Sem Petrobrás,o Instituto Baleia Jubarte suspende pesquisas

Olá bioleitores estava meio em falta com vocês, mas já estou à tona de volta. E hoje vim postar pra vocês, biólogos ,sobre o mal momento que os projetos de conservação de mamíferos aquáticos estão passando.O fato é que ate o momento a Petrobras não renovou seu convenio com alguns desses projetos ,como é o caso do Instituto Baleia Jubarte-o IBJ,que hoje esta “sofrendo “ com essa situação.

O maior centro de conservação de baleias no Brasil, o Instituto Baleia Jubarte, demitiu metade de seus funcionários e suspendeu suas pesquisas. O motivo é a falta de repasse de verbas da Petrobras, principal patrocinadora de suas atividades.

Situações semelhantes atravessam três outras organizações de pesquisa de animais marinhos: a Fundação Mamífera Aquáticos, o Projeto Golfinho Rotador (ambos em Pernambuco) e o Projeto TAMAR, na Bahia.

Todos eles aguardam desde setembro a renovação de convênios com a Petrobras, que diz estar analisando os resultados obtidos pelos projetos entre 2007 e 2010 “para definir a melhor forma de continuidade das parcerias”.

Os projetos foram “adotados” pela estatal por lidarem, desde os anos 1980, com a conservação de chamadas “espécies-bandeira”, animais grandes e carismáticos, com os quais o público se identifica facilmente.

Dos quatro projetos, apenas o TAMAR (de conservação de tartarugas-marinhas) tem uma parcela significativa de renda própria. Todos os outros tiram 50% ou mais de sua receita da Petrobras.

A situação mais crítica é a do Baleia Jubarte. Cerca de 60% da receita da ONG vem do convênio. Com o fim do repasse, 18 funcionários (de 42) foram demitidos e o centro de visitantes, na Praia do Forte, será fechado no dia 20. Apenas dois cientistas permanecem no instituto, na base de Caravelas, sul da Bahia.

“Demiti de faxineira a coordenador de pesquisa”, diz a diretora-presidente do instituto, Márcia Engel. Ela não quis dar detalhes sobre os prejuízos para o projeto.

A FMA (Fundação Mamíferos Aquáticos), que tocava o Projeto Peixe-Boi Marinho em Itamaracá, Pernambuco, também demitiu funcionários devido ao atraso no repasse da Petrobras.

A fundação já vinha enfrentando problemas desde abril do ano passado, quando o ICMBIO (Instituto Chico Mendes, do governo) rompeu uma parceria que tinha com ela –acusando a FMA de má gestão de recursos. Na época, 11 pessoas foram demitidas. Agora, mais sete.

A fundação depende da renovação do convênio para estender atividades de pesquisa do peixe-boi marinho aos litorais de Pará e Amapá.

A Petrobras afirmou que os quatro projetos compõem “um planejamento estratégico integrado”, sujeito a revisão a cada três anos. A empresa disse estimular que os projetos possam se financiar sozinhos, “para garantir a continuidade dos benefícios gerados após o encerramento do contrato de patrocínio”

Fonte:Jornal-A Folha

Post By : Jack Araújo

Ai essa notícia é realmente triste. Não sei o motivo de não haver renovação ,mas esses convênios são de suma importância para esses projetos.Fico triste pois conheço todos esses projetos e sei o quão eles são importantes para a preservação desses mamíferos aquáticos ,sem falar no milhares de funcionários e biólogos que dão um bom tempo de sua vida para se dedicarem a esses projetos.Espero que essa situação seja temporária e que logo esses projetos voltem com força total.

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