Posted tagged ‘serpentes’

Conhecendo um pouco mais sobre serpentes

24/09/2010

Fala Biogalera!

Então, vou tentar esclarecer um pouco mais sobre um bicho tão temido, que é a serpente. Esses caras são vertebrados pertencentes à Classe Reptilia e Ordem Squamata. No Brasil o número de ofídios é a aproximadamente 370 espécies, segundo a Sociedade Brasileira de Herpetologia.

Mas como eu sei que se trata de uma serpente e não de um lagarto, por exemplo? Bem, esses animais têm algumas peculiaridades, No entanto o fator decisivo para diferenciá-los é o de eles não possuírem pálpebras, ou seja, serpente não pisca!

Figura mostrando a ausência de pálpebra em serpentes e presença nos lagartos!

Os ofídios têm como características principais: São praticamente cegos, têm a língua bifurcada e são animais desprovidos de cintura escapular, não possuem membros inferiores ou superiores, apesar das jibóias apresentarem vestígios de membros, que seria passos de uma característica evolutiva. Esses caras são rastejantes, com exceção das serpentes marinhas que têm hábitos nadantes. No entanto, todas as serpentes nadam muito bem e possuem diferentes habitats, podendo ser: arborícolas, terrestres ou aquáticas.

Então, para que serve a língua bifurcada das serpentes? É através da língua que esses bichos captam partículas de odor presentes no meio ambiente e às direcionam para o Órgão de Jacobson, localizado dentro da boca que serve como uma espécie de órgão olfato.

língua bifurcada das serpentes

Um fato curioso nos ofídios é um órgão copulador chamado hemipênis presente nos machos, como esses animais não têm membros o hemipênis funciona também para segurar a fêmea na cópula, além de liberar os espermatozóides. Imagens ou vídeos de serpentes copulando são muito raros.

Hemipênis de serpente

As serpentes são carnívoras em sua maioria, podendo alimentar-se de larvas de insetos e insetos adultos, roedores, caramujos, peixes, sapos, outras serpentes, etc. Algumas têm hábitos alimentares diferentes quando jovens, comendo invertebrados e mudam a dieta quando adultas alimentando-se de vertebrados.

Cobra comendo uma galinha

Espero que possam ter entendido um pouco mais sobre serpentes e gostaria de informá-los que em breve vamos postar uma continuação dessa matéria, explicando diferenças básicas de serpentes peçonhentas e não peçonhentas, além de muito mais curiosidades sobre o mundo ofídico.

Muito Obrigado por lerem e se possível deixem comentários, sugestões, etc.

By Kássio Castro

Fonte: Conversando sobre ciências em Alagoas. Escorpiões, aranhas e serpentes: Aspectos gerais e espécies de interesse médico no Estado de Alagoas.

Anaconda Hunts

16/06/2010

Olá usuários do Biogalera!

Esse é um vídeo extraído do youtube, vídeo este publicado pela National Geographic, onde mostra uma sucuri, cobra esta sul-americana, da família Boidae, porém ficou vulgarmente conhecida em todo o mundo como Anaconda.

o vídeo está em inglês, porém traduzi os pontos mais importantes do texto, para que possam entender melhor o vídeo. Ele começa falando que você está vendo uma serpente que foi encontrada em um rio  na venezuela e está muito faminta. E se uma anaconda está muito faminta ela tem que encontrar algo rápido para compensar essa fome. Se você é uma anaconda, você não precisa de veneno, ela é gigantesca e extremamente forte. A anaconda observa sua presa. Ela não tem boa audição ou visão, porém os mecanismos de percepção do ambiente que ela tem na língua nunca falham.

Quando você é uma capivara caçada por uma Anaconda, você não tem escolha. Pode ter certeza que o fim está perto. Quando uma serpente está grávida ela tem seus filhotes sete meses depois e ela sente muita fome durante esse tempo.

Todos os pássaros estão voando, mas a capivara agora é um jantar. Agora ela enrola a capivara e aperta ela… a capivara já está morta.  Essa foi a última refeição do dia, agora a cobra vai demorar seis horas para ingerir a capivara. A digestão completa pode levar dias. E hoje a caça foi um sucesso!

Fonte: National Geographic

By Kássio de Castro

Pica pau corajoso Vs Serpente

30/05/2010

Pica Pau defende bravamente seu ninho de uma serpente, provavelmente um cobra verde

Esse é um vídeo retirado do youtube, onde se é possível uma linda e improvável briga na natureza, no caso de um pica pau e uma serpente, que acredito ser uma cipó-verde. O pássaro ao perceber que tinha um intruso na sua casa, não penas duas vezes e parte para briga, no intuito de tentar esse estranho do seu lar.

O final desse vídeo, infelizmente, não temos, porém sintam-se livres pra optar qual o possível desfecho dessa luta…

By Kássio de Castro

Veneno da Jararaca no controle da hipertensão arterial

11/05/2010

Uma pesquisa do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) pode revolucionar o controle da hipertensão arterial, mal que atinge pelo menos 30 milhões de brasileiros e 600 milhões de pessoas em todo o mundo. O estudo feito por Claudiana Lameu, que também é pesquisadora do Instituto Butantan, de São Paulo, encontrou no veneno da cobra jararaca, presente em boa parte do Brasil, um novo tipo de peptídeo potencializador de bradicinina (BPP) — substância capaz de controlar a hipertensão arterial —, que teria a vantagem de não apresentar efeitos colaterais.

Bothrops ou vulgarmente chamada jararaca

Os atuais medicamentos disponíveis no mercado já são baseados em BPPs, mas agem na inibição de uma substância conhecida como enzima conversora de angiotensina (ECA) — ou seja, atuam na diminuição de substâncias causadoras do aumento da pressão arterial. Em contrapartida, a diminuição dessas substâncias causa uma elevação da frequência cardíaca, o que dificulta o tratamento de muitos pacientes.

Já o peptídeo descoberto por Claudiana tem uma ação completamente diferente, e mais eficaz. Ele age nos barorreceptores, agentes que regulam a pressão, impedindo, por exemplo, que ela caia bruscamente quando nos levantamos, ou suba excessivamente quando praticamos exercícios. Com a ação do peptídeo estudado pela farmacêutica paulista, esses barorreceptores ficam mais sensíveis, controlando com mais eficácia as variações na pressão arterial.

Fonte: http://www.butantan.gov.br/portal/Pesquisa/Not%C3%ADcias/NoticiasPesquisaWindow?id=1135&action=2

By Kássio de Castro

Um pouco sobre os Lagartos

27/04/2010

Os lagartos ou sáurios (do latim científico Sauria, chamados ainda de Lacertilia) constituem uma vasta sub-ordem de répteis escamados.

Se diferenciam das serpentes (suas parentes próximas) devido à presença de quatro patas, pálpebras nos olhos, e ouvidos externos. Apesar disso muitas espécies de lagartos, como os licranços perderam suas patas durante a evolução, se tornando externamente semelhantes às serpentes. Semelhantemente também existem lagartos sem pálpebras (da família Gekkonidae) ou sem ouvidos.

Com mais de 5000 espécies conhecidas atualmente, os lagartos ocorrem em todos os continentes, exceto na Antártida e existem em diversos tamanhos, desde alguns centímetros, como alguns geckos, até 3 metros, como o dragão-de-komodo. São geralmente carnívoros, alimentando-se de insetos ou pequenos mamíferos, mas também há lagartos omnívoros ou herbívoros, como as iguanas. O monstro-de-gila, nativo do sul dos EUA, é a única espécie que é venenosa.

Alguns tipos de lagarto são capazes de regenerar partes do seu corpo, mais usualmente a cauda, mas em alguns casos mesmo patas perdidas. Enquanto a maioria das espécies põe ovos, outras são vivíperas ou ovovivíperas.Neste ano foi encontrado no cerrado de Tocantins uma nova espécie de lagarto, cujo nome científico é Stenocercus quinarius.

Ps: A imagem é meramente ilustrativa. Não é referente à nova espécie encontrada no cerrado do Tocantins, ok?

Fonte: Wikipedia

Post by Zirah Farias

Análise da variação cromática em Xenodon Merremii (WAGLER, 1824)

20/04/2010

A APA (Área de Proteção Ambiental)  “Delta do Parnaíba” corresponde ao único e maior delta das Américas que desemborca suas águas em mar aberto, e é uma área de grande significado biológico, principalmente pela sua rica e biodiversidade ainda pouco estudada (IBAMA, 2002). Dentre sua vasta biodiversidade é possível encontrar uma espécie de serpente denominada Xenodon Merremii ou vulgarmente chamada de Boipeva, que tem um característica curiosa. Ela apresenta uma variação no seu padrão de cor: varia de pardo amarelado e avermelhado , algumas têm características miméticas com Bothrops e também apresenta coloração  melânica.

X. Merremii com coloração parda dourada, muito semelhante à vegetação cerrado da região, que possivelmente o ajudaria na sua atividade predatória e em mecanismos de defesa.

Além da coloração pardo amarelado, é possível encontrar espécimes que têm características miméticas com Bothrops ou a vulgarmente conhecida Jararaca.

X. Merremii mimética com Bothrops, conhecida vulgarmente como Jararaca na região de Parnaíba, cobra esta peçonhenta, facilmente encontrada em campos de cerrado.

E finalizando há um espécime que apresenta coloração melânica.

X. Merremii com coloração melânica, característica essa seria uma possível vantagem desses animais porque absorvem mais calor, consequentemente possuem um metabolismo mais acelerado e digerem seus alimentos mais rapidamente.

Sabe-se que variação cromática em espécimes de X. Merremii é presente, no entanto estudos que expliquem o porquê dessa tão curiosa variação em uma mesma espécie, em termos genéticos e bioquímicos  são inexistentes até o momento.

Fonte: ARAÚJO, K. C. ; BARBOSA, E. C. ; NASCIMENTO, T. S.

By Kássio de Castro

Atividade predatória de serpentes I

11/04/2010

As serpentes são vertebrados pertencentes à Classe reptilia, desprovidos de cintura escapular, são quase cegos, não escutam, entretanto a serpente é um dos predadores mais temidos no mundo animal. Umas são peçonhentas, exemplo são as corais (Micrurus), cascavéis (Crotalus), surucucus (Lachesis), jararacas (Bothrops), etc. E outras apenas são muito fortes, caso das jibóias (Boa constrictor) e Pítons.

Pítons vs Crocodilo

Em 2005, uma Píton de quatro metros tentou engolir um crocodilo de cerca dois metros no Parque Nacional de Everglades, na Flórida (EUA). A batalha acabou na morte dos dois animais.

By  Kássio de Castro.