Arquivo para junho 2010

Propriedade privada é fundamental para preservar biodiversidade, afirmam especialistas

30/06/2010

Em São Paulo – Cerca de 40% de toda área de vegetação nativa do Brasil estão em propriedades privadas. Segundo estudo coordenado pelo professor da Universidade de São Paulo (USP), Gerd Sparovek, o país detém 270 milhões de hectares de reserva legal, consideravelmente mais do que os 170 milhões de hectares protegidos por unidades de conservação e dentro de terras indígenas.

Apesar de essas áreas serem fragmentos, diferentemente das unidades de conservação, o professor do Instituto de Biociências da USP, Jean Paul Metzger, destaca que a reserva legal é fundamental para a proteção da biodiversidade. “Se você reduzir a conservação apenas às unidades de conservação, você vai ter de 3% a 6% do território nacional protegido”, explica.

O especialista ressalta que as grandes áreas de vegetação, “por maiores que sejam”, têm a tendência a perder espécies. Então, se elas estiverem completamente isoladas, “as espécies nunca mais conseguem recolonizar aquele espaço”.

Por isso, Jean Paul vê com preocupação a proposta de mudança do Código Florestal Brasileiro em tramitação na Câmara dos Deputados. Segundo ele, o relatório do deputado Aldo Rebelo(PCdoB-SP) permite o uso econômico muito mais intenso da reserva legal do que a legislação anterior. “Então, essas áreas de reserva legal vão se tornar praticamente áreas produtivas, perde-se o fundamento da reserva legal como área de preservação da biodiversidade biológica e do uso sustentável de recursos naturais”, critica.

A possibilidade das áreas de proteção permanente (APPs) serem contadas como reserva legal também é problemática, na avaliação do professor. Jean Paul destaca que elas têm funções distintas e por isso, devem ser consideradas em separado. Enquanto a reserva existe para preservar a biodiversidade e os recursos naturais, a APP protege regiões ambientalmente frágeis, como encostas e margens de rios. “A composição de espécies que você tem nos dois locais são distintas.”

Além disso, a vegetação nativa exerce funções sobre a própria atividade agrícola. “Essas paisagens sem vegetação, sem reserva legal, não são boas, porque você deixa de ter a proteção do solo, deixa de ter uma série de serviços ecossistêmicos, como polinização e controle de pragas”, explica.

Portanto, a relação entre a propriedade rural e a biodiversidade é de interdependência, de acordo com a consultora e engenheira florestal, Maria José Zakia. Além disso, recursos naturais indispensáveis para a produção agrícola, como a água, também necessitam da preservação de parte da vegetação nativa. “Essa propriedade está sempre dentro de uma bacia hidrográfica, você tem que organizar a produção do que for, mas dentro da propriedade você tem que produzir também água”.

Quando se fala em Reserva Particular se ouve muito falar em RPPN.Mas afinal o  significa   realmente RPPN?

RPPN é o nome dado a toda  Reserva Particular do Patrimônio Natural,ou seja é uma categoria de unidade de conservação criada pela vontade do proprietário rural, sem que ocorra  desapropriação de terra.

E importante ressaltar que no momento que decide criar uma RPPN, o proprietário assume compromisso com a conservação da natureza.Além de preservar belezas cênicas e ambientes históricos, as RPPNs assumem, cada vez mais, objetivos de proteção de recursos hídricos, manejo de recursos naturais, desenvolvimento de pesquisas cientificas, manutenção de equilíbrios climáticos ecológicos entre vários outros serviços ambientais. 

Atividades recreativas, turísticas, de educação e pesquisa são permitidas na reserva, desde que sejam autorizadas pelo órgão ambiental responsável pelo seu reconhecimento.

Mais de 70% da Mata Atlântica localiza-se em propriedades privadas.

FONTE:Biologia Evento

By:Jack Araújo!!! 

BNDES força estádios a ficarem “verdes” para Copa-14

21/06/2010

Bom, primeiramente eu gostaría de comunicar que eu não abandonei o Biogalera rsrs e queria pedir desculpas pela minha ausência nas últimas semanas. Em final de período é muito difícil ter tempo extra pra me dedicar ao blog, e quando tenho tempo a net super lenta da minha casa  me impede de postar rsrs. Mas o importante é que estou de volta, com mais notícias, curiosidades e etc, pra vocês. Estava com saudaaaades ;~~ rsrs.

Meu post de hoje é uma notícia bacana relacionada a copa, pra não fugir muito do post que a amiga Jack fez anteriormente.

“Estádios que sediarão jogos da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, devem atender a exigências ambientais do Ministério do Esporte para ter financiamento do BNDES.

Os requisitos básicos para o financiamento são a coleta seletiva de lixo e a reciclagem do material de demolição, aproveitamento da água da chuva nos banheiros e gramados, otimização da ventilação e da iluminação naturais e uso de biocombustíveis.

O BNDES já foi procurado por 4 das 12 unidades da Federação que sediarão o Mundial: Amazonas, Bahia, Mato Grosso e Ceará.

Cada cliente pode conseguir até R$ 400 milhões como financiamento do banco para as obras dos estádios, mas para isso precisará de certificados ambientais reconhecidos globalmente.

A maioria dos escritórios de arquitetura contratados pelos Estados e municípios que sediarão jogos está atrás dos selos verdes.

As obras precisam ser vistoriadas desde a primeira martelada para serem aprovadas, porque os selos levam em conta o material escolhido e seu transporte até o canteiro, entre outros aspectos.

Os arquitetos afirmam que a médio e longo prazos o investimento compensa.

Vicente de Castro Mello, arquiteto responsável pelo projeto do Estádio Nacional de Brasília, que substituirá o Mané Garrincha, afirma que as arenas verdes dão retorno de sete a dez anos após a construção. “A partir daí, você só tem benefícios”, diz.

Os benefícios são, sobretudo, a geração da energia (por meio de painéis fotovoltaicos, que usam luz solar) consumida pelo próprio estádio.

Essa também é a aposta de Gustavo Penna, arquiteto da reforma do Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

Segundo Penna, o estádio venderá para a Cemig a energia produzida pelos painéis. Nos dias de jogos, consumirá energia sem ter de pagar à companhia.

Para aproveitar a luz solar, Penna afirma que implantará coberturas translúcidas e usará cores claras, especialmente o branco.

Esses benefícios devem compensar também o encarecimento das obras: com as restrições do BNDES, os projetos de construção e reforma das arenas ficam de 3% a 10% mais caros, segundo arquitetos ouvidos pela Folha.

Selos

A construção da Arena Amazônia, em Manaus (AM), por exemplo, custará, segundo o governo estadual, R$ 499 milhões. Sem os requisitos ambientais, poderia sair por R$ 449,1 milhões.

O gerente responsável pela sua construção, Osmar Aguiar, diz que tem preocupações em reciclar e reutilizar cadeiras, materiais de som e iluminação do antigo Vivaldão, em Manaus.

O Estádio Nacional de Brasília, a Arena Amazônia e o Mineirão buscam o selo americano Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental, em inglês). A Fonte Nova, de Salvador (BA), deve ir atrás do mesmo certificado.

O Estádio das Dunas, de Natal (RN), ainda não definiu qual selo vai buscar.”

FONTE: FolhaUol

POST BY: Alzira R. Farias

Vai sair um pouquinho caro né? Mas a causa é nobre, concordam? O país gasta tanto dinheiro com outras coisas não tão importantes, não vai doer tanto assim gastar com algo que colabore para que o meio ambiente não sofra mais.

África do Sul 2010: Aspectos verdes e não tão verdes do futebol

20/06/2010

Hoje li uma matéria muito interessante sobre o efeito de uma copa para o meio ambiente… Bom e como  estamos” VIVENDO COPA” resolvi colocar essa matéria para vocês.

Com o início do Mundial de Futebol da África do Sul, a febre esportiva chega ao máximo nos países latinos. É o primeiro torneio no continente africano e ele traz impactos positivos negativos.

Para a África do Sul, trata-se de uma fonte de lucros e uma possibilidade de desenvolvimento sem precedentes, com milhares de pessoas viajando pelo país e deixando divisas no consumo de produtos e serviços. Mas para o meio ambiente, o evento representa um aumento de pressão no consumo de recursos como água e energia, além de toneladas de emissões de gases do efeito-estufa geradas pelos vôos ao redor do planeta.

Qual é o impacto ambiental da Copa e que ações foram tomadas para amenizá-lo?

De acordo com um relatório intitulado Estudo de Viabilidade para uma Copa do Mundo Neutra em Carbono na África do Sul 2010, citado pelo GMO Jornal, a edição deste ano do mundial de futebol terá uma pegada de carbono oito vezes maior que a da realizada na Alemanha em 2006, e mais do que o dobro do impacto das Olimpíadas de Pequim de 2008.

Calcula-se que o torneio produzirá mais de 2,7 toneladas de emissões de gases do efeito-estufa, tornando-se o evento esportivo mais poluidor desde o início do registro de emissões. O transporte internacional será responsável pela grande maioria das emissões: cerca de 67%. As demais estão relacionadas ao uso de energia, hospedagem de pessoas, construção de estádios e consumo de energia nos mesmos.

Uma das razões para a pegada maior de carbono é o transporte deficiente da África do Sul, fazendo com que as equipes e assistentes tenham de voar entre as diferentes partidas, e obrigando o público dos jogos a usar mais carros e ônibus (em vez de, por exemplo, trens e metrôs) dentro das cidades.

No entanto, o evento também é uma oportunidade para as cidades tomarem iniciativas verdes. Por exemplo, na Cidade do Cabo e em vários aeroportos internacionais das cidades que abrigarão os jogos, foram instalados mais de 1200 recipientes para materiais recicláveis. Além disso, as cidades plantaram milhares de árvores e criaram novos espaços verdes.

Por outro lado, mais da metade das equipes de futebol que participam da Copa se comprometeram a compensar suas emissões de carbono apoiando um dos três projetos escolhidos pela UNEP (Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas) para este fim. Da América Latina, Argentina, Brasil, Chile e Uruguai participam da iniciativa.

Marcas como Nike, Puma e Coca Cola já fizeram sua contribuição; a primeira fabricou camisetas de materiais reciclados para suas equipes, a segunda compensou as emissões de carbono da equipe anfitriã da Copa, e a terceira está promovendo a reciclagem nas escolas.

Enumerar estas iniciativas dá um sabor mais doce ao evento, mas não se pode esquecer que estes torneios envolvem grandes negócios baseados no consumismo, que pouco tem a ver com sustentabilidade.

Será que a África do Sul passará no teste verde? A existência destes eventos vale à pena, apesar de seu impacto? Qual é a sua opinião?

FONTE:BLOG DESCUBRA O VERDE

BY:JACK ARAÚJO !!!

Jesus Christ Lizard ou simplesmente Lagarto Jesus Cristo

18/06/2010

Olá Biogalera!

Eu estava assistindo alguns vídeos da National geographic e tive a felicidade de encontrar uma criaturinha de uma beleza imensurável e uma característica dela interessantíssima. O Jesus Christ Lizard, que traduzindo para o português é Lagarto Jesus Cristo. Ele tem esse nome devido á uma comparação de uma passagem bíblica, de quando Jesus Cristo anda sobre as águas da Galileia, pois esse bicho consegue andar sobre a água também.

Esse cara tem essa habilidade devido à alguns fatores evolutivos, que são: uma espécie de bolsa de ar sob as patas traseiras, além de nanoestruturas (pelos ou tubos nanométricos) que permitem que literalmente o bicho caminhe sobre as águas e é importante ressaltar que a velocidade que esse cara atinge é fundamental para que ele realize essa façanha.

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre o Lagarto Jesus Cristo e continuem acessando o Biogalera.

Fonte: National geographic

By Kássio de Castro

Os cinco animais mais ameaçados pelo derramamento de óleo nos EUA

17/06/2010

O líquido negro e pegajoso que gruda nas asas dos pássaros é apenas uma parte do desastre ambiental causado pelo derramamento de petróleo que atinge a costa dos EUA no Golfo do México.

Segundo Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, em inglês) dos EUA, o óleo pode irritar pele, os olhos e membranas dos animais marinhos. Além disso, seus gases podem causar problemas pulmonares e, se ingerido, causa úlceras, sangramentos e irritações, além de problemas no fígado e nos rins.

Alguns  dos animais mais ameaçados estão :

Tartaruga marinha

Além de colocar ovos nas praias, agora contaminadas, elas podem se intoxicar com o óleo, afundar e morrer. Algumas espécies que vivem na região já estão ameaçadas de extinção, como a tartaruga-de-couro, a maior do mundo.

Golfinho

O grupo dos cetáceos, como golfinhos, baleias, cachalotes e orcas têm a pele sensível e precisam subir à superfície para respirar. Quando fazem isso, além de se sujar de óleo, podem inalar gases tóxicos, que causam problemas pulmonares

Atum vermelho

Já ameaçado pela pesca excessiva, o peixe – também chamado de atum azul – desovou no mês de maio, justamente durante o espalhamento do óleo, que pode matar as larvas do animal. Os adultos também estão em risco, já que o petróleo pode grudar em suas guelras (órgão respiratório dos peixes).

Golfinho:

O grupo dos cetáceos, como golfinhos, baleias, cachalotes e orcas têm a pele sensível e precisam subir à superfície para respirar. Quando fazem isso, além de se sujar de óleo, podem inalar gases tóxicos, que causam problemas pulmonares.

Atum vermelho:

Já ameaçado pela pesca excessiva, o peixe – também chamado de atum azul – desovou no mês de maio, justamente durante o espalhamento do óleo, que pode matar as larvas do animal. Os adultos também estão em risco, já que o petróleo pode grudar em suas guelras (órgão respiratório dos peixes).

Pelicano-marrom:

 A ave é o símbolo da Luisiana, o estado mais atingido pela “maré negra”. O bicho já vinha sendo ameaçado pela destruição de seu território, e agora é um dos bichos que mais sofre com o óleo, pois procria e se alimenta na costa, onde o petróleo se acumula.

 

  Peixe-boi-marinho:

 O animal, que vive próximo à costa, se alimenta de vegetais, que podem estar contaminados com óleo. Além disso, a mancha pode impedir que a luz do sol penetre na água, dificultando o crescimento dessas plantas, alerta a ONG Save the Manatee Club.

 

  As aves e os mamíferos ainda podem morrer de frio. “Eles perdem a capacidade de impermeabilização, pois a pele deles é recoberta por uma camada especial de gordura, e o petróleo permite que a água penetre. No caso das aves, também é perdida a capacidade de voar”, explica o oceanógrafo Gilberto Fillmann, professor da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

De acordo com o especialista, enquanto o óleo está no alto mar ele se dilui com facilidade e os animais conseguem fugir da mancha. Quando chega à costa, porém, o petróleo começa a se acumular e os bichos não têm para onde escapar.

 

  Recuperação:

 O perigo para o ambiente não cessa quando o vazamento de petróleo é contido. “Em um mangue, o óleo pode demorar dezenas de anos para sair”, diz Fillmann. “Os organismos voltam a povoar a costa, mas os hidrocarbonetos [componentes do petróleo] vão sendo liberados em um nível maior do que o tolerado. Em longo prazo será afetada a capacidade reprodutiva, o sistema imunológico, os hormônios.”

Para os animais que conseguirem sobreviver ao desastre, existe chance de recuperação. Segundo o oceanógrafo, o petróleo pode ser expelido do corpo ao longo do tempo, já que seus componentes são orgânicos e os bichos têm mecanismos para expulsá-los.

“O óleo não se acumula na cadeia alimentar. É diferente do que acontece com o DDT e alguns metais”, conta.

 FONTE:G1

By :Jack Araújo

Anaconda Hunts

16/06/2010

Olá usuários do Biogalera!

Esse é um vídeo extraído do youtube, vídeo este publicado pela National Geographic, onde mostra uma sucuri, cobra esta sul-americana, da família Boidae, porém ficou vulgarmente conhecida em todo o mundo como Anaconda.

o vídeo está em inglês, porém traduzi os pontos mais importantes do texto, para que possam entender melhor o vídeo. Ele começa falando que você está vendo uma serpente que foi encontrada em um rio  na venezuela e está muito faminta. E se uma anaconda está muito faminta ela tem que encontrar algo rápido para compensar essa fome. Se você é uma anaconda, você não precisa de veneno, ela é gigantesca e extremamente forte. A anaconda observa sua presa. Ela não tem boa audição ou visão, porém os mecanismos de percepção do ambiente que ela tem na língua nunca falham.

Quando você é uma capivara caçada por uma Anaconda, você não tem escolha. Pode ter certeza que o fim está perto. Quando uma serpente está grávida ela tem seus filhotes sete meses depois e ela sente muita fome durante esse tempo.

Todos os pássaros estão voando, mas a capivara agora é um jantar. Agora ela enrola a capivara e aperta ela… a capivara já está morta.  Essa foi a última refeição do dia, agora a cobra vai demorar seis horas para ingerir a capivara. A digestão completa pode levar dias. E hoje a caça foi um sucesso!

Fonte: National Geographic

By Kássio de Castro

XVII Encontro de Zoologia do Nordeste 09 a 13 de Agosto de 2010 em São Raimundo Nonato – PI

16/06/2010

Olá usuários do Biogalera!

Viemos com muitas propostas, como por exemplo tentar explicar um pouco mais sobre os mais diversos animais, plantas, etc. Visto que, principalmente, para os iniciantes do curso de Biologia é fundamental decidir em que área deseja trabalhar, e o Biogalera tenta ajudar-los da melhor forma possível. Além dessa e outras propostas, O Biogalera tem um proposto de tentar informá-los sobre Congressos, Simpósios, Encontros, etc.

E estou aqui para vos informar que o XVII Encontro de Zoologia do Nordeste acontecerá entre os dias 09 e 13 de Agosto de 2010 em São Raimundo Nonato – PI, mais informações acessem o site oficial do XVII Encontro de Zoologia do nordeste: http://www.univasf.edu.br/~XVIIEZN/index.html

By Kássio de Castro