Archive for the ‘Ecologia’ category

Ipê em flor, um show para o olhar

27/03/2011

Floradas mexem com a sensibilidade de qualquer um

A notícia se espalhou rápido: “ipê-roxo cura câncer”. Resultado imediato: não sobrou árvore com casca, do Centro-Oeste até o Sul do Brasil. A ‘febre’ foi tanta que fazendeiros e pelo menos uma Prefeitura — a de Curitiba — cederam à pressão popular, cortaram as árvores, distribuíram os pedaços e fizeram o replantio. Caminhões carregados de cascas ou pedaços da árvore cruzavam as estradas em direção às capitais. Estelionatários passaram a vender serragem de qualquer árvore como se fosse de ipê-roxo.

A ‘corrida’ foi em 1967, provocada por uma entrevista, na revista O Cruzeiro, do professor de Botânica da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), de Piracicaba, SP, Walter Radamés Accorsi. E tudo começou com um sonho, conforme conta o pesquisador: no Rio de Janeiro, uma moça com câncer sonhou que o ipê-roxo curava a doença. Tomou o chá da casca e sarou.

Outros relatos de cura vieram de Campinas, Americana e Piracicaba. Accorsi pesquisou as propriedades medicinais da planta e verificou sua eficácia. Resolveu, então, ajudar um amigo cuja esposa estava com câncer, em Itu. Ela tomou o chá no hospital, onde tinha se submetido a cinco cirurgias. “A mulher, surpreendentemente, dormiu a noite inteira, tanto que, de vez em quando, o médico ia verificar se ela já tinha morrido”, recorda. Para espanto do médico, depois de alguns dias a mulher voltou para casa, curada. À revelia do botânico, o amigo divulgou a cura num jornal paulistano, o que motivou a reportagem da revista e a corrida aos ipês.

Hoje ninguém precisa mais correr atrás do ipê-roxo e descascar a árvore. Basta ir a uma farmácia onde o fitoterápico está pronto, em forma de chá, tintura, extrato, xarope e pomada. Fazer o chá em casa nem sempre adianta, como explica a farmacêutica Walterly Accorsi, filha do pesquisador. “Cada árvore tem mais ou menos princípios ativos, dependendo do solo. E tem ainda o perigo de contaminação do solo por chumbo e metais pesados ou da casca, por pessoas ou animais”, adverte.

A partir da iniciativa de Walter Accorsi, na década de 60, equipes multidisciplinares reproduziram e aceleraram, dentro e fora de universidades, as pesquisas sobre os ipês. Os resultados dessas pesquisas indicam que seus elementos fitoquímicos atuam nos sistemas respiratório e gástrico. As indicações são para os casos de bronquite, infecção, asma, úlceras gástricas e duodenais, arteriosclerose, gastrite, eczema, estomatite e neoplasias (câncer).

Mas o conhecimento sobre as propriedades medicinais dos ipês vem de longe. Para os incas, essa era a ‘planta mestra’. Na segunda metade do Século 19, o médico e botânico Von Martius relatou, no livro Systema de Matéria Médica Vegetal Brasileira, o uso do ipê contra sarna, inflamações artríticas por debilidade, lecorréia, catarro da uretra e blenorragia dos olhos.

De modo geral, todas as espécies de ipê têm propriedades farmacológicas, embora o ipê-roxo seja o mais rico em princípios ativos e, por isso, o mais indicado para fitoterápicos. O pesquisador Walter Accorsi destaca sua nos casos de leucemia, anemia, hemofilia e hemorragia uterina. “O extrato restaura a imunidade do doente, por isso é indicado para o combate a qualquer tipo de câncer e em qualquer estágio da doença”, explica.

E Walterly acrescenta que o uso do fitoterápico não dispensa o tratamento convencional com cirurgia, químio e radioterapia. “Como todo remédio fitoterápico, o pau d’arco não é sintetizado, mas natural. Por isso o efeito é mais lento, porém mais consistente. A eficácia varia de paciente para paciente porque depende de como cada organismo assimila os princípios ativos”.

Os médicos tradicionais vêm com reservas o uso medicinal do ipê-roxo. Para o oncologista Gilmar Nepomuceno Araújo, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC), “falta comprovação científica efetiva da eficácia e ainda não sabemos sobre os efeitos tóxicos e alérgicos e se há interferência com outros medicamentos”. Por isso, não recomenda. “Se o paciente quiser usar alguma terapia alternativa, não proíbo, desde que ele não abandone o tratamento tradicional”.

Controvérsias à parte, o ipê-roxo correu o mundo e, com ele, o pesquisador Walter Accorsi, hoje com 92 anos e boa saúde. Só ao Japão – onde o chá de pau-d’arco foi patenteado há 20 anos – foi quatro vezes. Na última delas, no ano passado, para ser homenageado diante de mais de mil pessoas. Apaixonado por plantas e, em especial, pelo ipêroxo, o mestre de várias gerações não esconde a indignação diante de duas omissões: a do governo brasileiro, que não explora a nossa flora, e a dos grandes laboratórios, que não se interessam pelo ipê-roxo como remédio contra o câncer.

“O Brasil tem a flora medicinal mais rica e mais diversificada do planeta. Quem diz isso são os próprios estrangeiros e são eles que levam nossas riquezas, patenteiam e aproveitam”, enfatiza Accorsi, que defende a instalação urgente de um laboratório de fitoterapia na Amazônia. O consolo é que algumas escolas de Medicina começam a incluir a Fitoterapia no currículo, uma proposta defendida por ele. “A planta é o laboratório bioquímico mais completo que existe no mundo. A planta sustenta a nossa vida biológica”.

Além de tratar do corpo, os ipês também fazem bem para a alma. A engenheira agrônoma Dionete Santim, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Universidade Estadual de Campinas (Nepam-Unicamp), lembra que os ipês dão cor e vida na época mais seca e cinza do ano, o inverno. “Muita gente relaciona os ipês com a primavera, mas nesta época as floradas estão no fim. O ipê-roxo pode até florir no final do outono, se houver um número de horas-luz suficiente para estimular os hormônios do florescimento”, explica.

 

 

 

 

 

 

 

Como temos um inverno ensolarado, as várias espécies de ipês vão se sucedendo na floração, de junho a setembro: roxo, branco, amarelo e rosa, sendo que o ipê-branco floresce mais de uma vez. “A ordem varia conforme a região do país: numa o ipê-roxo pode florescer primeiro, em outra, o ipê-rosa ou o branco. As condições de sol e calor variam muito num país tão grande e tropical como o nosso”, observa Dionete.

A florada do ipê-branco dura, em média, 4 dias. A das outras espécies, de uma semana a 10 dias. “As flores não são belas só na árvore. Quando caem formam um bonito tapete colorido que embeleza a terra, a calçada e o asfalto. Flor de ipê não é sujeira, é enfeite, ninguém deveria varrê-la”.

A pesquisadora descreve as floradas dos ipês como um show da natureza que devemos contemplar. “O ipê mexe com a alma da pessoa, mexe com a nossa sensibilidade. Até os menos sensíveis param diante de um ipê florido. Para mim, os ipês são árvores espirituais. Contemplá-las é como fazer uma oração”

Um Ipê por perto

Para quem quer ter ipês no caminho do trabalho ou na frente de casa, a engenheira agrônoma Dionete Santim sugere alguns cuidados:

– Não plantar embaixo da fiação, se a calçada for estreita ou se o imóvel não tiver recuo.
– Na calçada, usar espécies brancas, amarelas e a roxa anã (menor que as outras roxas).
– No canteiro central de avenidas, usar ipês roxos e o rosa, mais frondosos.
– Plantar mudas com 2 m, mais fortes e resistentes à poluição. E regar na época seca enquanto a árvore não se torna adulta.
– Fazer só uma poda, de condução, para a copa ficar mais alta e não atrapalhar a circulação de pedestres e veículos. Buscar a orientação de um especialista. Se mal feita, a poda deforma e pode até matar a árvore.
– Em chácaras e sítios, não plantar ipês muito perto da casa ou da piscina. As raízes podem danificar construções e as flores caídas ‘enchem’ a piscina.

Fonte:Revista Terra da Gente

By:Jack Araújo

 

 

 

 

 

 

 

 

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Canibalismo entre “calangos de parede”

10/02/2011

Primeiramente gostaria de lamentar pela minha ausência do blog durante esse tempo de férias, em breve o Biogalera virá com uma nova cara, com muito mais curiosidades, artigos, novidades dos autores do blog, etc.

Então Biogalera!

Hoje eu começo compartilhando com todos vocês um fato extremamente curioso que observei na minha casa. E além de trazer informações científicas, técnicas, dentre outras, o Nosso blog tem a função de compartilhar essas coisas inusitadas e ao mesmo tempo tão belas na natureza e às vezes nem tão belas assim… srsr … Como a que pude presenciar hoje pela manhã.

Trata-se de um caso de canibalismo entre os vulgarmente chamados “calangos de parede”, mas antes de descrever toda essa historia seria interessante que nós soubéssemos um pouco mais sobre esse cara tão comum no nosso cotidiano que às vezes passa despercebido aos nossos olhos.

“O calango de parede” é denominado cientificamente como Tropidurus SP, sendo pertencente à família Tropiduridae, esse cara é muito comum em toda América do sul e principalmente no Brasil. É um pequeno lagarto que consegue andar como as lagartixas pelas paredes e troncos de árvores em posição vertical, embora suas patas tenham outro tipo de formação preênsil. Tem hábitos diurnos. Rápido nos movimentos, e sob calor fica muito mais ativo, e é comum vê-lo balançando a cabeça para cima e para baixo (movimento que os nordestinos denominam como calaguear) Além do mais são animais ovíparos e esses caras podem atingir até 30 cm de tamanho.

Canibalismo entre Tropidurus sp observado na minha residência

Mas afinal, do que se trata esse tal canibalismo, como vocês estão podendo observar na figura acima. O canibalismo é uma relação entre indivíduos da mesma espécie. No canibalismo, um animal mata outro da sua própria espécie para se alimentar. A aranha viúva-negra e a fêmea do louva-a-deus são exemplos de canibalismo. Em ambos os casos, as fêmeas devoram os machos após a cópula (ato sexual). Contrariamente ao que acontece no nosso caso, onde uma espécie adulta se alimenta de um jovem ainda. Isso é muito comum entre essa espécie, porém eu nunca havia presenciado fato tão interessante.

Mas vocês devem está pensando, tadinho do filhote, acabou sendo devorado pelo maior! Pois estão profundamente enganados, hoje a caça se sobressaiu em relação ao caçador, Em um momento de distração a presa conseguiu se soltar e ir embora, mas isso é raro, trata-se da lei da evolução das espécies, onde o mais forte eliminam os menos aptos, ou no caso se trate apenas de uma escassez de alimento, fazendo com que o calando maior visse uma boa refeição no pequeno Tropidurus. Mas o bacana mesmo foi poder ter presenciado cena tão incrível na minha própria casa e ter a oportunidade de compartilhar com vocês … rsrs

Tropidurus sp menor perto de conseguir fugir do maior

Espero que tenha gostado de conhecer um pouco mais sobre o nosso querido e conhecido Tropidurus sp, além de ter ficado um pouco mais dentro do assunto de canibalismo e melhor de tudo, poder visualizar esses dois fatos, ou seja, Canibalismo entre Tropidurus sp. Muito obrigado por lerem e estamos sempre abertos a sugestões, dúvidas, curiosidades de todos nossos irmãos leitores.

By Kássio Castro

Fonte: http://www.plantasdeaquario.com/zoo23.htm ;

http://pt.wikipedia.org/wiki/Canibalismo;

http://educar.sc.usp.br/ciencias/ecologia/associa.html

Terrível “mosca peluda” é reencontrada no Quênia

08/12/2010

Então Biogalera, pedimos mais uma vez desculpas a todos os nossos bioloeitores por nossa ausência, Isto se deve principalmente pelo fato do nosso final de semestre, a noticia boa é que todos nós (Alzira, Emanuel, Jack e Kássio) conseguimos passar para o período seguinte.

Então… Trago-lhes uma noticia que está percorrendo o mundo, que foi o encontro de uma espécie de mosca, no caso, vulgarmente chamada de “mosca peluda”, que tinha sido visualizado em meados dos anos 40 pela última vez.

"Mormotomyia hirsuta" parece aranha, por causa das pernas peludas.

Aqui está uma descrição mais aprofundada da redescoberta da “mosca peluda” publicada por cientistas do Quênia. NAIRÓBI (Reuters) – Cientistas no Quênia localizaram uma das moscas mais raras e de aparência mais estranha no mundo, após uma longa busca pelo inseto apelidado de “terrível mosca peluda”, anunciaram especialistas nesta quarta-feira.

Cientistas toparam com a mosca de pelos amarelos pela primeira vez em 1933, e então novamente em 1948. Desde então, pelo menos meia dúzia de expedições científicas visitaram um local entre as cidades de Thika e Garissa na tentativa de encontrar a mosca novamente.

Com cerca de um centímetro de comprimento, e encontrada até agora apenas sobre uma única pedra de 20 metros de altura, a mosca “Mormotomyia hirsuta” tem aparência mais semelhante a uma aranha que a uma mosca, devido a suas pernas peludas, disseram cientistas.

Incapaz de voar, a mosca se reproduz em fezes de morcegos, e acredita-se que ela viva apenas em uma fenda úmida, repleta de morcegos, em uma rocha isolada nos Montes Ukazi. Ela possui olhos minúsculos e asas não funcionais que lembram alças de cinto.

Acredita-se que ela viva apenas em uma fenda úmida, repleta de morcegos, em uma rocha isolada nos Montes Ukazi (Foto: Robert Copeland divulgação via AFP 4-12-2010)

O pesquisador. Robert Copeland, do Centro Internacional de Fisiologia e Ecologia de Insetos, sediado em Nairóbi, disse que a aparência física da mosca deixou os cientistas perplexos quanto ao lugar que ela ocupa na ordem das Dipteras, ou “moscas verdadeiras”.

“Coletamos espécimes novos para submetê-los a análise molecular, para ver onde exatamente a ‘terrível mosca peluda’ se encaixa no processo evolutivo”, disse Copeland à Reuters pelo telefone.

“Ela não possui adaptações óbvias para agarrar-se a outros animais, para se deslocar de um lugar a outro. Com suas pernas compridas, talvez consiga se agarrar a um morcego para pegar carona. Ela nunca foi encontrada em nenhum outro lugar.”

A Mormotomyia hirsuta é o único membro de sua família biológica, e alguns especialistas em moscas acham que ela acabará provando ser a única família de moscas inteiramente restrita à África.

Então Biogalera, espero que tenham gostado de conhecer a “tão temida mosca peluda” e peço que continuem acessando nosso Blog e que são vocês, bioleitores que nos motivam a escrever mais e mais … e consequentemente melhorar o Biogalera!

By Kássio Castro

Fonte: (Reportagem de Richard Lough) http://oglobo.globo.com/

Primeiro registro de nidificação de Eretmochelys imbricata e Lepidochelys olivacea no Delta do Parnaíba, Piauí.

08/11/2010

Fala Biogalera!!!

Devido ao gigantesco número de trabalhos, provas, etc. Ficamos um pouco ausente do Biogalera, mas estou voltando mostrando um pouco sobre duas espécies de tartarugas que tiveram registros de nidificação pela primeira vez no litoral piauiense, no caso a Eretmochelys imbricata (Linnaeus, 1766), vulgarmente conhecida como tartaruga de pente!

A tartaruga-de-pente ou tartaruga-de-escamas (Eretmochelys imbricata), também conhecida pelos nomes de tartaruga-de-casco-vinho, tartaruga-legítima e tartaruga-verdadeira, é uma tartaruga marinha da família dos queloniideos, encontrada em mares tropicais e subtropicais. Espécie criticamente ameaçada de extinção devido a caça indiscriminada, possui carapaça medindo entre 80 e 90 cm de comprimento, coberta por placas córneas imbricadas que fornecem um material utilizado na confecção de diversos utensílios.

Eretmochelys imbricata (Linnaeus, 1766)

E a Lepidochelys olivacea, vulgarmente conhecida como tartaruga-oliva, ou tartaruga-pequena (Lepidochelys olivacea) é uma das menores espécies de tartarugas marinhas. Ganhou esse nome por causa da cor olivia de seu casco em forma que lembra umcoração.

Lepidochelys olivacea

Então! antes de falar um pouco mais das espécies é importante salientar que as referências, principalmente, foram tiradas do trabalho das pesquisadoras WERLANNE M. DE SANTANA e  ROBERTA R. DA SILVA-LEITE. Trabalho este que apresenta informações sobre a ocorrência de desova das espécies E.  imbricata e L. olivacea  no  Litoral  Norte  do  Brasil,  ambas classificadas  em  estado  “crítico”  e  “vulnerável”  de extinção, respectivamente (IUCN 2008).

Existe na região do litoral do Piauí, mas precisamente nas cidades de Parnaíba e Luís Correia voluntários que desenvolvem um trabalho maravilhoso de conservação e preservação de tartarugas marinhas, denominado “Tartarugas do Delta”. Dentre esses voluntários estão alunos de biologia e engenharia de pesca da UFPI e UESPI, pesquisadores das mesmas,  biólogos, moradores e até surfistas!

Abaixo eu apresento um pouco do trabalho do grupo “tartarugas do delta” para que possam ter uma visão, mesmo que superficial, do maravilhoso trabalho que eles realizam no litoral piauiense.

Eu sempre que vejo vídeos como esse fico até emocionado pela bravura, coragem e força que um bicho tão pequeno tem para enfrentar um mar tão gigante. Essa foi uma reportagem que mostra como é feito o trabalho de monitoramento, morfometria, estudo, etc. das tartarugas que desovam na costa piauiense.

Placa de avisando que é uma área de desova de tartarugas!

Agora que conhecemos mais um pouco sobre o grupo tartarugas do Delta vamos falar sobre esse 1º registro de nidificação de Eretmochelys imbricata e Lepidochelys olivacea no litoral piauiense.

Antes de tudo, nidificação é o processo de construção de ninhos e isso foi observado em tartarugas de pente e oliva na região da Praia do Arrombado, município de Luís Correia, Piauí, Brasil. O  primeiro  registro  foi  de  um ninho  da  espécie L. olivacea,  aberto  (naturalmente) no  dia  24  de  abril  de  2009,  às  10:00h.  O  ninho possuía  0,47  m  de  profundidade,  com  um  número total de 128 ovos, classificados em: (02) natimortos, (06)  não  eclodidos  e  (120)  eclodidos.  O  segundo caso foi uma eclosão ocorrida às 21:40h do dia 28 de junho  de  2009  da  espécie  E.  imbricata.  O  ninho possuía  0,52  m  de  profundidade,  com  um  número total de 123 ovos, classificados em: (10) natimortos, (07)  não  eclodidos  e  (106)  eclodidos. Os materiais biológicos  coletados  estão  disponíveis  no Laboratório de Zoologia da Universidade Federal do Piauí/ UFPI  – CMRV,  de  acordo  com  a  licença  do IBAMA-SISBIO, protocolada sob N° 14052-1.

 

Ninho de tartaruga!

Biogalera atualmente cinco espécies ocorrem e se reproduzem no Brasil e saber que essas duas espécies frequentam nosso litoral é motivo de orgulho e principalmente de preocupação visto que TODAS AS ESPÉCIES DE TARTARUGAS MARINHAS ESTÃO AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO, ou seja, devemos zelar por esses animais são de uma beleza imensurável!

Muito Obrigado por lerem!

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre essas duas espécies e do projeto tartarugas do delta!

By Kássio Castro

Fonte: Primeiro registro de nidificação de tartarugas marinhas das espécies
Eretmochelys imbricata (Linnaeus, 1766) e Lepidochelys olivacea (Eschscholtz, 1829), na região da Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba, Piauí, Brasil;

 

Belezas Naturais do Piauí

19/10/2010

Bom gente, hoje 19 de outubro de 2010, é dia do Piauí. Pra quem ainda não sabe, nós escritores do biogalera, somos residentes deste estado. Hoje assistindo a um canal local, pude ver várias homenagens a ele e uma delas me tocou profundamente. Ela mostrava as belezas naturais que o estado possui, e me desculpem a falsa modéstia, não são poucas. Se a respeito do que falam pelo Brasil a fora, o Piauí é um estado pobre em educação, saneamento e saúde (coisas que deveriam ser reivindicadas pelos nossos representantes, que assim como  a maioria dos representantes de outros estados, não desempenham sua função com competência) ele é rico em hospitalidade, vontade de mudança e belezas naturais. O turismo no estado cresceu absurdamente de uns tempos pra cá , e é ele um dos principais responsáveis pela movimentação da economia do estado. Quem nunca veio passar férias no Piauí? Se não veio, após ler este post garanto que pensará duas vezes antes de viajar para outro lugar nas férias que não seja o Piauí.

Em vermelho o estado do Piauí

Piauí é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado a noroeste da região Nordeste e tem como limites o oceano Atlântico (N), Ceará e Pernambuco (L), Bahia (S e SE), Tocantins (SO) e Maranhão (O e NO). Ocupa uma área de 251.529 km² (pouco maior que o Reino Unido) e tem 3.032.421 habitantes. Sua capital é a cidade de Teresina.

Eu poderia passar horas falando de tudo de bom que o estado possui, mas o post ficaria imenso e vocês entediados. Como dizem que uma foto fala mais que mil palavras, colocarei as fotos com uma breve descrição e deixarei que vocês tirem suas conclusões ok?

Vista aérea da cidade de Parnaíba

  • Parnaíba é segundo município mais populoso do Piauí, perdendo apenas para a capital Teresina. É um dos quatros municípios litorâneos do Piauí. E é a cidade que nós moramos.

Lagoa do Portinho

  • Cercada de dunas que se movimentam com a ação dos ventos, a Lagoa do Portinho é um dos mais belos cenários da natureza turísticas Piauiense. Suas águas escuras contrastam com as areias brancas, a vegetação e um Olho Dágua surge para dar vida à lagoa. Ideal para a pratica de esportes náuticos, como o Jet Ski e o Windsurf, a Lagoa do Portinho possui em suas margens barzinhos aconchegantes e uma Colônia de Férias com opções de hospedagem, alimentação, entretenimento e passeios de barco.

Usina Eólica na praia Pedra do Sal

Vista aérea da praia Pedra do Sal

  • A Pedra do Sal é dividida em duas partes: o lado Manso e o lado Bravo. O lado Manso tem poucas ondas, é de baixa movimentação e boas condições para pescaria e descanso. O lado Bravo é útil para esportes radicais como surf e asa delta. É a mais frequentada por turistas.

Delta do Parnaíba

Vista aérea do Delta do Parnaíba

  • Delta do Parnaíba está situado entre os estados brasileiros do Piauí e do Maranhão. É o único das Américas e um dos únicos do mundo em mar aberto. Formado pelo Rio Parnaíba, que tem 1.485 km de extensão, o delta do Parnaíba abre-se em cinco braços, dos quais quatro no Maranhão e apenas um no Piauí, envolvendo mais de 70 ilhas fluviais. Sua paisagem exuberante, cheia de dunas,mangues e ilhas fluviais, garante o cenário paradisíaco dessa região do Piauí e Maranhão.

Parque Nacional de Sete Cidades

Parque Nacional da Serra da Capivara

  • Sete Cidades – É de uma beleza exuberante, suas várias formações rochosas de diversos nomes, tamanhos e formas, algumas muito altas, lembram castelos, edifícios, muralhas, pessoas, animais, mapas e objetos, é um mundo em pedras, além de maravilhosos banhos (riachos, piscinas naturais) e uma linda cachoeira, pode-se encontrar também uma grande variedade de animais silvestres e inscrições rupestres de origem desconhecida.
  • Serra da Capivara – Patrimônio Cultural da Humanidade – UNESCO. Contém a maior quantidade de pinturas primitivas sobre rocha do mundo. Estudos científicos confirmam que a Serra da Capivara foi densamente povoada em períodos pré–históricos. Os artefatos encontrados apresentam o registro do homem há 50.000 anos.

E outros lugares lindos como a praia de Macapá, a praia de Barra Grande, Cachoreira do Urubu, entre outros.

 

Praia de Macapá - Piauí

Praia de Barra Grande

 

Post by: Alzira Farias

Fonte: Wikipédia, Istoepiaui.blogspot.com (colunista Antonio de Deus), deltadoparnaiba.com.br (Morais Brito – Viagens e Turismo)

Beijos.

Conhecendo um pouco mais sobre serpentes

24/09/2010

Fala Biogalera!

Então, vou tentar esclarecer um pouco mais sobre um bicho tão temido, que é a serpente. Esses caras são vertebrados pertencentes à Classe Reptilia e Ordem Squamata. No Brasil o número de ofídios é a aproximadamente 370 espécies, segundo a Sociedade Brasileira de Herpetologia.

Mas como eu sei que se trata de uma serpente e não de um lagarto, por exemplo? Bem, esses animais têm algumas peculiaridades, No entanto o fator decisivo para diferenciá-los é o de eles não possuírem pálpebras, ou seja, serpente não pisca!

Figura mostrando a ausência de pálpebra em serpentes e presença nos lagartos!

Os ofídios têm como características principais: São praticamente cegos, têm a língua bifurcada e são animais desprovidos de cintura escapular, não possuem membros inferiores ou superiores, apesar das jibóias apresentarem vestígios de membros, que seria passos de uma característica evolutiva. Esses caras são rastejantes, com exceção das serpentes marinhas que têm hábitos nadantes. No entanto, todas as serpentes nadam muito bem e possuem diferentes habitats, podendo ser: arborícolas, terrestres ou aquáticas.

Então, para que serve a língua bifurcada das serpentes? É através da língua que esses bichos captam partículas de odor presentes no meio ambiente e às direcionam para o Órgão de Jacobson, localizado dentro da boca que serve como uma espécie de órgão olfato.

língua bifurcada das serpentes

Um fato curioso nos ofídios é um órgão copulador chamado hemipênis presente nos machos, como esses animais não têm membros o hemipênis funciona também para segurar a fêmea na cópula, além de liberar os espermatozóides. Imagens ou vídeos de serpentes copulando são muito raros.

Hemipênis de serpente

As serpentes são carnívoras em sua maioria, podendo alimentar-se de larvas de insetos e insetos adultos, roedores, caramujos, peixes, sapos, outras serpentes, etc. Algumas têm hábitos alimentares diferentes quando jovens, comendo invertebrados e mudam a dieta quando adultas alimentando-se de vertebrados.

Cobra comendo uma galinha

Espero que possam ter entendido um pouco mais sobre serpentes e gostaria de informá-los que em breve vamos postar uma continuação dessa matéria, explicando diferenças básicas de serpentes peçonhentas e não peçonhentas, além de muito mais curiosidades sobre o mundo ofídico.

Muito Obrigado por lerem e se possível deixem comentários, sugestões, etc.

By Kássio Castro

Fonte: Conversando sobre ciências em Alagoas. Escorpiões, aranhas e serpentes: Aspectos gerais e espécies de interesse médico no Estado de Alagoas.

Suricato e Leoa, amigos? Será mesmo possível?

19/09/2010

Fala Biogalera!

Então, ultimamente os posts do Biogalera têm sido mais relacionados a matérias de impacto social, como o gravíssimo problema do aquecimento global e o crescente número de queimadas em todo país, além das extravagâncias da Lady Gaga. rsrs…

Além desse caráter informativo, nosso blog tem com uma das principais propostas mostrar curiosidades do mundo animal, e essa semana um fato extremamente curioso ocorreu no safári “Predator World”, na África do sul. Após ser rejeitada por sua mãe, a leoa “Zinzi” passou a ser cuidada pelos funcionários do safári “Predator World” em Sun City, na África do Sul. E para surpresa dos funcionários do safári, “Zinzi” acabou criando uma amizade inusitada com o suricato “Bob”. Os dois são inseparáveis e chegam a dormir abraçados, segundo a agência de notícias “Barcroft Media”.

Leoa 'Zinzi' com o suricato 'Bob'. (Foto: Matthew Tabaccos/Barcroft Media/Getty Images)

Ao ver essa reportagem, fiquei apaixonado pela beleza da relação de amizade de dois bichos, que naturalmente não poderiam viver em tão plena harmonia. Gente diz se não tem coisa mais fofa do que a Zinzi e o Bob.

Leoa"Zinzi” acabou criando uma amizade inusitada com o suricato “Bob”.

Muito Obrigado por acessarem o Biogalera!

Espero que tenham gostado de conhecer um pouquinho da Leoa Zinzi e do suricato Bob.

By Kássio Castro

Fonte: G1, Planeta Bizarro