Arquivo para abril 2011

Hotspots

24/04/2011

 Trinta e quatro áreas de alta biodiversidade são prioridade mundial de conservação. Originalmente, elas correspondiam a 15,7% da superfície terrestre do planeta. Hoje cobrem apenas 2,3%. Juntas, ainda abrigam 50% das espécies de plantas e 75% dos animais ameaçados de extinção. Mas a proteção é precária: só 5% dos remanescentes são parques ou reservas.

Todas as teses e exaustivos levantamentos científicos das espécies animais e vegetais terrestres já feitos ainda não foram suficientes para identificar nem 10% da biodiversidade do planeta. Restam milhares de incógnitas, sobretudo no universo da Microbiologia e nos reinos das águas, doces ou salgadas. Mesmo entre as espécies conhecidas – grandes árvores e grandes vertebrados, por exemplo – os detalhes sobre reprodução, fisiologia ou hábitos e comportamento, e mesmo a relação com o ambiente onde vivem são 99% desconhecidos. Como uma grande biblioteca de preciosos volumes, a biodiversidade do planeta ainda tem prateleiras e prateleiras de tesouros fechados, cujos títulos e conteúdo ainda são desconhecidos. No total, não sabemos quantos são os volumes ou para que servem, mas sabemos que não se distribuem de forma homogênea. E já conhecemos tanto os caminhos para sua destruição como para sua conservação. E em ambos os casos todo o conjunto é afetado: mesmo sem saber o que dizem os livros podemos queimar ou salvar uma biblioteca inteira, assim como podemos destruir ou conservar o conjunto de animais e plantas de um ecossistema, mesmo sem identificar todas as espécies.  

  Desmatamentos, poluição, contaminação, fragmentação de hábitats, coletas e introduções indiscriminadas, consumo exagerado de recursos e desperdícios estão entre as pressões destrutivas, exercidas de forma pulverizada por milhões de agentes econômicos e indivíduos. O caminho da conservação é bem mais difícil e custoso, de alguns poucos contra a corrente, e, portanto, exige a eleição de prioridades. Por isso um grupo de conservacionistas e pesquisadores criou o conceito de hotspots de biodiversidade. São áreas, regiões ou ecossistemas sob forte pressão, onde mais de 70% da vegetação natural já foi alterada e o que resta concentra um grande número de espécies animais e pelo menos 1.500 espécies vegetais, com alto índice de endemismos, ou seja, espécies exclusivas, que não existem em nenhum outro lugar do planeta. A pergunta que o conceito de hotspots procura responder é: em que áreas cada dólar destinado à conservação contribui mais para reduzir o ritmo corrente de destruição da biodiversidade global?

 O primeiro a usar esse conceito de hotspots foi o ecólogo inglês Norman Myers, em 1988. Na época ele apontou 10 áreas prioritárias para a conservação em todo o mundo. Doze anos depois, em 2000, a entidade ambientalista Conservação Internacional (CI) divulgou os estudos de mais de uma centena de cientistas de 40 países, que após 3 anos, identificaram mais 15 hotspots, totalizando 25. As principais informações disponíveis sobre as espécies e ecossistemas dessas 25 áreas foram resumidas num livro de 430 páginas ricamente ilustradas por 350 fotos, mais 30 mapas e 50 tabelas, com o objetivo de ajudar as autoridades de cada país a desenhar uma estratégia mais precisa de conservação da biodiversidade, destinando os sempre escassos recursos às ações mais urgentes.  

Num trabalho de revisão permanente, realizado a partir de novas informações e novos estudos que preenchem lacunas de conhecimento, agora o número de hotspots sobe para 34, de acordo com os especialistas que assinam um novo livro, lançado em Washington, nos Estados Unidos, neste dia 2 de fevereiro.

As novas áreas consideradas prioritárias para a conservação mundial são os Bosques Madreanos (México); a região de Maputo (costa leste da África); as montanhas da África Central (Rift Valley); o Chifre da África; as montanhas da Ásia Central; a Anatólia Iraniana, no Oriente Médio; a cadeia do Himalaia; o Japão e a Melanésia. Somados, os remanescentes ainda intactos dos 34 hotspots – ‘novos’ e ‘antigos’ – ocupam apenas 2,3% da superfície terrestre (3,3 milhões de km2), mas abrigam 50% das espécies de plantas e 75% dos animais vertebrados ameaçados de extinção.

“O primeiro livro nos ajudou a reunir parceiros importantes em torno de um fundo especialmente criado para a proteção dos hotspots localizados em países em desenvolvimento, o Critical Ecosystems Partnership Fund (CEPF)”, conta Russel Mittermeier, da CI, coordenador do trabalho. “Foi o ‘empurrão’ final para a entrada do Banco Mundial na parceria. E esse fundo já consolidou US$ 125 milhões para investimento somente nos hotspots”. O CEPF conta também com contribuições do governo do Japão, da MacArthur Foundation, do Fundo Ambiental Global (GEF) e da própria CI. O Fundo Global de Conservação, mantido pela CI com recursos da ordem de US$ 100 milhões, Fundação Gordon e Betty Moore, usa igualmente o conceito de hotspots para definir as prioridades de investimentos.  

A expectativa, agora, é multiplicar as ações de conservação, tanto nos hotspots ‘antigos’ como nos recém identificados, com base nos bons resultados já obtidos junto ao governo de alguns países, como as Filipinas, a Bolívia e o Peru, que integraram o conceito dos hotspots nas suas estratégias nacionais de conservação. Ou Madagascar, cujo presidente, Marc Ravalomanana, anunciou a triplicação das áreas protegidas em cinco anos, medida já em fase de implementação. Mesmo países antes alheios a qualquer esforço de conservação ambiental, como a Libéria – localizada no coração do hotspot das Florestas Guineanas da África Ocidental – começam a aprovar leis de proteção.  Hoje, apesar de sua importância pela riqueza em espécies que abrigam, 95% das áreas consideradas como hotspots não contam com nenhum tipo de proteção. Só 5% já são parques ou reservas. Cerca de 313 milhões de pessoas vivem a menos de 10 km das áreas protegidas dentro dos hotspots e 2 bilhões vivem nas áreas originalmente ocupadas pelos ecossistemas que os compõem.  

Além das pressões de destruição de hábitats, caça e coleta, alguns hotspots são especialmente sensíveis às mudanças climáticas, caso do Karoo das Suculentas e da Província Florística do Cabo, ambos na África do Sul. “Os cenários elaborados pelos especialistas mostram que mesmo uma pequena mudança climática nessa região poderia ter um grande impacto sobre as plantas endêmicas lá existentes”, observa Mittermeier. E diversos hotspots estão em áreas de conflito, em zonas de guerra, de guerrilha ou dominadas por traficantes de drogas e contrabandistas de minérios. É o que acontece nos dois hotspots da Colômbia – Andes Tropicais e Choco; na ilha de Mindanao, nas Filipinas; nas Florestas Guineanas, e na região de Aceh, ao norte de Sumatra, inserida no hotspot da Região do Sunda. “Os conflitos trazem problemas adicionais para a conservação, uma vez que os parques e reservas ficam sem a proteção dos sistemas oficiais”, diz o coordenador do estudo.  

    Os ecossistemas tropicais ainda predominam entre os hotspots, visto que são naturalmente mais ricos em espécies e, sobretudo, em endemismos. Mas os ‘novos’ hotspots incluem algumas florestas subtropicais e temperadas e ecossistemas mais secos, como os Bosques Madreanos de carvalhos e pinheiros, a vegetação das montanhas da Ásia e as áreas identificadas no Oriente Médio. A maior surpresa, nesse novo estudo, foi a inclusão do Japão, cujos dados específicos antes eram desconhecidos dos conservacionistas. No exíguo território japonês ocorrem 5.600 espécies de plantas (1.950 endêmicas), 368 espécies de aves (15 exclusivas) e 214 peixes de água doce (54 endêmicos). O governo do Japão já se comprometeu a destinar US$ 25 milhões à conservação dessas riquezas biológicas.  

A consideração dos peixes de água doce, aliás, foi outra novidade do presente estudo. Anteriormente também não se tinha informação suficiente sobre eles. Todos os peixes continentais foram incluídos, mesmo aqueles que habitam águas salobras ou salinizadas. Um total de 6.689 espécies de peixes, ou 55% do total mundial conhecido, vivem nos 34 hotspots, sendo que 3.418 delas são endêmicas. O hotspot com mais alta diversidade em peixes é o Indo-Burma, com 1.262 espécies (553 endêmicas). Os seres vivos dos oceanos ainda serão objeto de avaliações futuras, assim como os invertebrados, que constituem, na verdade, uma das classes de animais mais numerosas. Alguns bancos de dados – sobre formigas, besouros e cupins, por exemplo – já permitem comparações. E mostram que os hotspots são igualmente ricos em invertebrados, abrigando pelo menos 30% das espécies conhecidas.  

   Entre os ‘novos’ hotspots, o mais sujeito a mudanças radicais, num curto espaço de tempo, é o da Melanésia – composto pelas ilhas Bismarck, Salomão e Vanuatu. Há uma década, seus ecossistemas estavam praticamente intactos, mas o desmatamento acelerado para a implantação de fazendas de dendê reduziu as áreas naturais a menos de 30% da extensão original, repetindo a história da Indonésia, dez anos depois, e justificando sua inclusão na lista das regiões críticas.  De todos os 34, o hotspot de mais alta diversidade em plantas vasculares é o dos Andes Tropicais, abrangendo terras do Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela. Devido ao gradiente de altitude – que sai do altiplano frio e seco, lá no alto, e chega à úmida e quente Amazônia, no pé das montanhas – ali ocorrem 30 mil espécies de plantas, metade das quais é exclusiva daquela região. A diversidade de aves, anfíbios e mamíferos também é a maior do mundo. São 1.728 espécies de aves, das quais 584 são endêmicas; 1.155 de anfíbios com 664 exclusivos e 569 mamíferos, com 75 endêmicos, entre os quais o único urso da América do Sul, o urso-de-óculos (Tremarctos ornatus). As ameaças a tais tesouros naturais incluem extração de madeira, mineração e expansão da agricultura. A caça e o tráfico de animais silvestres constituem outros obstáculos à conservação, sobretudo nos chamados barreiros, paredões de argila com alta concentração de sais minerais, para onde são atraídos grandes bandos de araras, papagaios, periquitos e também alguns mamíferos de grande porte, como antas, queixadas e catetos. Os animais se reúnem nos barreiros para aproveitar os nutrientes, mas ficam muito expostos aos caçadores.  

Outra ‘arca de Noé’ natural é a região do Sunda, que inclui a Malásia e as ilhas indonésias de Bornéu, Bali, Java e Sumatra, na região de transição entre a Ásia e a Austrália. São 25 mil espécies de plantas (15 mil endêmicas), mais 950 espécies de peixes de água doce (350 endêmicas) e 771 espécies de aves (146 exclusivas). Entre seus 331 mamíferos, os mais famosos são os orangotangos, tigres e rinocerontes, distintos de seus ‘parentes’ do continente asiático. A excessiva fragmentação devido à ação agressiva de madeireiros e mineradores é o principal problema.   

A maior concentração de espécies diferentes num território limitado ocorre em Madagascar, que realmente parece esconder algum ‘laboratório de mistura das espécies’, tal a variedade de estranhos formatos e cores entre os seus habitantes silvestres. Essas espécies evoluíram independentemente das espécies do continente africano, devido a uma separação de pelo menos 160 milhões de anos. Assim, numa área comparável ao estado de Minas Gerais, o país abriga, com exclusividade, 5 famílias de primatas, das 17 que existem em todo o planeta. Entre elas estão os lêmures, dos diminutivos lêmures-ratos (do gênero Microcebus), que pesam em média 60 gramas, ao ágil indri (Indri indri), de até 10 kg, capaz de pular de uma árvore para outra como bem retrata o longa metragem infantil Dinossauro (Estúdios Disney). Mas ali estão também algumas das espécies em situação mais precária, porque são naturalmente raras e estão sob grande pressão devido às condições sociais da população, extremamente pobre e dependente da extração de recursos naturais. A esperança é a estruturação do ecoturismo, que apenas começa a existir como fonte alternativa de renda.  

Dois biomas brasileiros figuram entre os 34 hotspots mundiais: a Mata Atlântica e oCerrado. Embora abriguem altíssima biodiversidade, a Amazônia e o Pantanal não figuram na lista, felizmente, porque ainda estão bastante preservados.

A Mata Atlântica está em quarto lugar na diversidade de plantas, com 20 mil espécies, sendo 8 mil endêmicas. Também é alto o número de aves – 936 espécies, 148 endêmicas – e de anfíbios – 475 com mais da metade (386) vivendo exclusivamente em seus ecossistemas. Outro número alto é o de mamíferos (263), o décimo maior entre os hotspots. “Devido às características da Mata Atlântica e à pequena porcentagem que ainda resta, uma das estratégias mais importantes para a conservação no Brasil é o fortalecimento das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) existentes e a implementação de novas”, comenta Russel Mittermeier. “Há RPPNs fundamentais, como a da família Abdalla, em Caratinga (MG), que abriga vários grupos de muriquis (Brachyteles aracnoides), o maior primata das Américas e endêmico deste hotspot. Sem essa RPPN, o muriqui estaria ainda mais ameaçado”.

O Cerrado brasileiro tem 10 mil plantas, 800 espécies de peixes de água doce e 605 espécies de aves. Em ambos os casos, a expansão da agricultura e das cidades é o principal problema. O Cerrado inclui diversos tipos de vegetação, abertas – campos limpos, sujos e rupestres – e fechadas, como o cerrado e cerradão. Mas nenhuma delas parece ser mais crucial, no atual estágio de avanço do homem, do que as matas de galeria, nas margens dos rios, justamente um dos tipos de vegetação mais atingidos pelos desmatamentos. As matas de galeria são fundamentais para a preservação dos recursos hídricos, num meio onde as chuvas são relativamente abundantes – 1.100 a 1.200mm ao ano – mas muito mal distribuídas. Também têm a função de formar corredores entre os fragmentos de vegetação nativa, utilizados como passagem para a fauna e como meio de dispersão de plantas.   


A estratégia de proteger – ou mesmo recuperar – grandes corredores de vegetação nativa, por sinal, é uma das medidas de conservação recomendada para os hotspots. Em vários casos, a Conservação Internacional trabalha com os governos dos diversos países nos quais se inserem os hotspots para acertar o estabelecimento de corredores que ultrapassam fronteiras. Uma das maiores vitórias, neste sentido, foi a criação, no ano passado, do Corredor Vilcabamba-Amboró, entre o Peru e a Bolívia, no hotspot dos Andes Tropicais. São 30 mil km2, num mosaico de 19 parques e reservas ambientais, mais as zonas de amortecimento e terras indígenas, um exemplo que renova a esperança de que a situação crítica dos animais e plantas nos hotspots possa, de fato, ser revertida.

Fonte:Revista Terra da Gente

By: Jack Araújo

Bom fim de feriadão para todos!!!

O conceito Hotspot foi criado em 1988 pelo ecólogo inglês Norman Myers para resolver um dos maiores dilemas dos conservacionistas: quais as áreas mais importantes para preservar a biodiversidade na Terra?

Ao observar que a biodiversidade não está igualmente distribuída no planeta, Myers procurou identificar quais as regiões que concentravam os mais altos níveis de biodiversidade e onde as ações de conservação seriam mais urgentes. Ele chamou essas regiões de Hotspots.

Hotspot é, portanto, toda área prioritária para conservação, isto é, de alta biodiversidade e ameaçada no mais alto grau. É considerada Hotspot uma área com pelo menos 1.500 espécies endêmicas de plantas e que tenha perdido mais de 3/4 de sua vegetação original.

No Brasil há dois Hotspots: a Mata Atlântica e o Cerrado. Para estabelecer estratégias de conservação dessas áreas, a CI-Brasil colaborou com o Projeto de Ações Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade dos Biomas Brasileiros, do Ministério do Meio Ambiente. Centenas de especialistas e representantes de várias instituições trabalharam juntos para identificar áreas prioritárias para a conservação do Cerrado (em 1998) e da Mata Atlântica (em 1999).

Bom fim de feriadão para todos!!!


Belo Monte na berlinda

13/04/2011

E continuam o impasse da construção da Belo Monte:

Governo brasileiro diz que OEA foi precipitada sobre construção da usina

A decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) no começo desse mês, que deu prazo de 15 dias para o governo brasileiro adote uma série de medidas em defesa da proteção dos povos indígenas da Bacia do Rio Xingu, onde está prevista a construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, foi considerada precipitada pelo governo brasileiro.

O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, respondeu terça passada, por meio de nota oficial, que governo recebeu com “perplexidade” a recomendação, além de considerá-la injustificável. “O governo brasileiro considera as solicitações da CIDH precipitadas e injustificáveis”, diz a nota. “O governo brasileiro tomou conhecimento, com perplexidade, das medidas que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) solicita que sejam adotadas”, acrescenta.

No documento, a OEA recomenda que nenhuma obra seja feita na região até o cumprimento de algumas medidas como a realização de consulta com as comunidades indígenas afetadas, a disponibilização dos estudos de impacto ambiental e a adoção de medidas para proteção da integridade pessoal dos povos indígenas, além de programas de prevenção à disseminação de epidemias e doenças.

A decisão da CIDH é uma resposta à denúncia encaminhada, em novembro de 2010, por entidades como Movimento Xingu Vivo Para Sempre, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Prelazia do Xingu, Conselho Indígena Missionário (Cimi), Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), Justiça Global e Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (Aida).

De acordo com a denúncia, as comunidades indígenas e ribeirinhas da região não foram consultadas de forma apropriada sobre o projeto.

Se a construção for aceita Belo Monte será a maior hidrelétrica totalmente nacional e a terceira maior do mundo. A usina terá capacidade instalada de 11,2 mil megawatts de potência e reservatório com área de 516 quilômetros quadrados. Até o momento, o empreendimento tem apenas uma licença parcial do Ibama para iniciar o canteiro de obras.

 

Fonte:Revista Terra da Gente

By : Jack Araújo

 

Eu particularmente estou sempre buscando noticias sobre a Belo Monte,por achar essa construção totalmente desfavorável as causas ambientais e sociais,já que um dos principais afetados será o povo indígena daquela região.E hoje recebi mais um email que trata desse assunto.Nesse ,de dois dias atrás a  OEA (que é uma das mais respeitadas organizações inter-governamentais)pediu dessa vez que o Brasil que interrompessem de vez com a construção da Belo Montel. A OEA dessa vez falou que alertou  que o Brasil pode estar violando tratados inter-americanos se prosseguir com esta barragem desastrosa.

Achei a decisão muito plausível quem sabe assim com toda essa pressão internacional , nós teremos a chance de finalmente parar Belo Monte.

Vale ressaltar que a Belo Monte  é um projeto de construção de uma usina hidrelétrica previsto para ser implementado em um trecho de 100 quilômetros no Rio Xingu , no estado do Pará  Sua potência instalada será de 11.233 , o que fará dela a maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira, visto que a hidrelétrica de Itaipu está localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai.Mas  apesar de ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, ela seria a menos produtiva, gerando apenas 10% da sua capacidade no período da seca, de julho a outubro.A hidrelétrica iria inundar 64.000 hectares da floresta, impactar centenas de quilômetros do Rio Xingu e expulsar mais de 40.000 pessoas, incluindo comunidades indígenas de várias etnias que dependem do Xingu para sua sobrevivência. O projeto de R$30 bilhões é tão economicamente arriscado que o governo precisou usar fundos de pensão e financiamento público para pagar a maior parte do investimento.Mesmo assim a presidente Dilma  ignorou totalmente o  apelo do povo indígena residentes naquela região que pode ser inundada e mais uma vez no Brasil foi colocado  os  grandes interesses financeiros de empreiteiras acima da preservação ambiental e de qualquer outra coisa.

Há 50 anos, o primeiro homem voava para o espaço

12/04/2011

Olá amigos. Ontem agradeci às 282 visitas e hoje estou aqui novamente para agradecer. Ontem para minha surpresa, tivemos 318 visitas. Muito obrigada!! Estamos crescendo juntos!

Bom, hoje como todos sabem é o 50º aniversário da primeira viagem do homem ao espaço. Essa matéria saiu no Uol ciência e eu gostaria de compartilhar com vocês.

“O cosmonauta Yuri Gagarin foi o primeiro ser humano a viajar ao espaço em 12 de abril de 1961. Hoje, diversos lugares do mundo celebram os 50 anos do primeiro grande momento da corrida espacial entre EUA e União Soviética durante a Guerra Fria.

Gagarin foi escolhido para encarnar o paradigma do homem soviético, especialmente por suas modestas origens camponesas. Ele é um dos raros heróis nacionais cuja imagem não sofreu com a queda da União Soviética no fim de 1991, e continua sendo ainda hoje para os russos “a personalidade mais atraente do século XX”, segundo pesquisas.

Suas origens populares – um pai carpinteiro e uma mãe camponesa – jogaram a favor de sua candidatura para se tornar o primeiro homem no espaço, frente a seu rival Gherman Titov, proveniente de uma família de professores e com a desvantagem de ter um nome germânico, segundo seus biógrafos
Este homem loiro, de olhos azuis e sorriso quase infantil, encarna o arquétipo do homem russo apontado como exemplo pela propaganda soviética. Ganhou assim a simpatia de seus colegas, e em especial a de Serguei Korolev, pai da astronáutica soviética.

“Gagarin não era um líder, mas era amigo de todos, e Korolev o tratou como um filho”, lembra o cosmonauta Boris Volynov.

Em 1961, Gagarin é designado para efetuar o primeiro voo do homem ao espaço. Nesse momento, tinha 27 anos e era casado com Valentina, uma enfermeira que acabava de dar à luz uma segunda filha.

A missão era perigosa: de 48 cães enviados ao espaço pela União Soviética, 20 tinham morrido.

“O importante é que temos salsichão para acompanhar aguardente”, brincou Gagarin pouco antes de a nave “Vostok” ser lançada ao espaço.

“Aí você têm café da manhã, almoço e jantar. Embutidos, balas e chá. Ao todo, 63 peças. Vai voltar engordar”, falou à época o pai do programa espacial soviético, Sergei Korolev, obsessivo para que o cosmonauta tivesse alimentos suficientes antes de retornar à Terra.

A integridade de Gagarin foi tal que até teve tempo de rir dos nervosos técnicos que o acompanharam até o interior da “Vostok” quando, devido a uma falha hermética, tiveram de retirar e colocar cada um dos 32 parafusos que selavam a escotilha.

Logo em seguida, Gagarin pronunciou o famoso “Vamos lá!”, após o qual deu início a volta no planeta em 108 minutos.

“Os primeiros sempre são pessoas de sorte. É preciso reconhecer que o bem-sucedido voo de Gagarin foi em grande parte uma questão de sorte”, garante Anatoli Davydov, subchefe da agência espacial russa, Roscosmos.

Os voos experimentais realizados com animais, como a famosa cadela Laika em 1957, demonstraram que o estado vital piora dramaticamente a partir da terceira volta.

Nem todos acreditavam que o voo tivesse sucesso, que Gagarin retornasse vivo e que não perderia a razão, portanto as autoridades soviéticas prepararam de antemão três versões oficiais sobre o fato.

Outra preocupação das autoridades dizia respeito à hipótese de Gagarin aterrissar fora do território soviético, por isso a agência oficial de notícias “Tass” preparou um documento informando todas as nações sobre a viagem do cosmonauta poderia aterrissar em seu solo.

O próprio Gagarin, muito consciente do risco da gravidade zero, escreveu uma carta a sua esposa, na qual dava permissão para casar-se novamente e pedia que educasse suas duas filhas “não como pequenas princesas, mas como pessoas normais”.

Finalmente, “Tass” emitiu um documento com o título de “Sobre o bem-sucedido retorno do homem do primeiro voo espacial” no qual dizia que “às 10h55 no horário de Moscou a nave espacial Vostok aterrissou na região prevista da União Soviética”.

“O piloto-cosmonauta major Gagarin comunicou: ‘Peço que informe ao Governo que a aterrissagem transcorreu com normalidade, que estou bem e não sofri qualquer lesão”, acrescentou.

Recebido de forma triunfal pelo mundo inteiro, Gagarin completaria essa missão perfeitamente, demonstrando segundo as testemunhas uma simplicidade absoluta. Sonhava em ir à Lua, mas o destino tinha decidido outra coisa. Muito apreciado pelas autoridades soviéticas, permaneceu longo tempo com a proibição de pilotar antes de obter autorização.

Morte misteriosa

Outro aspecto que ainda tira o sono de muitos é a suspeita de que a morte de Gagarin em 27 de março de 1968 durante um voo de treinamento a bordo de um caça Mig na região de Vladimir, que levou alguns analistas a falar de uma conspiração.

“A causa mais provável da catástrofe foi uma brusca manobra para evitar uma sonda”, assinalou nesta semana Aleksandr Stepanov, chefe dos arquivos do Kremlin.

O relatório secreto de novembro de 1968 aponta que “a brusca manobra levou à entrada do avião em um estado crítico de voo e a sua queda em condições climatológicas adversas”.

Os desclassificados relatórios da comissão que investigou a tragédia também indicam “a improvável causa” que o acidente ocorresse quando Gagarin tentava evitar a entrada em uma camada de nuvens.

Roscosmos aproveitou o aniversário para negar que Gagarin e outros cosmonautas soviéticos tivessem visto ou mantido contato com objetos voadores não identificados (óvni) procedentes de outros planetas.

A pedido da Rússia, a Assembleia Geral da ONU declarou em 12 de abril “Dia Internacional do Voo do Homem ao Espaço”, que Moscou realizará com diversos atos, incluindo uma salva de artilharia de 50 tiros de canhão a partir do Kremlin.

Em outros países do mundo, o cosmonauta será homenageado, como é o caso da estátua que será erguida na lendária praça Trafalgar de Londres, a primeira cidade que após seu histórico voo Gagarin visitou fora do espaço socialista.

Como Gagarin virou cosmonauta

Nascido em março de 1934 em um povoado perto de Smolensk (oeste), depois de uma infância difícil marcada pela guerra e pela ocupação nazista, Gagarin dedicou-se primeiramente a trabalhar como metalúrgico.

O jovem Gagarin, apaixonado por aviação, inscreveu-se em uma escola militar de Orenburgo (Montes Urais) e assumiu pela primeira vez o comando de um avião em 1955.

Quando em um dia de outono de 1959 uma comissão selecionava voluntários para pilotar um “tipo moderno de aeronave”, sua baixa estatura – apenas 1,60 metro -, jogou a seu favor.

Vinte candidatos começaram um treinamento de um ano em um centro secreto de Moscou. Com o passar do tempo, não restaram mais de 12, e logo seis, entre eles, Gagarin”.

*Com agências internacionais

FONTE: UOL CIÊNCIA E SAÚDE

Post by: Alzira Farias

Até mais.

Tartarugas vivas em forma de chaveiro são a nova moda na China

11/04/2011

Primeiramente gostaría de agradecer ás 282 visitas de ontem. Para uns parece pouco, para nós é uma alegria!! Obrigada mesmo! Isso aqui é pra vocês.

Bom, é com tristeza que hoje eu venho postar essa notícia. Isso é  A-B-S-R-U-R-D-O! Onde é que nós vamos parar? Vendendo crianças dentro de saquinhos plásticos também?

“A mais nova bugiganga que está sendo vendida por ambulantes chineses, nas estações de trem e metrô do país, são chaveiros que vêm com uma tartaruga brasileira ou um par de peixinhos dentro de um minúsculo plástico com água colorida.

A denúncia foi feita pelo jornal Global Times, que afirmou que, em apenas cinco minutos, o repórter escalado para checar a denúncia assistiu à venda de 10 chaveiros. Segundo o veículo, para ganhar a simpatia dos compradores, os ambulantes garantem que o acessório traz boa sorte e que a água com corante possui nutrientes que permitem que os animais sobrevivam dentro do chaveiro por meses.

Depois de assistir à transação, o repórter interrogou alguns compradores: enquanto uns realmente acreditaram na balela dos ambulantes e compraram o chaveiro para fazê-lo de amuleto, outros afirmaram adquirir o acessório, apenas, para soltar os animais na natureza.

Seja como for, as ONGs chinesas defensoras dos animais já estão se mobilizando contra a crueldade, que por incrível que pareça não é considerada crime no país. Isso porque, na China, a única lei de proteção animal vigente diz respeito, apenas, aos bichos selvagens de médio e grande porte”.

 

Chaveiro de tartaruga viva - Foto: Li Bo

Pode uma coisa dessas minha gente? Eu custo acreditar que hoje em dia ainda tenha gente tão ignorante no mundo.

E aos que compram para liberta-las depois, meus parabéns. É a melhor forma de gastar bem o dinheiro de vocês. Ainda que ninguém deva precisar pagar pela liberdade, nem mesmo de um animal que nasce livre e assim deve permanecer.

FONTE: Planeta Sustentável – Revista Abril – Débora Spitzcovsky

POST by: Alzira Farias

Boa semana!!!

Para os Piauienses:

08/04/2011

Gente hoje vim postar pra vocês uma matéria muito bacana que vi no site Proparnaiba.com um site bem conhecido aqui em Parnaíba,e que achei ela muito linda,infelizmente a matéria é de um anônimo que não sei porque não se identificou mais aqui vai a sua mensagem mandada por email intitulada “Conselho aos PIAUIENSES e aos seus amigos…

Quando falarem que o Piauí fica onde o vento faz a curva, diga que por isso nós temos as melhores condições para a prática de esportes à vela e para a geração de energia eólica do Brasil em nosso belo litoral.


Quando falarem que o Piauí é quente, diga que aqui o sol brilha mais, somos filhos do sol do equador, por isso temos luminosidade e calor ideais para a produção da rica fruticultura  tropical.

Quando falarem que o Piauí é seco, diga que nós fomos abençoados com uma das maiores reservas de águas subterrâneas do mundo; que temos o maior rio genuinamente nordestino _ o Rio Parnaíba, além de inúmeras barragens e lagoas que podem receber projetos de irrigação, piscicultura e lazer.

Quando falarem que no Piauí não tem petróleo, diga que nós já estamos na era da energia renovável, que fomos pioneiros no biodiesel a partir da plantação de mamona e temos potencial para ser um dos maiores produtores de combustíveis verdes do país.

Quando falarem que o litoral do Piauí é o menor do Brasil, diga que nós temos o único delta em mar aberto das Américas e praias paradisíacas, com águas quentes e sem poluição.

Quando falarem que o piauiense é um povo primitivo, encha o peito de orgulho e diga que nós somos o berço do homem americano cujas origens repousam nos sítios arqueológico da Serra da Capivara em São Raimundo Nonato.

Quando falarem que o Piauí tem problemas de saúde, diga que todos tem, mas a nossa medicina é referência para o norte-nordeste pela qualidade  dos nossos médicos, pelo fácil acesso ao nosso pólo de saúde e que por isso brasileiros de diversas regiões do país vêm se tratar em nossa terra. E que aqui o tratamento começa com a nossa maneira de acolher e receber bem as pessoas.

Quando falarem que o povo do Piauí não tem conhecimento, diga que nós temos a melhor escola de ensino médio do Brasil _ o Instituto Dom Barreto e uma bem estruturada rede de ensino público e privado, onde inclusive, pode-se aprender melhor sobre o nosso estado, o Brasil e o mundo e, nem por isso são cobradas as mensalidades mais caras do país.

Quando falarem que o Piauí é improdutivo, diga que nós somos recordista nacional em produtividade de grãos; maior produtor brasileiro de cera de carnaúba, matéria-prima de larga aplicação industrial no mundo moderno; maior produtor nacional de mel de abelha (com a vantagem de que o nosso mel é de floração natural); que temos um dos maiores e melhores rebanhos caprinos do Brasil e tantas outras coisas que só conhecendo…

Fonte: Proparnaiba.com

By: Jack Araújo

E mais algumas fotos desse estado lindo por natureza!!!

 

 

Pedras de Opala de Pedro II

Grande Canion do Rio Poty

Dunas do Delta do Parnaíba

Plantação de uva

Boa Semana a todos!!!

Enchentes no Paquistão provocam espetáculo de teias de aranha em árvores

07/04/2011

Beleza Biogalera!!!

Voltando hoje com para mostrar um fenômeno maravilhoso e altamente curioso que ocorrera no Paquistão, sem dúvidas foi um dos fenômenos mais estranhos que pude ver. Me mandaram por e-mail e acabei encontrando mais detalhado no G1, então decidi compartilhar com vocês também.

As enchentes que atingiram algumas áreas do Paquistão no ano passado acabaram gerando um efeito inesperado: um espetáculo de teias de aranha em árvores.

Árvores no Paquistão cobertas por teias de aranhas

Por causa da alta das águas, milhões de aranhas procuraram locais mais altos como abrigo. Devido à escala das enchentes e ao fato de que o nível da água levou muitos meses para baixar, diversas árvores ficaram completamente envoltas em teias de aranha.  A população desta parte da província de Sindh nunca havia visto este fenômeno antes, segundo relatos feitos ao Departamento para o Desenvolvimento Internacional do governo britânico. Os moradores das regiões atingidas também afirmam que há menos mosquitos que o esperado.

Acredita-se que os mosquitos tenham ficado presos nas teias, reduzindo o risco de malária, algo que seria positivo para a população local, que enfrentou tantas dificuldades após as enchentes.

Árvores cheias de teias de aranhas no Paquistão

Muito Obrigado por lerem esse post biogalera, espero que tenham gostado e sinta-se a vontade pra comentar, corrigir, elogiar, criticar, etc.

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By Kássio Castro

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/04/enchentes-no-paquistao-provocam-espetaculo-de-teias-de-aranha-em-arvores.html

Anunciada descoberta de predador mais antigo que dinossauros no RS

01/04/2011

Olá galera. Essa notícia saiu no Uol Ciência esses dias e é super interessante. Confiram.

“Pesquisadores anunciaram nesta quinta-feira (31), em Porto Alegre, a descoberta de uma nova espécie, batizada de Decuriasuchus quartacolonia, um predador com hábito social mais antigo que os dinossauros. O animal representa a mais antiga evidência de comportamento gregário em arcossauros, grupo que congrega crocodilos e aves.

A descoberta foi feita por equipes da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP e da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB/RS).

O pesquisador Marco Aurélio Gallo de França, orientado pelo professor Max Langer, do Laboratório de Paleontologia da FFCLRP, foi um dos responsáveis pela preparação e descrição do Decuriasuchus quartacolonia. “Apesar de serem muito parecidos com alguns dinossauros carnívoros, os membros deste grupo são, na verdade, parentes distantes dos crocodilos atuais”, conta. ”Além de representar uma espécie nunca antes descoberta pela ciência, a importância deste novo achado está na maneira como os fósseis se preservaram.”

 

Crânio do "Decuriasuchus" encontrado no interior do Rio Grande do Sul

Foram encontrados dez esqueletos da mesma espécie, sendo nove deles posicionados uns sobre os outros. Outro fato que surpreendeu os pesquisadores é que até esta descoberta pensava-se que tais predadores de topo de cadeia alimentar viviam de forma isolada nos ecossistemas triássicos. “Esta aglomeração indica que, quando vivos, estes possuíam um hábito social mais complexo, possivelmente envolvendo atividades em grupo, como a caça”, explica França.

Desde a descoberta dos fósseis até as conclusões que foram publicadas, também na semana passada na versão online da revista alemã Naturwissenschaften, foram cerca de dez anos. No início de 2001, os paleontólogos Jorge Ferigolo, Ana Maria Ribeiro e Ricardo Negri, do Museu de Ciências Naturais (MCN) da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB-RS) encontraram os dez esqueletos dessa nova espécie, numa superfície rochosa exposta, no município de Dona Francisca, região da Quarta Colônia, no interior do Rio Grande do Sul.

Espécie

Na descoberta, diz França, os fósseis já indicavam ser crânios de predadores do período Triássico (cerca de 240 milhões de anos atrás). Os três pesquisadores retiraram do local um bloco de quase meia tonelada e levaram para o Museu. Mas a preparação e os estudos desse material só tiveram início em 2007, pelo próprio professor Jorge Ferigolo, do Museu de Ciências Naturais da FZB/RS, em parceria com França e Langer, da FFCLRP-USP. Após quatro anos de estudos, os pesquisadores concluíram que os fósseis encontrados em 2001 representam uma nova espécie de predador do triássico, medindo cerca de 2,5 metros de comprimento, pertencente ao grupo denominado de Rauisuchia.

Por terem sido encontrados em forma de aglomeração, dez esqueletos juntos, e por serem do grupo dos arcossauros, na qual pertencem também os crocodilos e as aves, os pesquisadores batizaram a nova espécie de Decuriasuchus quartacolonia.

França explica que “Decuria” é referência à unidade do exército romano constituída por 10 soldados, como no caso dos 10 esqueletos achados na superfície rochosa exposta; “suchus” é um termo grego que se refere ao deus egípcio com cabeça de crocodilo, fazendo referência ao posicionamento da espécie na linhagem pró-crocodiliana; e, finalmente, “quartacolonia” refere-se à região no interior do estado do Rio Grande do Sul onde foram encontrados os fósseis, denominada de Quarta Colônia por ser a quarta região a abrigar os imigrantes italianos no século passado.

“Os indícios mais antigos de comportamento social entre espécies da linhagem pró-crocodiliana e dos dinossauros são cerca de 10 milhões de anos mais recentes que as rochas nas quais foram encontradas o Decuriasuchus quartacolonia. Assim, com seus 240 milhões de anos, esta se trata da espécie mais antiga possuindo hábitos sociais complexos entre os parentes distantes dos crocodilomorfos e dos dinossauros”, conclui França.

*Com informações da Agência USP de Notícias

FONTE: UOL CIÊNCIA E SAÚDE

Post by: Alzira Farias

Boa sexta-feira!!!