Arquivo de março 2012

Estudo em ratos revela anticorpos do Alzheimer

07/03/2012

Fala Biogalera!!

Hoje lhes trago um pouco mais sobre uma doença que atinge milhares de pessoas em todo mundo, porém não tem recebido a devida atenção por parte das entidades competentes.

Atualmente, em todo o mundo existem entre 17 e 25 milhões de portadores de Alzheimer, o que representa 70% do conjunto de doenças que afetam a população geriátrica. O Mal de Alzheimer deteriora algumas regiões do cérebro, que alteram o comportamento físico, mental, a linguagem, entre outros, levando a demência.

Relato do Dr. dráuzio Varella sobre o Mal de Alzheimer

Relato do Dr. dráuzio Varella sobre o Mal de Alzheimer

Mal de Alzheimer possui três fases: a fase inicial, a intermediária (que se divide em leve e grave) e a terminal.
Fase inicial: há somente alguns esquecimentos que não atrapalham a convivência. O doente ainda é independente. Existem dois tipos de esquecimento: o esquecimento de uma pessoa normal e de um portador de Alzheimer. Por exemplo, uma pessoa normal lembra-se que esqueceu um lápis na mesa, já a pessoa que tem Alzheimer não lembra-se que deixou o lápis em cima da mesa.
Fase intermediária leve: o doente começa a depender de outra pessoa. Nessa fase ainda há momentos de lucidez. Trata-se de uma criança de mais ou menos de 08 anos, pois outra pessoa precisa lembrar de algumas rotinas, como tomar banho, por exemplo.
Fase intermediária grave: exige um cuidado intenso, porém o doente ainda pode ajudar em suas atividades. Nessa fase, há uma dificuldade maior de socialização e a perda de memória é mais intensa.
Fase terminal: o doente está completamente dependente de outra pessoa. Nesse momento, ele já está de cama, tem dificuldade em comunicar-se, alimentar-se, higienizar-se, entre outras. Muitos dos portadores não chegam a essa fase, pois morrem antes, devido a outras doenças, como diabetes, hipertensão, câncer, entre outras.
Mal de Alzheimer é uma doença hereditária. Se existe um caso da doença, pode ser que outra pessoa venha a ter o Alzheimer, isso não significa que outros familiares terão a doença.

à direita o cérebro de uma pessoa com Mal de Alzheimer e à esquerda um normal

à direita o cérebro de uma pessoa com Mal de Alzheimer e à esquerda um normal

Felizmente cientistas britânicos descobriram um tipo de anticorpo em ratos que bloqueia uma característica do mal de Alzheimer, com o qual surge uma potencial nova via de tratamento, segundo estudo publicado na última terça-feira (6) nos Estados Unidos. Os anticorpos bloqueiam uma proteína chamada Dkk1, que por sua vez detém a formação de placa amiloide no cérebro, fator chave para o avanço da doença, segundo a pesquisa publicada na revistaJournal of Neuroscience. Quando esta placa se acumula, faz com a conexão entre os neurônios, denominada sinapse, se perca na parte do cérebro conhecida como hipocampo, que se ocupa da aprendizagem e da memória.

“Estas novas descobertas trazem a possibilidade de que identificar esta proteína Dkk1 secretada poderia oferecer um tratamento eficaz para proteger as sinapses contra o efeito tóxido da amiloide-B”, explicou a autora principal do estudo, Patricia Salinas, do Departamento de Biologia Celular e Biologia do Desenvolvimento da Universidade College de Londres (UCL).

“É importante destacar que estes resultados trazem a esperança de um tratamento e talvez a prevenção da deterioração cognitiva precoce no mal de Alzheimer”, afirmou. A pesquisa só foi realizada em ratos e mais estudos são necessários para ver se seria revelante continuá-la em humanos. Estudos anteriores demonstraram que os cérebros de pessoas com Alzheimer, investigados em autópsias, têm níveis mais altos de Dkk1 do que os cérebros normais, mas os cientistas não têm certeza da razão. O último estudo feito em ratos demonstrou que os animais expostos a anticorpos contra o Dkk1 conseguiam ter mais sinapses do que outros ratos com Alzheimer que não fizeram o tratamento.

A pesquisa foi financiada pelo Instituto de Pesquisas do Alzheimer no Reino Unido (Alzheimer’s Research UK) e pelo Conselho de Pesquisas em Biotecnologia e Ciências Biológicas (BBSRC, sigla em inglês).

" Uma característica do Alzheimer é a lembrança do passado causando o esquecimento do presente "

Não há prevenção para o Mal de Alzheimer, porém especialistas recomendam exercícios contínuos para o cérebro como leitura, palavras-cruzada, etc. Fique atento a todos os sintomas da doença, pois se for detectada no início, medicamentos poderão minimizar alguns dos sintomas da doença e assim oferecer ao paciente uma melhor qualidade de vida.
Espero que tenham gostado de ler um pouco mais sobre o Mal de Alzheimer e tenham notado que se trata de um problema gravíssimo de saúde pública!

Desejo a todos uma ótima semana, as mulheres venho desejar aqui um feliz dia internacional da mulher e voltem sempre!

Fonte: http://noticias.uol.com.brhttp://cyberdiet.terra.com.br

By Kássio Castro

O fenômeno da Pororoca

01/03/2012

Fala Biogalera!!

Todos nós sabemos a riqueza de fauna e flora do Brasil, além da grande quantidade de rios, lagos e lagoas presentes no nosso país. Devido a grande extensão, diversidade, etc.  não se é difícil encontrar alguns fenômenos, no mínimo, “estranhos”. E é justamente sobre um desses fenômenos que venho falar hoje.

Alguma vez você já deve ter ouvido falar sobre o “fenômeno da Pororoca”, mas afinal, de que se trata esse fenômeno?

Pororoca é derivado do Tupi que designa “estrondo”, corresponde a um fenômeno natural onde acontece o encontro das águas de um rio com o oceano.

Pororoca, fenômeno ocorre na foz do rio Amazonas

Pororoca ou Mupororoca é a forma como são denominados os Macaréus, que se tratam do choque  entre águas de um  rio caudaloso com as Ondas durante o início da maré enchente.  que ocorrem na Amazônia. Trata-se de um fenômeno natural produzido pelo encontro das correntes fluviais com as águas oceânicas.

O fenômeno se torna mais evidente nas mudanças de fase da lua, especialmente na lua cheia e nova. O processo ocorre quando os níveis das águas oceânicas se elevam e essas invadem a foz do rio, o confronto dessas águas promove o surgimento de grandes ondas que podem atingir até dez metros de largura e cinco de altura, podendo chegar a uma velocidade que oscila entre 30 e 35 quilômetros por hora.

A pororoca é resultado da atração simultânea da Terra com o sol e a lua, o fenômeno apresentado nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril possui características particulares, três grandes ondas adentram nos canais dos rios, provocando o fenômeno “terras caídas” que consiste no desmoronamento de grandes quantidades de terras emersas, ocasionando a morte de animais, plantas e a destruição de casas.
O fenômeno da pororoca não ocorre somente no Brasil, em muitos países acontece o mesmo, porém com outras denominações. Como por exemplo, na França, que acontece na foz dos rios Gironda, Charante e Sena, o fenômeno é chamado de mascaret. Na Inglaterra ocorre na foz dos rios Tamisa, Severu, Trent e Hughly, nesse país recebe o nome de bore. Bangladesh: foz do rio Megma, o fenômeno é chamado de Macaréu.

Pororoca, fenômeno ocorre na foz do rio Amazonas

Esse espetáculo da natureza propiciou realizar um sonho antigo dos surfistas de todo mundo, no caso ter o prazer de surfar um “onda doce”. Eu como apaixonado pelo surf e pelas belezas da nossa mãe  natureza pretendo um dia realizar esse sonho de surfar na pororoca.

Surfando na pororoca

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco sobre esse fenômeno tão belo que acontece no nosso país.

tenham um ótimo dia e espero que continuem acessando nosso Biogalera!

Fonte: http://www.mundoeducacao.com.br

By Kássio Castro