Archive for the ‘Bioquímica’ category

Que tal uma “experiência” ?

30/05/2010

É algo que nunca postei aqui e que achei interessante mostrar pra vocês! Tudo se torna muito mais fácil de compreender quando se pode vivenciar o que foi aprendido. Essa é uma experiência bem interessante que encontrei na net, tenho certeza que vocês vão gostar. 🙂

Retirei a experiência e o texto do site Pontociência, se quiserem conferir mais, visitem o site ok?

“Descubra por que o céu é azul e o que acontece no pôr do sol usando uma reação química e de quebra aprenda mais sobre a velocidade das reações.

Este experimento é parte do livro “Ciência na Tela: experimentos no retroprojetor”, publicado pelo pontociência em parceria com a Editora UFMG. O livro, de autoria de Alfredo Mateus, Débora d´Ávila Reis e Hélder de Figueiredo e Paula, apresenta diversas maneiras de se utilizar o retroprojetor em experimentos de Química, Física e Biologia”.

Materiais Necessários:

  • retroprojetor
  • solução de tiosulfato de sódio
  • solução de ácido clorídrico
  • bastão de vidro
  • béquer
  • cartolina preta
  • celofane azul

O vídeo abaixo mostra direitinho como realizar esse experimento!

Posteriormente estarei colocando novos experimentos para vocês, ok?

Boa semana para vocês.

Fonte: Pontociência

Post by Alzira R. Farias

Plantas Medicinais: o que são e para que servem

20/05/2010

Galera, esse é um assunto bastante rotineiro, concordam? Quem foi que nunca sentiu uma dorzinha sequer, contou para a avó e ela foi correndo até o quintal, pegou uma dúzia de folhas e preparou “aquele chá” que cura tudo?

Pois é, situações como essa são muito comuns, principalmente nas regiões interioranas do País, onde o conhecimento empírico é praticamente dominante. E é a respeito desse assunto tão simples e ao mesmo tempo tão “polêmico” que nós vamos nos aprofundar mais um pouco.

Planta medicinal é uma planta que contém substâncias bio-ativas com propriedades terapêuticas, profiláticas ou paliativas. Muitas destas plantas são venenosas ou pelo menos levemente tóxicas, devendo ser usadas em doses muito pequenas para terem o efeito desejado.

Por falar nisso, um dia desses assistindo à TV local, vi um manifesto dos alunos de Farmácia da UFPI lá de Teresina,  a respeito do uso dessas plantas, alertando à população sobre os males que o uso inadequado delas podem causar a saúde.

Existe um grande número de espécies em todo o mundo, usadas desde tempos pré-históricos na medicina popular dos diversos povos. As plantas medicinais são utilizadas pela medicina atual (fitoterapia) e suas propriedades são estudadas nos laboratórios das empresas farmacêuticas, a fim de isolar as substâncias que lhes conferem propriedades medicinais (princípio ativo) e assim, produzir novos fármacos.

Fitoterapia (do grego therapeia = tratamento e phyton = vegetal) é o estudo das plantas medicinais e suas aplicações na cura das doenças. Ela surgiu independentemente na maioria dos povos. Na China, surgiu por volta de 3000 a.C. quando o imperador Cho-Chin-Kei descreveu as propriedades do Ginseng e da Cânfora.

Este tópico aqui é muito importante gente: deve-se observar que a definição de medicamento fitoterápico é diferente de fitoterapia pois não engloba o uso popular das plantas em si, mas sim seus extratos. Os medicamentos fitoterápicos são preparações técnicas elaboradas por técnicas de farmácia, além de serem produtos industrializados.

Como tudo na vida, o preparo de medicamentos tendo como  base as plantas medicinais, oferece ao homem Vantagens e Riscos.

Existe uma grande quantidade de plantas medicinais em todas as partes do mundo, utilizadas há milhares de anos para o tratamento de doenças, através de mecanismos na maioria das vezes desconhecidos. O estudo desses mecanismos e o isolamento do princípio ativo (a substância ou conjunto delas que é responsável pelos efeitos terapêuticos) da planta é uma das principais prioridades da farmacologia.

Enquanto o princípio ativo não é isolado, as plantas medicinais são utilizadas de forma caseira, principalmente através de chás, ultradiluições, ou de forma industrializada, com extrato homogêneo da planta.

Ao contrário da crença popular, o uso de plantas medicinais não é isento de risco. Além do princípio ativo terapêutico, a mesma planta pode conter outras substâncias tóxicas. A grande quantidade de substâncias diferentes pode induzir a reação alérgica, pode haver contaminação por agrotóxicos ou por metais pesados e interação com outras medicações, levando a danos à saúde e até predisposição para o câncer.

Além disso, todo princípio ativo terapêutico é benéfico dentro de um intervalo de quantidade – abaixo dessa quantidade, é inócuo e acima disso passa a ser tóxico. A variação de concentração do princípio ativo em chás pode ser muito grande, tornando praticamente impossível atingir a faixa terapêutica com segurança em algumas plantas aonde essa faixa é mais estreita. Na forma industrializada, o risco de contaminações pode ser reduzido através do controle de qualidade da matéria prima, mas mesmo assim a variação na concentração do princípio ativo em cápsulas pode variar até em 100%. Nas ultradiluições, como na homeopatia, aonde não há virtualmente o princípio ativo na apresentação final, não há nenhum desses riscos anteriores, mas a eficácia desse tratamento não foi comprovada cientificamente.

À medida em que os princípios ativos, são descobertos, os mesmos são isolados, refinados de modo a eliminar agentes tóxicos e contaminações e as doses terapêuticas e tóxicas são bem estabelecidas, de modo a determinar de forma precisa a faixa terapêutica e as interações desse fármaco com os demais.

No entanto, o isolamento e refino de princípios ativos também não é isento de riscos. Primeiro porque pretende substituir o conhecimento popular tradicional e livre, testado há milênios, por resultados provindos de algumas pesquisas analítico-científicas que muitas vezes são antagônicas. Segundo, porque a simples idéia de extrair princípios ativos despreza os muitos outros elementos existentes na planta que, em estado natural, mantêm suas exatas proporções. Assim sendo, o uso de fitoterápicos de laboratório poderia introduzir novos efeitos colaterais ou adversos inesperados, devidos à ausência de sinergismo ou antagonismo parcial entre mais de um princípio ativo que apenas seriam encontrados na planta.

Pra finalizar o post, aí vão algumas das plantas medicinais mais conhecidas e utilizadas.

  • Babosa ou Aloe Vera

Babosa ou Aloe vera

Pela Legislação Brasileira somente cosméticos e medicamentos fitoterápicos podem ser fabricados industrialmente a partir da planta. Alimentos, como suco e isotônico vendidos em outros países, não estão autorizados a serem produzidos devido à falta de pesquisas relacionadas a segurança alimentar.


  • Jaborandi (Pilocarpus microphyllus)

Jaborandi

Das folhas, é extraída uma substância chamada pilocarpina, que é usada como medicamento fitoterapêutico, que tem propriedades sudorífera, diurética, promovedora de saliva e revitalizante capilar.

É indicada para afecções bronqueais, reumatismo, glaucoma.

  • Loureiro (Laurus nobilis)

Loureiro (Laurus nobilis)

A medicina popular indica o chá das suas folhas em caso de problemas com a digestão. É necessária extrema atenção para não confundir com o loureiro-rosa (Nerium oleander), que serve unicamente para ornamentação, e cujas folhas e bagas são muito tóxicas, podendo uma simples folha causar a morte a um adulto devido aos problemas cardíacos que pode provocar.

Existem duas espécies semelhantes e do mesmo género endémicas dos arquipélagos dos Açores (L. azorica), Madeira e Canárias (L. novocanariensis). Na ilha da Madeira, o óleo obtido da baga do loureiro endémico é conhecido por possuir propriedades anti-inflamatórias, sendo utilizado localmente como remédio caseiro para diversas maleitas, podendo cada litro atingir preços de mercado elevadíssimos.

  • Camomila (Matricaria recutita)

Camomila

Surpreende por suas utilidades: além de ornamental, produz um chá calmante e digestivo, suaviza a pele e embeleza os cabelos.  Os antigos egípcios tratavam uma doença semelhante à malária com o chá de suas flores. Ficou muito conhecido também um tipo de vinho aromatizado com flores de camomila. Na Espanha, por exemplo, esse vinho era usado como digestivo. Pode ser usada das mais diversas formas, caseiro, culinário, Aromaterapia, pois seu óleo essencial é sedativo e anti-fúngico. Bom para queimaduras solares. Efeitos colaterais como toda erva têm certas restrições de uso. Não deve ser utilizada por quem estiver fazendo tratamento radioterápico, pois como tem efeito anti-oxidante, a camomila impede que a radiação destrua as células sadias e as malignas.

Viram aí como é importante estar bem informado à respeito daquilo que estamos consumindo?

Fonte: Wikipedia e Acervo pessoal

Post by: Alzira R. Farias

Beijos para todos os nossos leitores e visitantes.

Veneno da Jararaca no controle da hipertensão arterial

11/05/2010

Uma pesquisa do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) pode revolucionar o controle da hipertensão arterial, mal que atinge pelo menos 30 milhões de brasileiros e 600 milhões de pessoas em todo o mundo. O estudo feito por Claudiana Lameu, que também é pesquisadora do Instituto Butantan, de São Paulo, encontrou no veneno da cobra jararaca, presente em boa parte do Brasil, um novo tipo de peptídeo potencializador de bradicinina (BPP) — substância capaz de controlar a hipertensão arterial —, que teria a vantagem de não apresentar efeitos colaterais.

Bothrops ou vulgarmente chamada jararaca

Os atuais medicamentos disponíveis no mercado já são baseados em BPPs, mas agem na inibição de uma substância conhecida como enzima conversora de angiotensina (ECA) — ou seja, atuam na diminuição de substâncias causadoras do aumento da pressão arterial. Em contrapartida, a diminuição dessas substâncias causa uma elevação da frequência cardíaca, o que dificulta o tratamento de muitos pacientes.

Já o peptídeo descoberto por Claudiana tem uma ação completamente diferente, e mais eficaz. Ele age nos barorreceptores, agentes que regulam a pressão, impedindo, por exemplo, que ela caia bruscamente quando nos levantamos, ou suba excessivamente quando praticamos exercícios. Com a ação do peptídeo estudado pela farmacêutica paulista, esses barorreceptores ficam mais sensíveis, controlando com mais eficácia as variações na pressão arterial.

Fonte: http://www.butantan.gov.br/portal/Pesquisa/Not%C3%ADcias/NoticiasPesquisaWindow?id=1135&action=2

By Kássio de Castro