motivos acadêmicos estou de volta com uma grande curiosidade que está rodando o mundo e resolvi compartilhar com vocês!

Aos amantes de Biologia e principalmente os da parte de Biologia marinha, atentem-se a essa tartaruga de duas cabeças e seis patas apresentada ao público na Ucrânia.

Tartaruga com duas cabeças e seis patas é exibida na Ucrânia. (Foto: Genya Savilov / AFP Photo)

Uma tartaruga com duas cabeças e seis patas está em exibição no Museu de História da Ciência de Kiev, capital da Ucrânia. O réptil de 5 anos de idade possui também dois corações, mas apenas um intestino. O animal será mantido em exposição até o dia 20 de abril de 2012.

O animal participa de um evento promovido na instituição. O organizador Dmitry Tkachev acredita que a tartaruga seja fruto de uma mutação e que não sobreviveria se deixada na natureza. Ele também afirmou que uma cabeça não consegue enxergar a outra, o que pode levar cada uma delas a comandar o corpo para andar em direções opostas.

A equipe responsável pelo animal também afirma que cada cabeça “aprecia” tipos diferentes de comida: enquanto uma prefere folhas, a outra não suporta alimentos verdes e consome preferencialmente cenouras e pimentas.

Espero que tenha gostado de conhecer sobre esse caso tão curioso exposto na Ucrânia

Abraços e tenham um ótimo dia!

Fonte: http://g1.globo.com

By Kássio castro

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Serpente siamesa

15/08/2010

Olá Biogalera!
Recentemente correu no mundo um vídeo de uma tartaruguinha siamesa, gerando uma série de vídeos na internet, dentre estes vários, um vídeo de uma serpente siamesa foi muito falado, e daí várias perguntas surgiram. Por exemplo: como esse bicho caça, as duas cabeças são funcionais e como será que os mesmos se alimentam?

Então, antes de falar desse bicho é importante salientar de onde surgiu o termo siamês. Essa denominação começou a ser usada por causa dos gêmeos Chang e Eng, que nasceram no Sião (atual Tailândia) em 1811. E o interessante desses siameses ligados pelo tronco  (tinham o mesmo umbigo e fígado, conectado por seis polegadas de tecido) é o fato de eles terem casado com as irmãs Adelaide e Sarah Yates e tiverem 22 filhos, Os gêmeos ficavam metade do dia na casa de cada esposa, eles tinham personalidades distintas, porém foram “bem ligados”. Os gêmeos Chang e Eng permaneceram ligados até o final de suas vidas. Chang sofreu um derrame e morreu de bronquite. Eng morreu, aparentemente de choque, duas horas e meia depois. Chegaram aos 63 anos. Existem filmes, livros, etc. sobre a bonita historia de Chang e Eng.

Gêmeos Chang e Eng Bunker

Depois dessa bonita história dos gêmeos Chang e Eng vamos falar sobre a serpente siamesa encontrada por veterinários no jardim de um zoológico do Sri Lanka. Então respondendo às perguntas anteriores. Bem, essa é uma Píton bebezinho medindo mais ou menos 24.5 cm, visto que esse animal fica gigantesco que possuí a mesma anomalia genética dos gêmeos citados acima, porém possuindo duas cabeças que têm alguns órgãos mútuos,  no entanto essa anomalia em répteis acaba se tornando rara.

Ela possuí dois cérebros funcionais e pode comer com ambas as bocas, quando ela se movimenta tende a usar a cabeça direita para se guiar, aparentemente o lado direito serve para navegação. E para uma maior percepção de como ocorre a alimentação dessa serpente siamesa. Lhes mostro um vídeo de uma outra serpente, também siamesa se alimentando de um roedor.

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco sobre os gêmeos Chang e Eng e da serpente siamesa encontrada no Sri Lanka e continuem lendo o Biogalera, quando possível deixando comentários, sugestões, etc.

Fonte: http://hypescience.com/10-animais-com-duas-cabecas/ e http://www.lost.art.br/changandeng.htm

By Kássio de Castro

Anaconda Hunts

16/06/2010

Olá usuários do Biogalera!

Esse é um vídeo extraído do youtube, vídeo este publicado pela National Geographic, onde mostra uma sucuri, cobra esta sul-americana, da família Boidae, porém ficou vulgarmente conhecida em todo o mundo como Anaconda.

o vídeo está em inglês, porém traduzi os pontos mais importantes do texto, para que possam entender melhor o vídeo. Ele começa falando que você está vendo uma serpente que foi encontrada em um rio  na venezuela e está muito faminta. E se uma anaconda está muito faminta ela tem que encontrar algo rápido para compensar essa fome. Se você é uma anaconda, você não precisa de veneno, ela é gigantesca e extremamente forte. A anaconda observa sua presa. Ela não tem boa audição ou visão, porém os mecanismos de percepção do ambiente que ela tem na língua nunca falham.

Quando você é uma capivara caçada por uma Anaconda, você não tem escolha. Pode ter certeza que o fim está perto. Quando uma serpente está grávida ela tem seus filhotes sete meses depois e ela sente muita fome durante esse tempo.

Todos os pássaros estão voando, mas a capivara agora é um jantar. Agora ela enrola a capivara e aperta ela… a capivara já está morta.  Essa foi a última refeição do dia, agora a cobra vai demorar seis horas para ingerir a capivara. A digestão completa pode levar dias. E hoje a caça foi um sucesso!

Fonte: National Geographic

By Kássio de Castro

Kambô: A vacina do sapo

13/05/2010

A Phillomedusa Bicolor é uma espécie de anfíbio pertencente a família hylidae muito comum na região da Amazônia do Brasil e em alguns outros países como Colômbia, Peru, Venezuela e nas Guianas e ocasionalmente na vegetação ribeirinha do cerrado. Esse bicho além de ter uma beleza imensurável, muito comum com a nossa Phyllomedusa Nordestina apresenta hábitos noturnos e caçam pequenos insetos, além da sua coloração esverdeada maravilhosa.

Phyllomedusa bicolor

No entanto o que realmente chama atenção são as  suas secreções carregadas com peptídeos biologicamente ativos, ela apresentam entre seus compostos dermorphin e deltorfina, que são peptídeos com propriedades alnagésicas 2000 vezes mais potentes do que a morfina, a nível cerebral.

Tomar a vacina do sapo, ou seja, a secreção encontrada na pele da barriga da rã  é uma prática antiga com fins medicinais, muito difundida entre os povos indígenas do Brasil, como os índios katukinas e do Peru. A finalidade mais procurada é “tirar a panema”, ou seja, afastar a má sorte na caça e com as mulheres. Esse lance é tã sério, que os índios que por uma razão ou outra desmaiam, ficam doentes, etc. Não encontraram nenhuma índia para casar, pois elas consideraram ele um homem fraco.

Phyllomedusa bicolor

Porém a vacina do sapo é considerada um remédio para muitos males pelas populações tradicionais do vale do Juruá, curando desde amarelão até dores em geral. Hoje, a vacina do sapo é utilizada também por seringueiros e vem sendo aplicada por alguns curandeiros nas cidades de Cruzeiro do Sul/AC e Rio Branco/AC.

Os procedimentos da aplicação da vacina tem todo um ritual. Primeiramente o curandeiro guarda a secreção da rã numa espátula de madeira, depois aplica pequenas queimaduras na pele com um pedaço de cipó em brasa e por fim aplica as secreção nas quemaduras. Essa vacina pode dar alguns sintomas, com por exemplo: uma forte onda de calor, que sobe pelo corpo até a cabeça.  A dilatação dos vasos sanguíneos parece provocar uma circulação mais veloz do sangue, deixando o rosto vermelho e,  em seguida fica pálido, a pressão baixa, podendo provocar náuseas, vomito e/ou diarréia.  O efeito dura cerca de 15 minutos, mas  a sensação desagradável aos poucos retorna a normalidade e a pessoa se sente mais leve, como se tivesse feito uma boa limpeza, causando uma maior disposição.

O fato triste é que pesquisadores franceses, italianos e americanos estão estudando e patentiando essas substânçias da Phyllomedusa bicolor, graças a péssima fiscalização que há em nossas fronteiras e a falta de interesse do governo brasileiro e facilitação das autoridades peruanas.

Fonte: http://www.amazonlink.org/biopirataria/kampu.htm#

By Kássio de Castro

Veneno da Jararaca no controle da hipertensão arterial

11/05/2010

Uma pesquisa do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) pode revolucionar o controle da hipertensão arterial, mal que atinge pelo menos 30 milhões de brasileiros e 600 milhões de pessoas em todo o mundo. O estudo feito por Claudiana Lameu, que também é pesquisadora do Instituto Butantan, de São Paulo, encontrou no veneno da cobra jararaca, presente em boa parte do Brasil, um novo tipo de peptídeo potencializador de bradicinina (BPP) — substância capaz de controlar a hipertensão arterial —, que teria a vantagem de não apresentar efeitos colaterais.

Bothrops ou vulgarmente chamada jararaca

Os atuais medicamentos disponíveis no mercado já são baseados em BPPs, mas agem na inibição de uma substância conhecida como enzima conversora de angiotensina (ECA) — ou seja, atuam na diminuição de substâncias causadoras do aumento da pressão arterial. Em contrapartida, a diminuição dessas substâncias causa uma elevação da frequência cardíaca, o que dificulta o tratamento de muitos pacientes.

Já o peptídeo descoberto por Claudiana tem uma ação completamente diferente, e mais eficaz. Ele age nos barorreceptores, agentes que regulam a pressão, impedindo, por exemplo, que ela caia bruscamente quando nos levantamos, ou suba excessivamente quando praticamos exercícios. Com a ação do peptídeo estudado pela farmacêutica paulista, esses barorreceptores ficam mais sensíveis, controlando com mais eficácia as variações na pressão arterial.

Fonte: http://www.butantan.gov.br/portal/Pesquisa/Not%C3%ADcias/NoticiasPesquisaWindow?id=1135&action=2

By Kássio de Castro

Bothriopsis bilineata ou simplesmente jararaca-verde

10/05/2010

Domingo passado (09/05/2010) fazendo uma pesquisa sobre as espécies de serpentes peçonhentas da fauna brasileira, pude observar uma serpente de uma beleza encantadora e rara, que é a Jararaca-verde (Bothriopsis bilineata (WIED, 1825)). A jararaca-verde é uma das 28 espécies pertencentes à família Viperidae, Ordem Squamata e Classe Repitilia. Ela é uma serpente arborícola muito comum na Amazônia e nas matas do Leste do Brasil.

Bothriopsis bilineata ou vulgarmente conhecida com Jararaca-verde

Após ter conhecido essa serpente, quero compartilhar com todo os usuários do Biogalera a beleza da Jararaca-verde, que, apesar disso, é tão peçonhenta quanto a jararaca comum do nosso cerrado. Esse bicho se alimenta principalmente de ratos, lagartos e rãs, porém o contato com o homem é extremamente perigoso e não deve ser feito se você não tem os conhecimentos básicos para manusear um bicho como esse, ou seja,  Se você não é biólogo ou não tem uma especialização na área, você não deve fazer o manuseio desse animal.

Bothriopsis bilineata ou simplesmente jararaca-verde

Fonte: http://www.sbherpetologia.org.br/checklist/repteis.htm Uso do habitat, atividade e comportamento de Bothriopsis bilineatus e de Bothrops atrox (Serpentes: Viperidae) na floresta do Rio Moa, Acre, Brasil

By Kássio de Castro

Bothriopsis bilineata (, 1825)

Sapo, Perereca e Rã são tudo a mesma coisa??

07/05/2010

Há varias formas de distinguir os Anuros, que é uma ordem da Classe Amphibia que engloba os vulgarmente chamados de sapos, rãs e pererecas. Um forma bem usada para difernciá-los é o habitat deles.

As “Pererecas” usualmente são de habitas arborícolas, ou seja, habitam árvores. São normalmente menores que os sapos e rãs e têm algumas características curiosas, como por exemplo: os olhos esbugalhados, deslocados para fora; nas suas patas têm umas espécies de ventosas que ajudam elas escalarem as árvores e também são ótimas saltadoras.

Aqui um exemplo de uma “Perereca” muito conhecida e de beleza ímpar, que é a phyllomedusa nordestina.

phyllomedusa nordestina

As rãs são Anuros que vivem em ambientes úmidos, principalmente perto de lagoas e ela tem a pele lisa e brilhante. Suas pernas são longas e correspondem a mais da metade do tamanho do animal. As patas traseiras podem ser dotadas de membranas que ajudam a rã a nadar. Um fato curioso é que esses bichos são muito apreciados em culinárias sofisticadas do mundo todo.

Um exemplo de uma rã, nesse caso um Leptodactylus ocellatus. Essa rã tem uma característica muito curiosa: As suas patas dianteiras são extremamente fortes e quando na cópula esse bicho pode machucar muito a fêmea.

Leptodactylus ocellatus vulgarmente conhecida como Rã manteiga

E por fim os Sapos, que têm aparência estranha, pele rugosa e cheia de verrugas. Suas pernas curtas fazem com que realizem saltos limitados e desajeitados. Esses bichos possuem glândulas denominadas glândulas paratóides e são de ambientes terrestres.

Por fim o exemplo de um bicho muito conhecido: o sapo-cururu, que tem nome científico Rhinella icterica.

Rhinella icterica vulgarmente conhecida como sapo-cururu

Fonte: http://www.sbherpetologia.org.br/checklist/anfibios.htm

By Kássio de Castro


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