Archive for the ‘Botânica’ category

Enchentes no Paquistão provocam espetáculo de teias de aranha em árvores

07/04/2011

Beleza Biogalera!!!

Voltando hoje com para mostrar um fenômeno maravilhoso e altamente curioso que ocorrera no Paquistão, sem dúvidas foi um dos fenômenos mais estranhos que pude ver. Me mandaram por e-mail e acabei encontrando mais detalhado no G1, então decidi compartilhar com vocês também.

As enchentes que atingiram algumas áreas do Paquistão no ano passado acabaram gerando um efeito inesperado: um espetáculo de teias de aranha em árvores.

Árvores no Paquistão cobertas por teias de aranhas

Por causa da alta das águas, milhões de aranhas procuraram locais mais altos como abrigo. Devido à escala das enchentes e ao fato de que o nível da água levou muitos meses para baixar, diversas árvores ficaram completamente envoltas em teias de aranha.  A população desta parte da província de Sindh nunca havia visto este fenômeno antes, segundo relatos feitos ao Departamento para o Desenvolvimento Internacional do governo britânico. Os moradores das regiões atingidas também afirmam que há menos mosquitos que o esperado.

Acredita-se que os mosquitos tenham ficado presos nas teias, reduzindo o risco de malária, algo que seria positivo para a população local, que enfrentou tantas dificuldades após as enchentes.

Árvores cheias de teias de aranhas no Paquistão

Muito Obrigado por lerem esse post biogalera, espero que tenham gostado e sinta-se a vontade pra comentar, corrigir, elogiar, criticar, etc.

Vlw Biogalera!

By Kássio Castro

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/04/enchentes-no-paquistao-provocam-espetaculo-de-teias-de-aranha-em-arvores.html

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Invasora do Bem

29/05/2010

Espécies exóticas costumam representar uma ameaça aos ecossistemas em que se instalam. Mas nem sempre é o caso: uma samambaia aquática no interior de Minas é capaz de identificar e filtrar águas contaminadas por metais pesados.

A orelhinha-de-onça (Salvinia auriculata), uma samambaia aquática considerada uma espécie invasora, pode na verdade ser útil como bioindicadora e fitorremediadora (filtradora) de águas contaminadas por metais pesados.

A conclusão vem da tese de mestrado em ecologia aplicada da engenheira sanitarista e ambiental Graziele Wolff, defendida na Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais. Wolff e seu orientador, Evaristo Mauro de Castro, se interessaram pela S. auriculata devido a outros artigos que já sugeriam essas novas funções para a planta.

“Além disso, temos a usina hidrelétrica do Funil, localizada no rio Grande, nos municípios de Perdões e Lavras [MG], na qual essa samambaia parece ser um problema”, conta a engenheira.

A orelhinha-de-onça se mostrou capaz de retirar cádmio e chumbo da água

Wolff expôs a S. auriculata a diferentes concentrações de dois dos principais metais poluentes encontrados em agrotóxicos, o cádmio e o chumbo. A análise mostrou que a samambaia é capaz de retirar os dois elementos da água.

No caso do cádmio, no entanto, isso mata a planta. “Para esse metal, a S. auriculata serviria como bioindicadora, permitindo identificar sua presença no meio”, explica a engenheira.

Já para o chumbo, a espécie seria uma fitorremediadora, capaz de retirar o metal da água e continuar se desenvolvendo. “Cada quilo de matéria seca de S. auriculata é capaz de acumular até 300 mg de chumbo, em condições experimentais”, afirma Wolff.

Segundo a engenheira, as plantas que acumulam metais pesados têm que ser descartadas de maneira apropriada, senão o poluente retorna ao ambiente. “Isso pode ser feito por incineração, que não é tão viável, uma vez que pode poluir o ar, ou por lavagem com ácido, um processo mais caro, porém com maior eficiência”, esclarece.

A próxima etapa da pesquisa é testar a planta em campo, colocando-a em áreas de efluentes agroindustriais e mineradoras.

 Fonte:instituto Ciência Hoje

By:Jack Araújo

O que resta da mata atlântica

29/05/2010

Bioleitores como todos sabem o desmatamento florestal é algo muito difícil de controlar. E isso é uma pena,pois as florestas são imprescindíveis ao ecossistema mundial.

Enfim já estão querendo internacionalizar a Amazônia,que na minha opinião é um absurdo.E hoje lendo algumas matérias li que a Mata Atlântica esta sendo gravemente desmatada,não que ela não já havia sendo, mas diante dos últimos resultados pesquisados por pesquisadores gabaritados no assunto a situação estacada vez pior, o que é uma tristeza e um grande problema…Enfim então resolvi postar pra vocês essa matéria sobre esse estudo,por que acho que nunca é demais conscientizar e colocar as pessoas a par desse problema que ate agora continua sem solução.

A atualização do Atlas da Mata Atlântica mostra que o desmatamento se agrava em estados como MG e RS. Enquanto isso, pesquisadores anunciam que a fragmentação da floresta pode reduzir a biodiversidade e alterar a lógica ambiental do bioma. Afinal, o que será desse bioma?

A divulgação do nova Atlas da Mata Atlântica marcou o dia nacional desse bioma, no dia 27 deste mês, com dados alarmantes. Segundo o relatório publicado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e pela organização SOS Mata Atlântica, dos nove estados analisados, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina foram os que mais desmataram no período de 2008 a 2010.

A situação de perigo ganha novos contornos à luz de um estudo de pesquisadores brasileiros publicado na semana passada no periódico Conservation Biology. O artigo alerta para um risco ainda maior: as matas de borda, ocasionadas pela fragmentação da floresta, estão alterando substancialmente a biodiversidade de toda a mata.

Segundo os autores pelo estudo, 88% da composição original da mata atlântica já foi perdida. “Grande parte da floresta remanescente está distribuída em fragmentos, o que acaba tornando menos variada a composição da fauna e da flora nesses cenários”, explica o ecólogo brasileiro Antônio Aguiar, pesquisador da Universidade da Flórida e um dos autores do artigo.

A fragmentação está alterando substancialmente a biodiversidade de toda a mata

O grupo analisou 4.056 árvores de 182 espécies, atendo-se principalmente à sua relação com o resto da mata. Os resultados indicam que, quanto menor é a porção da floresta, menor a sua capacidade de abrigar uma vasta variedade de espécies.

O desmatamento provocado, sobretudo, pela ocupação urbana, é a principal causa da formação de fragmentos. A mata passa a ser composta por áreas de bordas (nos limites com as clareiras abertas) e uma parte central mais densa. Esses fragmentos levam à degeneração florestal e afetam processos naturais como o sequestro de carbono e a conservação da biodiversidade, como mostrou um artigo publicado na CH 263.

Efeito cascata:a fragmentação reduziu pela metade a abundância de algumas espécies de árvores em Alagoas.

O exemplo de Serra Grande, no estado de Alagoas, comprova os efeitos negativos que a destruição da mata pode causar. A fragmentação e a formação de bordas de mata nessa região aumentaram a ocorrência de árvores pioneiras e reduziram pela metade a abundância de espécies tolerantes à sombra e com ciclo de vida longo.

A fragmentação reduziu pela metade a abundância de algumas espécies de árvores em Alagoas:

Segundo Antônio Aguiar, a redução das áreas florestais compromete a reprodução de algumas espécies de árvores, uma vez que suas sementes não conseguem chegar à borda por falta de pássaros que cumpram essa tarefa.

“É um efeito em cascata”, explica Aguiar. “A destruição da mata atlântica leva a uma sucessão de extinções de animais e plantas”. Fragmentada em glebas isoladas, a floresta passa por mudanças na interação entre plantas e animais. Entre as consequências estão a menor ocorrência de espécies herbívoras e dispersoras de sementes.

O novo perfil da destruição:

A atualização do Atlas da Mata Atlântica mostrou que a situação é grave sobretudo nos estados de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Dentre os nove analisados, eles foram os que mais desmataram entre 2008 e 2010. E a principal causa é a atuação de empresas siderúrgicas que exploram carvão vegetal.

“A exploração de lenha nas florestas de transição ainda é frequente, apesar de ser ilegal”, explica Márcia Hirota, diretora da SOS Mata Atlântica. Por outro lado, estados que eram campeões de desmatamento, como o Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, estão deixando de desmatar.

Antonio Aguiar defende que a preocupação em preservar não deve diminuir em função de alguns resultados positivos. “Precisamos ter em mente que as matas fragmentadas são a principal consequência do desmatamento, e elas não conseguem atingir estágios mais avançados”, explica ele.

“Esses ambientes perturbados raramente conseguirão voltar à configuração anterior, e sua biodiversidade permanecerá profundamente comprometida”, conclui.

Fonte:Ciência Hoje On-line

By:Jack Araújo!!!

Você sabe o que é o Camu-Camu?

28/05/2010

Olá Bioleitores, hoje vim falar pra vocês à respeito de uma fruta pouco conhecida pelo País, mas que tem um alto valor nutritivo e é muito rica em vitamina C, mais até que as laranjas e as acerolas. O Camu-Camu.  Nos seus lugares de origem onde ele é muito comum, é bastante utilizado no preparo de refrescos, sorvetes, geléias entre outros.

O camu-camu (Myrciaria dubia) é um arbusto de pequeno porte, que pode atingir até 3 m de altura. Apresenta caule com casca lisa, folhas lisas e brilhantes que são avermelhadas quando jovens, mas se tornam verdes mais tarde. As flores, brancas e aromáticas, aglomeram-se em grupos de 3 a 4. Produz frutos arredondados, de coloração avermelhada que vão escurecendo à medida que amadurecem, até ficarem roxo-escuro quando totalmente maduros. A polpa do fruto é aquosa, envolvendo a semente esverdeada. O camu-camu frutifica de novembro a março.
Trata-se de uma espécie silvestre que ocorre predominantemente ao longo das margens de rios e lagos, com a parte inferior do caule freqüentemente submersa. De acordo com resultados obtidos em experimentos realizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), o camu-camu, apresenta altos valores nutritivos e, em especial, possui uma concentração de vitamina C em sua polpa superior à da acerola. Técnicos do INPA também estão fazendo experimentos que procuram viabilizar comercialmente o seu cultivo, tornando a planta mais produtiva. Quem conhece os teores de ácido ascórbico – ou vitamina C – contidos na acerola e a dimensão dos valores e ganhos obtidos em sua exploração econômica, sabe o quanto esses estudos são importantes.
Os frutos do camu-camu são pequenas esferas do tamanho de cerejas, de casca mais resistente do que a acerola, lembrando a jabuticaba: sua casca, ao se romper na boca, deixa escapar o caldo da polpa, que fica envolto em uma semente única.
Muitas vezes, as frutinhas são encontradas em tamanha quantidade, que o colorido que dão à margem das águas amazônicas chama a atenção de qualquer pessoa. Em Roraima onde ela pode ser encontrada em profusão, há até mesmo um bairro da cidade de Boa Vista que foi batizado em homenagem à fruta, com o nome de “caçari” (como a frutinha é mais conhecida na região).
O camu-camu é utilizado como tira-gosto pelos pescadores, durante longas horas em que permanecem à beira d’água, próximos aos arbustos repletos de frutos. Na pescaria, a fruta é também utilizada como isca para o tambaqui, um dos melhores e mais comuns peixes amazônicos.
A fruta é originária do Peru, mas existe em toda a Amazônia. Na Amazônia peruana o camu- camu é pouco consumido in natura. Por ser bastante ácido, apesar de doce, é fruta preferida para o preparo de refrescos, sorvetes, picolés, geléias, doces ou licores, além de acrescentar sabor e cor a diferentes tipos de tortas e sobremesas feitas à base de outras frutas. Em todas as situações, a casca deve ser acrescentada juntamente com a polpa suculenta da fruta, pois é nela que se concentra a maior parte dos teores nutritivos.
O camu-camu é uma espécie tipicamente silvestre, que apresenta um grande potencial econômico capaz de colocá-lo no mesmo nível de importância de outras frutíferas tradicionais da região amazônica, tais como o açaí e o cupuaçu.
Mas não é apenas ali que o camu-camu tem futuro: em São Paulo, no Vale do Ribeira, região de mangues e de clima quente e úmido, semelhante ao da Amazônia, a planta já começou a ser cultivada com sucesso.

Camu-Camu ou Caçari

Essa frutinha é muito confundida com a Jabuticada, não por menos né, já que  a Jabuticaba é uma prima distante do Camu-Camu. Ela é uma fruta muito cobiçada pelas industrias farmacêuticas e de cosméticos, que desejam fabricar xampus e remédios utilizando-a como matéria-prima.

Nas regiões que não são muito propícias ao cultivo dessa fruta, a polpa delas é  fornecida e essa mesma polpa já está sendo exportada para fora do País, onde a procura por esta fonte de vitamina C é muito alta.

“A necessidade de vitamina C para o homem é de 60 miligramas por dia. Então, um frutinho desse já ultrapassa muito. Um fruto por dia é suficiente”, diz o agrônomo Kaoru Yuyama.

Portanto gravem este nome, pois ainda ouviremos falar muito no Camu-Camu e nos benefícios que esta frutinha ainda nos trará.

Fonte: bibvirt.futuro.usp.br; Todafruta.com

Post by Alzira R. Farias

Plantas Medicinais: o que são e para que servem

20/05/2010

Galera, esse é um assunto bastante rotineiro, concordam? Quem foi que nunca sentiu uma dorzinha sequer, contou para a avó e ela foi correndo até o quintal, pegou uma dúzia de folhas e preparou “aquele chá” que cura tudo?

Pois é, situações como essa são muito comuns, principalmente nas regiões interioranas do País, onde o conhecimento empírico é praticamente dominante. E é a respeito desse assunto tão simples e ao mesmo tempo tão “polêmico” que nós vamos nos aprofundar mais um pouco.

Planta medicinal é uma planta que contém substâncias bio-ativas com propriedades terapêuticas, profiláticas ou paliativas. Muitas destas plantas são venenosas ou pelo menos levemente tóxicas, devendo ser usadas em doses muito pequenas para terem o efeito desejado.

Por falar nisso, um dia desses assistindo à TV local, vi um manifesto dos alunos de Farmácia da UFPI lá de Teresina,  a respeito do uso dessas plantas, alertando à população sobre os males que o uso inadequado delas podem causar a saúde.

Existe um grande número de espécies em todo o mundo, usadas desde tempos pré-históricos na medicina popular dos diversos povos. As plantas medicinais são utilizadas pela medicina atual (fitoterapia) e suas propriedades são estudadas nos laboratórios das empresas farmacêuticas, a fim de isolar as substâncias que lhes conferem propriedades medicinais (princípio ativo) e assim, produzir novos fármacos.

Fitoterapia (do grego therapeia = tratamento e phyton = vegetal) é o estudo das plantas medicinais e suas aplicações na cura das doenças. Ela surgiu independentemente na maioria dos povos. Na China, surgiu por volta de 3000 a.C. quando o imperador Cho-Chin-Kei descreveu as propriedades do Ginseng e da Cânfora.

Este tópico aqui é muito importante gente: deve-se observar que a definição de medicamento fitoterápico é diferente de fitoterapia pois não engloba o uso popular das plantas em si, mas sim seus extratos. Os medicamentos fitoterápicos são preparações técnicas elaboradas por técnicas de farmácia, além de serem produtos industrializados.

Como tudo na vida, o preparo de medicamentos tendo como  base as plantas medicinais, oferece ao homem Vantagens e Riscos.

Existe uma grande quantidade de plantas medicinais em todas as partes do mundo, utilizadas há milhares de anos para o tratamento de doenças, através de mecanismos na maioria das vezes desconhecidos. O estudo desses mecanismos e o isolamento do princípio ativo (a substância ou conjunto delas que é responsável pelos efeitos terapêuticos) da planta é uma das principais prioridades da farmacologia.

Enquanto o princípio ativo não é isolado, as plantas medicinais são utilizadas de forma caseira, principalmente através de chás, ultradiluições, ou de forma industrializada, com extrato homogêneo da planta.

Ao contrário da crença popular, o uso de plantas medicinais não é isento de risco. Além do princípio ativo terapêutico, a mesma planta pode conter outras substâncias tóxicas. A grande quantidade de substâncias diferentes pode induzir a reação alérgica, pode haver contaminação por agrotóxicos ou por metais pesados e interação com outras medicações, levando a danos à saúde e até predisposição para o câncer.

Além disso, todo princípio ativo terapêutico é benéfico dentro de um intervalo de quantidade – abaixo dessa quantidade, é inócuo e acima disso passa a ser tóxico. A variação de concentração do princípio ativo em chás pode ser muito grande, tornando praticamente impossível atingir a faixa terapêutica com segurança em algumas plantas aonde essa faixa é mais estreita. Na forma industrializada, o risco de contaminações pode ser reduzido através do controle de qualidade da matéria prima, mas mesmo assim a variação na concentração do princípio ativo em cápsulas pode variar até em 100%. Nas ultradiluições, como na homeopatia, aonde não há virtualmente o princípio ativo na apresentação final, não há nenhum desses riscos anteriores, mas a eficácia desse tratamento não foi comprovada cientificamente.

À medida em que os princípios ativos, são descobertos, os mesmos são isolados, refinados de modo a eliminar agentes tóxicos e contaminações e as doses terapêuticas e tóxicas são bem estabelecidas, de modo a determinar de forma precisa a faixa terapêutica e as interações desse fármaco com os demais.

No entanto, o isolamento e refino de princípios ativos também não é isento de riscos. Primeiro porque pretende substituir o conhecimento popular tradicional e livre, testado há milênios, por resultados provindos de algumas pesquisas analítico-científicas que muitas vezes são antagônicas. Segundo, porque a simples idéia de extrair princípios ativos despreza os muitos outros elementos existentes na planta que, em estado natural, mantêm suas exatas proporções. Assim sendo, o uso de fitoterápicos de laboratório poderia introduzir novos efeitos colaterais ou adversos inesperados, devidos à ausência de sinergismo ou antagonismo parcial entre mais de um princípio ativo que apenas seriam encontrados na planta.

Pra finalizar o post, aí vão algumas das plantas medicinais mais conhecidas e utilizadas.

  • Babosa ou Aloe Vera

Babosa ou Aloe vera

Pela Legislação Brasileira somente cosméticos e medicamentos fitoterápicos podem ser fabricados industrialmente a partir da planta. Alimentos, como suco e isotônico vendidos em outros países, não estão autorizados a serem produzidos devido à falta de pesquisas relacionadas a segurança alimentar.


  • Jaborandi (Pilocarpus microphyllus)

Jaborandi

Das folhas, é extraída uma substância chamada pilocarpina, que é usada como medicamento fitoterapêutico, que tem propriedades sudorífera, diurética, promovedora de saliva e revitalizante capilar.

É indicada para afecções bronqueais, reumatismo, glaucoma.

  • Loureiro (Laurus nobilis)

Loureiro (Laurus nobilis)

A medicina popular indica o chá das suas folhas em caso de problemas com a digestão. É necessária extrema atenção para não confundir com o loureiro-rosa (Nerium oleander), que serve unicamente para ornamentação, e cujas folhas e bagas são muito tóxicas, podendo uma simples folha causar a morte a um adulto devido aos problemas cardíacos que pode provocar.

Existem duas espécies semelhantes e do mesmo género endémicas dos arquipélagos dos Açores (L. azorica), Madeira e Canárias (L. novocanariensis). Na ilha da Madeira, o óleo obtido da baga do loureiro endémico é conhecido por possuir propriedades anti-inflamatórias, sendo utilizado localmente como remédio caseiro para diversas maleitas, podendo cada litro atingir preços de mercado elevadíssimos.

  • Camomila (Matricaria recutita)

Camomila

Surpreende por suas utilidades: além de ornamental, produz um chá calmante e digestivo, suaviza a pele e embeleza os cabelos.  Os antigos egípcios tratavam uma doença semelhante à malária com o chá de suas flores. Ficou muito conhecido também um tipo de vinho aromatizado com flores de camomila. Na Espanha, por exemplo, esse vinho era usado como digestivo. Pode ser usada das mais diversas formas, caseiro, culinário, Aromaterapia, pois seu óleo essencial é sedativo e anti-fúngico. Bom para queimaduras solares. Efeitos colaterais como toda erva têm certas restrições de uso. Não deve ser utilizada por quem estiver fazendo tratamento radioterápico, pois como tem efeito anti-oxidante, a camomila impede que a radiação destrua as células sadias e as malignas.

Viram aí como é importante estar bem informado à respeito daquilo que estamos consumindo?

Fonte: Wikipedia e Acervo pessoal

Post by: Alzira R. Farias

Beijos para todos os nossos leitores e visitantes.

Nelumbo nucifera Gaertno ou Lotus sagrado

12/05/2010

Observando que o Biogalera ainda é muito carente em assuntos relacionados a botânica e mantendo contato com alunos de biologia de outros países recebi algumas informações de uma planta cultivada em meio aquático de uma beleza fora do comum, nativa da Ásia que é a Nelumbo nucifera, ou vulgarmente conhecida como Lótus, Flor-de-Lotus, Lótus sagrado ou Lótus da Índia.

Fotografia da Nelumbo nucifera cultivada nos campos da Universidade de kuban em Krasnodar, Rússia. cedida por uma aluna da mesma

Nelumbo nucifera é uma planta aquática da gênero Nelumbo, conhecida vulgarmente como lótus ou flor-de-lótus. Apesar disto, esta planta não integra a família Nymphaeaceae (Nymphaeales), onde estão classificados a maioria dos lótus, fazendo parte da família Nelumbonaceae (Proteales). Esta classificação foi revista para separar as Lótus dos Lírios aquáticos (como a Nymphaea caerulea), plantas de morfologia e ciclos totalmente diferentes.

Trata-se de uma planta nativa da Ásia, habitante de cursos de água lentos ou lagoas de água doce, vivendo a pouca profundidade. É enraizada no fundo lodoso por um rizoma vigoroso, do qual partem grandes folhas arredondadas, sustentadas acima do espelho de água por longos pecíolos. Produz belas flores rosadas ou brancas, grandes e com muitas pétalas.

Fotografia de nelumbo nucifera cultivada nos campos da Universidade de Kuban em Krasnodar, Rússia. cedida por uma aluna da mesma.

Ela tem uma grande iimportância médica, visto que ela é indicada em  afecções respiratórias, estomacais, intestinais e uterinas, alívio da menopausa. Tem propriedades: antidiarreico, antiinflamatória, antitussígena, emoliente catarral.

Sua simbologia é uma de suas virtudes mais apreciadas: é associada à pureza e ao renascimento. Uma das flores mais belas nasce em meio à lama, inspirando um caminho de purificação e de transcendência em relação a tudo que é considerado impuro no mundo. Segundo o Budismo, Buda teria nascido embalado por uma folha de lótus, e logo ao nascer teria caminhado sobre a água, e de cada passo seu, teria brotado uma flor desta espécie.

Espero que tenham gostado de conhecer a Nelumbo nucifera e agradeço à Nelly, estudante de biologia da Universidade de Kuban em Krasnodar, Rússia. que nos cedeu as fotografias dessa planta de beleza tão exuberante.

Fonte: http://www.jardimenteogeno.com/

By Kássio de castro

Embalados e prontos para exportação, 60 m³ de mogno são apreendidos em Belém

03/05/2010

Comércio da madeira é proibido segundo a legislação brasileira, além de ser uma grande falta de respeito para com a sociedade. O corte dessa espécie é proibido, pois a mesma está em processo de extinção.

60 m³ de mogno ilegal pronto para ser exportado

Operação do Ibama encontrou 200 metros cúbicos de madeira ilegalmente extraída da floresta nesta terça-feira (12), em Belém. A carga estava em um dos armazéns da Companhia Docas do Pará e continha 60 metros cúbicos de mogno pronto para ser exportado. A espécie é ameaçada de extinção e seu comércio é proibido pela legislação brasileira. (Foto: Ibama / Divulgação)

Agora fica a pergunta, porque eles retiram Mogno das florestas?? A resposta parece que é óbvia, mas não há problema nenhum em lembrá-los. Ainda existem pessoas que compram móveis feitos por madeira Ilegal, O Barato seria que todo mundo conscientizar-se e resolvesse comprar apenas móveis de boa procedência, ou seja,  de áreas reflorestadas…

Fonte: http://www.globoamazonia.com/Amazonia/

By Kássio de Castro