Archive for the ‘Ecologia’ category

Rio +20

04/06/2012

Fala Biogalera!!!

Primeiramente gostaria de agradecer em nome de;  Kássio Castro, Alzira Farias e Jacqueline Araujo;  à todos os 101.742 acessos até o momento, são vocês que fazem o Biogalera!

Hoje resolvi falar um pouco sobre o “Evento da Moda”, no caso o Rio +20, que nada mais é do que uma conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, será realizada de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro. A Rio+20 é assim conhecida porque marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e deverá contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.

Rio +20 Sustentável.

A proposta brasileira de sediar a Rio+20 foi aprovada pela Assembléia-Geral das Nações Unidas, em sua 64ª Sessão, em 2009. O objetivo da Conferência é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.

A proposta e o texto do Rio +20 é bem elaborado e bonito e ficamos todos torcendo para que os governantes tomem uma decisão firme pra se tentar combater a maioria dos problemas ambientais vividos atualmente. No entanto o Brasil recentemente acabou desperdiçando uma grande oportunidade de chegarmos à Rio+20 de cabeça erguida, em vez de tirar o tema de meio ambiente das discussões, como foi feito, e discutir apenas economia verde, desenvolvimento social e govenrança. O país perde a prerrogativa de liderar pelo exemplo”, afirmou a ex-ministra Marina Silva.

Ex Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva

O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a apresentar metas de reduções de CO2 em Copenhague em virtude das políticas contra o desmatamento. “Agora o Brasil apresenta esses bons resultados obtidos com uma lei que acabaram de revogar”, criticou a ex-ministra ao veto parcial ao Código Florestal feito pela presidente Dilma Rousseff!

Esperamos que o Rio +20 não se torne mais um dos muitos eventos que serviram apenas de publicidade para os governantes envolvidos na discussão e pouco seja feito pelo meio ambiente!

Espero que tenham gostado de ler um pouco mais sobre o Rio +20. Desejo a todos uma ótima semana e voltem sempre!

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/brasil-nao-deveria-tirar-tema-ambiental-da-rio-20-diz-marina-silva ; http://www.rio20.gov.br/sobre_a_rio_mais_20

By Kássio Castro

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O fenômeno da Pororoca

01/03/2012

Fala Biogalera!!

Todos nós sabemos a riqueza de fauna e flora do Brasil, além da grande quantidade de rios, lagos e lagoas presentes no nosso país. Devido a grande extensão, diversidade, etc.  não se é difícil encontrar alguns fenômenos, no mínimo, “estranhos”. E é justamente sobre um desses fenômenos que venho falar hoje.

Alguma vez você já deve ter ouvido falar sobre o “fenômeno da Pororoca”, mas afinal, de que se trata esse fenômeno?

Pororoca é derivado do Tupi que designa “estrondo”, corresponde a um fenômeno natural onde acontece o encontro das águas de um rio com o oceano.

Pororoca, fenômeno ocorre na foz do rio Amazonas

Pororoca ou Mupororoca é a forma como são denominados os Macaréus, que se tratam do choque  entre águas de um  rio caudaloso com as Ondas durante o início da maré enchente.  que ocorrem na Amazônia. Trata-se de um fenômeno natural produzido pelo encontro das correntes fluviais com as águas oceânicas.

O fenômeno se torna mais evidente nas mudanças de fase da lua, especialmente na lua cheia e nova. O processo ocorre quando os níveis das águas oceânicas se elevam e essas invadem a foz do rio, o confronto dessas águas promove o surgimento de grandes ondas que podem atingir até dez metros de largura e cinco de altura, podendo chegar a uma velocidade que oscila entre 30 e 35 quilômetros por hora.

A pororoca é resultado da atração simultânea da Terra com o sol e a lua, o fenômeno apresentado nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril possui características particulares, três grandes ondas adentram nos canais dos rios, provocando o fenômeno “terras caídas” que consiste no desmoronamento de grandes quantidades de terras emersas, ocasionando a morte de animais, plantas e a destruição de casas.
O fenômeno da pororoca não ocorre somente no Brasil, em muitos países acontece o mesmo, porém com outras denominações. Como por exemplo, na França, que acontece na foz dos rios Gironda, Charante e Sena, o fenômeno é chamado de mascaret. Na Inglaterra ocorre na foz dos rios Tamisa, Severu, Trent e Hughly, nesse país recebe o nome de bore. Bangladesh: foz do rio Megma, o fenômeno é chamado de Macaréu.

Pororoca, fenômeno ocorre na foz do rio Amazonas

Esse espetáculo da natureza propiciou realizar um sonho antigo dos surfistas de todo mundo, no caso ter o prazer de surfar um “onda doce”. Eu como apaixonado pelo surf e pelas belezas da nossa mãe  natureza pretendo um dia realizar esse sonho de surfar na pororoca.

Surfando na pororoca

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco sobre esse fenômeno tão belo que acontece no nosso país.

tenham um ótimo dia e espero que continuem acessando nosso Biogalera!

Fonte: http://www.mundoeducacao.com.br

By Kássio Castro

Tartaruga de duas cabeças e seis patas é exposta ao público na Ucrânia

24/02/2012

Fala Biogalera!!!

Depois de passar um tempinho longe do Biogalera devido a motivos acadêmicos estou de volta com uma grande curiosidade que está rodando o mundo e resolvi compartilhar com vocês!

Aos amantes de Biologia e principalmente os da parte de Biologia marinha, atentem-se a essa tartaruga de duas cabeças e seis patas apresentada ao público na Ucrânia.

Tartaruga com duas cabeças e seis patas é exibida na Ucrânia. (Foto: Genya Savilov / AFP Photo)

Uma tartaruga com duas cabeças e seis patas está em exibição no Museu de História da Ciência de Kiev, capital da Ucrânia. O réptil de 5 anos de idade possui também dois corações, mas apenas um intestino. O animal será mantido em exposição até o dia 20 de abril de 2012.

O animal participa de um evento promovido na instituição. O organizador Dmitry Tkachev acredita que a tartaruga seja fruto de uma mutação e que não sobreviveria se deixada na natureza. Ele também afirmou que uma cabeça não consegue enxergar a outra, o que pode levar cada uma delas a comandar o corpo para andar em direções opostas.

A equipe responsável pelo animal também afirma que cada cabeça “aprecia” tipos diferentes de comida: enquanto uma prefere folhas, a outra não suporta alimentos verdes e consome preferencialmente cenouras e pimentas.

Espero que tenha gostado de conhecer sobre esse caso tão curioso exposto na Ucrânia

Abraços e tenham um ótimo dia!

Fonte: http://g1.globo.com

By Kássio castro

Alligator Gar (Peixe-Jacaré)

18/08/2011

Fala Biogaleraa!!

Hoje vocês vão conhecer um cara de aparência estranha que pode até assustar, no entanto é um peixe relativamente passivo, solitário que vive em águas salobras norte-americanas. Importante salientar que apesar de boatos, não há nenhuma prova concreta que esse animal tenha atacado algum humano.

Esse cara é um primitivo peixe actinopterígeo. Ao contrário de outros Gars , O Alligator gar possui uma linha dupla de grandes dentes no maxilar superior. Seu nome deriva do jacaré, devido a aparência destes dentes, juntamente com focinho alongado do peixe. A superfície dorsal da Alligator gar é um marrom ou verde-oliva de cor, enquanto a superfície ventral tende a ser mais leves.

Aligator gar (vulgo peixe-jacaré)

Uma característica anatômica interessante deste peixe é que sua bexiga flutuabilidade está diretamente ligado à sua garganta, dando-lhe a capacidade de tirar do ar acima da água. Por esta razão, Alligator gar são frequentemente encontrados perto da superfície de um corpo de água.

Espero que tenha gostado de conhecer um pouco mais sobre o Alligator gar, vulgarmente conhecido como peixe-jacaré e se possível deixem comentários com dúvidas, elogios, críticas, etc.

Abraços e boa semana a todos!

Aligator gar (vulgo peixe-jacaré) com o apresentador richard rasmussen

Fonte: EO Wiley, 1976 A filogenia e biogeografia de gars fósseis e recentes (Actinopterygii: Lepisosteidae).. Mus. Nat. Hist. Univ. Kansas Misc. Publ. 64:1-111.

By Kássio Castro

 

 

Menor Sagui-pigmeu do mundo?

17/08/2011

Fala Biogalera!

Então hoje vou mostrar um primata de beleza ímpar que recentemente foi bem repercutido nos maiores jornais de publicação e revistas especializadas, no caso foi a possível descoberta do menor Saui-pigmeu do mundo.

Esse cara é a menor espécie de Símio (Subordem de primatas haplorrinos) conhecida, medindo apenas cerca de 15 centímetros de comprimento (excluindo os outros 15 centímetros de cauda) e pesando 130 gramas, de pelagem acastanhada. Devido à sua pequena dimensão, e seus movimentos rápidos, é muito difícil de observar na natureza.

Saguí - pigmeu

Ele pode ser encontrado na Floresta Amazônica, no noroeste do Brasil e em áreas da Colômbia e Equador, é tão pequeno que alguns índios o deixam no cabelo para que cate piolhos e outros bichinhos. Esse sagui é ótimo escalador de árvores, devido a suas garras e sua longa cauda que ajuda a manter o equilíbrio. Sua alimentação consiste de frutas, folhas, insetos  e seiva das árvores, que eles bebem após roer a casca com seus dentes incisivos. Usam uma variedade de sons para se comunicar uns com os outros.

Recentemente um sagui-pigmeu de três meses de idade foi encontrado medindo 12,7 centímetros e pesando apenas 60 gramas e pode ser o menor do mundo. O animal chamado “Reillo”, que era do tamanho de um dedo humano foi abandonado pelos pais ao nascer, pertence ao zoológico de Lincoln, no estado de Nebrasca (EUA). “Reillo” foi cuidado pela tratadora Sarah Jurgen, de 26 anos.

Sagui-pigmeu de 12,7 centímetros

Muito Obrigado por acessarem o Biogalera, se possível deixem comentários, sugestões, críticas, perguntas, etc.  O Biogalera sempre estará disposto à ajudar ou discutir assuntos de interesse biológico.

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre o Saguí-pigmeu e tenham uma ótima semana ;D

Fonte: http://g1.globo.com/

By Kássio Castro

Hotspots

24/04/2011

 Trinta e quatro áreas de alta biodiversidade são prioridade mundial de conservação. Originalmente, elas correspondiam a 15,7% da superfície terrestre do planeta. Hoje cobrem apenas 2,3%. Juntas, ainda abrigam 50% das espécies de plantas e 75% dos animais ameaçados de extinção. Mas a proteção é precária: só 5% dos remanescentes são parques ou reservas.

Todas as teses e exaustivos levantamentos científicos das espécies animais e vegetais terrestres já feitos ainda não foram suficientes para identificar nem 10% da biodiversidade do planeta. Restam milhares de incógnitas, sobretudo no universo da Microbiologia e nos reinos das águas, doces ou salgadas. Mesmo entre as espécies conhecidas – grandes árvores e grandes vertebrados, por exemplo – os detalhes sobre reprodução, fisiologia ou hábitos e comportamento, e mesmo a relação com o ambiente onde vivem são 99% desconhecidos. Como uma grande biblioteca de preciosos volumes, a biodiversidade do planeta ainda tem prateleiras e prateleiras de tesouros fechados, cujos títulos e conteúdo ainda são desconhecidos. No total, não sabemos quantos são os volumes ou para que servem, mas sabemos que não se distribuem de forma homogênea. E já conhecemos tanto os caminhos para sua destruição como para sua conservação. E em ambos os casos todo o conjunto é afetado: mesmo sem saber o que dizem os livros podemos queimar ou salvar uma biblioteca inteira, assim como podemos destruir ou conservar o conjunto de animais e plantas de um ecossistema, mesmo sem identificar todas as espécies.  

  Desmatamentos, poluição, contaminação, fragmentação de hábitats, coletas e introduções indiscriminadas, consumo exagerado de recursos e desperdícios estão entre as pressões destrutivas, exercidas de forma pulverizada por milhões de agentes econômicos e indivíduos. O caminho da conservação é bem mais difícil e custoso, de alguns poucos contra a corrente, e, portanto, exige a eleição de prioridades. Por isso um grupo de conservacionistas e pesquisadores criou o conceito de hotspots de biodiversidade. São áreas, regiões ou ecossistemas sob forte pressão, onde mais de 70% da vegetação natural já foi alterada e o que resta concentra um grande número de espécies animais e pelo menos 1.500 espécies vegetais, com alto índice de endemismos, ou seja, espécies exclusivas, que não existem em nenhum outro lugar do planeta. A pergunta que o conceito de hotspots procura responder é: em que áreas cada dólar destinado à conservação contribui mais para reduzir o ritmo corrente de destruição da biodiversidade global?

 O primeiro a usar esse conceito de hotspots foi o ecólogo inglês Norman Myers, em 1988. Na época ele apontou 10 áreas prioritárias para a conservação em todo o mundo. Doze anos depois, em 2000, a entidade ambientalista Conservação Internacional (CI) divulgou os estudos de mais de uma centena de cientistas de 40 países, que após 3 anos, identificaram mais 15 hotspots, totalizando 25. As principais informações disponíveis sobre as espécies e ecossistemas dessas 25 áreas foram resumidas num livro de 430 páginas ricamente ilustradas por 350 fotos, mais 30 mapas e 50 tabelas, com o objetivo de ajudar as autoridades de cada país a desenhar uma estratégia mais precisa de conservação da biodiversidade, destinando os sempre escassos recursos às ações mais urgentes.  

Num trabalho de revisão permanente, realizado a partir de novas informações e novos estudos que preenchem lacunas de conhecimento, agora o número de hotspots sobe para 34, de acordo com os especialistas que assinam um novo livro, lançado em Washington, nos Estados Unidos, neste dia 2 de fevereiro.

As novas áreas consideradas prioritárias para a conservação mundial são os Bosques Madreanos (México); a região de Maputo (costa leste da África); as montanhas da África Central (Rift Valley); o Chifre da África; as montanhas da Ásia Central; a Anatólia Iraniana, no Oriente Médio; a cadeia do Himalaia; o Japão e a Melanésia. Somados, os remanescentes ainda intactos dos 34 hotspots – ‘novos’ e ‘antigos’ – ocupam apenas 2,3% da superfície terrestre (3,3 milhões de km2), mas abrigam 50% das espécies de plantas e 75% dos animais vertebrados ameaçados de extinção.

“O primeiro livro nos ajudou a reunir parceiros importantes em torno de um fundo especialmente criado para a proteção dos hotspots localizados em países em desenvolvimento, o Critical Ecosystems Partnership Fund (CEPF)”, conta Russel Mittermeier, da CI, coordenador do trabalho. “Foi o ‘empurrão’ final para a entrada do Banco Mundial na parceria. E esse fundo já consolidou US$ 125 milhões para investimento somente nos hotspots”. O CEPF conta também com contribuições do governo do Japão, da MacArthur Foundation, do Fundo Ambiental Global (GEF) e da própria CI. O Fundo Global de Conservação, mantido pela CI com recursos da ordem de US$ 100 milhões, Fundação Gordon e Betty Moore, usa igualmente o conceito de hotspots para definir as prioridades de investimentos.  

A expectativa, agora, é multiplicar as ações de conservação, tanto nos hotspots ‘antigos’ como nos recém identificados, com base nos bons resultados já obtidos junto ao governo de alguns países, como as Filipinas, a Bolívia e o Peru, que integraram o conceito dos hotspots nas suas estratégias nacionais de conservação. Ou Madagascar, cujo presidente, Marc Ravalomanana, anunciou a triplicação das áreas protegidas em cinco anos, medida já em fase de implementação. Mesmo países antes alheios a qualquer esforço de conservação ambiental, como a Libéria – localizada no coração do hotspot das Florestas Guineanas da África Ocidental – começam a aprovar leis de proteção.  Hoje, apesar de sua importância pela riqueza em espécies que abrigam, 95% das áreas consideradas como hotspots não contam com nenhum tipo de proteção. Só 5% já são parques ou reservas. Cerca de 313 milhões de pessoas vivem a menos de 10 km das áreas protegidas dentro dos hotspots e 2 bilhões vivem nas áreas originalmente ocupadas pelos ecossistemas que os compõem.  

Além das pressões de destruição de hábitats, caça e coleta, alguns hotspots são especialmente sensíveis às mudanças climáticas, caso do Karoo das Suculentas e da Província Florística do Cabo, ambos na África do Sul. “Os cenários elaborados pelos especialistas mostram que mesmo uma pequena mudança climática nessa região poderia ter um grande impacto sobre as plantas endêmicas lá existentes”, observa Mittermeier. E diversos hotspots estão em áreas de conflito, em zonas de guerra, de guerrilha ou dominadas por traficantes de drogas e contrabandistas de minérios. É o que acontece nos dois hotspots da Colômbia – Andes Tropicais e Choco; na ilha de Mindanao, nas Filipinas; nas Florestas Guineanas, e na região de Aceh, ao norte de Sumatra, inserida no hotspot da Região do Sunda. “Os conflitos trazem problemas adicionais para a conservação, uma vez que os parques e reservas ficam sem a proteção dos sistemas oficiais”, diz o coordenador do estudo.  

    Os ecossistemas tropicais ainda predominam entre os hotspots, visto que são naturalmente mais ricos em espécies e, sobretudo, em endemismos. Mas os ‘novos’ hotspots incluem algumas florestas subtropicais e temperadas e ecossistemas mais secos, como os Bosques Madreanos de carvalhos e pinheiros, a vegetação das montanhas da Ásia e as áreas identificadas no Oriente Médio. A maior surpresa, nesse novo estudo, foi a inclusão do Japão, cujos dados específicos antes eram desconhecidos dos conservacionistas. No exíguo território japonês ocorrem 5.600 espécies de plantas (1.950 endêmicas), 368 espécies de aves (15 exclusivas) e 214 peixes de água doce (54 endêmicos). O governo do Japão já se comprometeu a destinar US$ 25 milhões à conservação dessas riquezas biológicas.  

A consideração dos peixes de água doce, aliás, foi outra novidade do presente estudo. Anteriormente também não se tinha informação suficiente sobre eles. Todos os peixes continentais foram incluídos, mesmo aqueles que habitam águas salobras ou salinizadas. Um total de 6.689 espécies de peixes, ou 55% do total mundial conhecido, vivem nos 34 hotspots, sendo que 3.418 delas são endêmicas. O hotspot com mais alta diversidade em peixes é o Indo-Burma, com 1.262 espécies (553 endêmicas). Os seres vivos dos oceanos ainda serão objeto de avaliações futuras, assim como os invertebrados, que constituem, na verdade, uma das classes de animais mais numerosas. Alguns bancos de dados – sobre formigas, besouros e cupins, por exemplo – já permitem comparações. E mostram que os hotspots são igualmente ricos em invertebrados, abrigando pelo menos 30% das espécies conhecidas.  

   Entre os ‘novos’ hotspots, o mais sujeito a mudanças radicais, num curto espaço de tempo, é o da Melanésia – composto pelas ilhas Bismarck, Salomão e Vanuatu. Há uma década, seus ecossistemas estavam praticamente intactos, mas o desmatamento acelerado para a implantação de fazendas de dendê reduziu as áreas naturais a menos de 30% da extensão original, repetindo a história da Indonésia, dez anos depois, e justificando sua inclusão na lista das regiões críticas.  De todos os 34, o hotspot de mais alta diversidade em plantas vasculares é o dos Andes Tropicais, abrangendo terras do Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela. Devido ao gradiente de altitude – que sai do altiplano frio e seco, lá no alto, e chega à úmida e quente Amazônia, no pé das montanhas – ali ocorrem 30 mil espécies de plantas, metade das quais é exclusiva daquela região. A diversidade de aves, anfíbios e mamíferos também é a maior do mundo. São 1.728 espécies de aves, das quais 584 são endêmicas; 1.155 de anfíbios com 664 exclusivos e 569 mamíferos, com 75 endêmicos, entre os quais o único urso da América do Sul, o urso-de-óculos (Tremarctos ornatus). As ameaças a tais tesouros naturais incluem extração de madeira, mineração e expansão da agricultura. A caça e o tráfico de animais silvestres constituem outros obstáculos à conservação, sobretudo nos chamados barreiros, paredões de argila com alta concentração de sais minerais, para onde são atraídos grandes bandos de araras, papagaios, periquitos e também alguns mamíferos de grande porte, como antas, queixadas e catetos. Os animais se reúnem nos barreiros para aproveitar os nutrientes, mas ficam muito expostos aos caçadores.  

Outra ‘arca de Noé’ natural é a região do Sunda, que inclui a Malásia e as ilhas indonésias de Bornéu, Bali, Java e Sumatra, na região de transição entre a Ásia e a Austrália. São 25 mil espécies de plantas (15 mil endêmicas), mais 950 espécies de peixes de água doce (350 endêmicas) e 771 espécies de aves (146 exclusivas). Entre seus 331 mamíferos, os mais famosos são os orangotangos, tigres e rinocerontes, distintos de seus ‘parentes’ do continente asiático. A excessiva fragmentação devido à ação agressiva de madeireiros e mineradores é o principal problema.   

A maior concentração de espécies diferentes num território limitado ocorre em Madagascar, que realmente parece esconder algum ‘laboratório de mistura das espécies’, tal a variedade de estranhos formatos e cores entre os seus habitantes silvestres. Essas espécies evoluíram independentemente das espécies do continente africano, devido a uma separação de pelo menos 160 milhões de anos. Assim, numa área comparável ao estado de Minas Gerais, o país abriga, com exclusividade, 5 famílias de primatas, das 17 que existem em todo o planeta. Entre elas estão os lêmures, dos diminutivos lêmures-ratos (do gênero Microcebus), que pesam em média 60 gramas, ao ágil indri (Indri indri), de até 10 kg, capaz de pular de uma árvore para outra como bem retrata o longa metragem infantil Dinossauro (Estúdios Disney). Mas ali estão também algumas das espécies em situação mais precária, porque são naturalmente raras e estão sob grande pressão devido às condições sociais da população, extremamente pobre e dependente da extração de recursos naturais. A esperança é a estruturação do ecoturismo, que apenas começa a existir como fonte alternativa de renda.  

Dois biomas brasileiros figuram entre os 34 hotspots mundiais: a Mata Atlântica e oCerrado. Embora abriguem altíssima biodiversidade, a Amazônia e o Pantanal não figuram na lista, felizmente, porque ainda estão bastante preservados.

A Mata Atlântica está em quarto lugar na diversidade de plantas, com 20 mil espécies, sendo 8 mil endêmicas. Também é alto o número de aves – 936 espécies, 148 endêmicas – e de anfíbios – 475 com mais da metade (386) vivendo exclusivamente em seus ecossistemas. Outro número alto é o de mamíferos (263), o décimo maior entre os hotspots. “Devido às características da Mata Atlântica e à pequena porcentagem que ainda resta, uma das estratégias mais importantes para a conservação no Brasil é o fortalecimento das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) existentes e a implementação de novas”, comenta Russel Mittermeier. “Há RPPNs fundamentais, como a da família Abdalla, em Caratinga (MG), que abriga vários grupos de muriquis (Brachyteles aracnoides), o maior primata das Américas e endêmico deste hotspot. Sem essa RPPN, o muriqui estaria ainda mais ameaçado”.

O Cerrado brasileiro tem 10 mil plantas, 800 espécies de peixes de água doce e 605 espécies de aves. Em ambos os casos, a expansão da agricultura e das cidades é o principal problema. O Cerrado inclui diversos tipos de vegetação, abertas – campos limpos, sujos e rupestres – e fechadas, como o cerrado e cerradão. Mas nenhuma delas parece ser mais crucial, no atual estágio de avanço do homem, do que as matas de galeria, nas margens dos rios, justamente um dos tipos de vegetação mais atingidos pelos desmatamentos. As matas de galeria são fundamentais para a preservação dos recursos hídricos, num meio onde as chuvas são relativamente abundantes – 1.100 a 1.200mm ao ano – mas muito mal distribuídas. Também têm a função de formar corredores entre os fragmentos de vegetação nativa, utilizados como passagem para a fauna e como meio de dispersão de plantas.   


A estratégia de proteger – ou mesmo recuperar – grandes corredores de vegetação nativa, por sinal, é uma das medidas de conservação recomendada para os hotspots. Em vários casos, a Conservação Internacional trabalha com os governos dos diversos países nos quais se inserem os hotspots para acertar o estabelecimento de corredores que ultrapassam fronteiras. Uma das maiores vitórias, neste sentido, foi a criação, no ano passado, do Corredor Vilcabamba-Amboró, entre o Peru e a Bolívia, no hotspot dos Andes Tropicais. São 30 mil km2, num mosaico de 19 parques e reservas ambientais, mais as zonas de amortecimento e terras indígenas, um exemplo que renova a esperança de que a situação crítica dos animais e plantas nos hotspots possa, de fato, ser revertida.

Fonte:Revista Terra da Gente

By: Jack Araújo

Bom fim de feriadão para todos!!!

O conceito Hotspot foi criado em 1988 pelo ecólogo inglês Norman Myers para resolver um dos maiores dilemas dos conservacionistas: quais as áreas mais importantes para preservar a biodiversidade na Terra?

Ao observar que a biodiversidade não está igualmente distribuída no planeta, Myers procurou identificar quais as regiões que concentravam os mais altos níveis de biodiversidade e onde as ações de conservação seriam mais urgentes. Ele chamou essas regiões de Hotspots.

Hotspot é, portanto, toda área prioritária para conservação, isto é, de alta biodiversidade e ameaçada no mais alto grau. É considerada Hotspot uma área com pelo menos 1.500 espécies endêmicas de plantas e que tenha perdido mais de 3/4 de sua vegetação original.

No Brasil há dois Hotspots: a Mata Atlântica e o Cerrado. Para estabelecer estratégias de conservação dessas áreas, a CI-Brasil colaborou com o Projeto de Ações Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade dos Biomas Brasileiros, do Ministério do Meio Ambiente. Centenas de especialistas e representantes de várias instituições trabalharam juntos para identificar áreas prioritárias para a conservação do Cerrado (em 1998) e da Mata Atlântica (em 1999).

Bom fim de feriadão para todos!!!


Enchentes no Paquistão provocam espetáculo de teias de aranha em árvores

07/04/2011

Beleza Biogalera!!!

Voltando hoje com para mostrar um fenômeno maravilhoso e altamente curioso que ocorrera no Paquistão, sem dúvidas foi um dos fenômenos mais estranhos que pude ver. Me mandaram por e-mail e acabei encontrando mais detalhado no G1, então decidi compartilhar com vocês também.

As enchentes que atingiram algumas áreas do Paquistão no ano passado acabaram gerando um efeito inesperado: um espetáculo de teias de aranha em árvores.

Árvores no Paquistão cobertas por teias de aranhas

Por causa da alta das águas, milhões de aranhas procuraram locais mais altos como abrigo. Devido à escala das enchentes e ao fato de que o nível da água levou muitos meses para baixar, diversas árvores ficaram completamente envoltas em teias de aranha.  A população desta parte da província de Sindh nunca havia visto este fenômeno antes, segundo relatos feitos ao Departamento para o Desenvolvimento Internacional do governo britânico. Os moradores das regiões atingidas também afirmam que há menos mosquitos que o esperado.

Acredita-se que os mosquitos tenham ficado presos nas teias, reduzindo o risco de malária, algo que seria positivo para a população local, que enfrentou tantas dificuldades após as enchentes.

Árvores cheias de teias de aranhas no Paquistão

Muito Obrigado por lerem esse post biogalera, espero que tenham gostado e sinta-se a vontade pra comentar, corrigir, elogiar, criticar, etc.

Vlw Biogalera!

By Kássio Castro

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/04/enchentes-no-paquistao-provocam-espetaculo-de-teias-de-aranha-em-arvores.html