Triplica número de afetados pelo clima no Brasil

Em 2009, 5,8 milhões de brasileiros foram impactados por inundações, secas e vendavais, segundo o Atlas Nacional do Brasil, lançado pelo IBGE

A nova versão do Atlas Nacional do Brasil chamado agora de Atlas nacional do Brasil  Milton Santos, lançado no dia 14 deste mês, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),revelou que de 2007 a 2009 se triplicou o o número de brasileiros afetados por inundações, secas, vendavais e temperaturas extremas.

Neste edição, o livro, traz 548 mapas, 76 gráficos, oito tabelas, seis fotos e 14 imagens de satélite, todas atualizadas. Entre os destaques, do atlas estão os mapas referentes à cadeia produtiva como por exemplo, carne, algodão herbáceo e mandioca,alem de tratar de temas como a inserção do Brasil no cenário mundial, a desigualdade social, o acesso a informações, as redes geográficas e as fontes energéticas.

O aumento mais impressionante ocorreu no item inundações. Onde só em  2009, as enchentes impactaram 3,2 milhões de brasileiros.Comparando ao ano de 2007 onde 1 milhao de pessoas foram afetadas é realmente muita coisa

 

Em 2008 enchentes castigaram o estado de Santa Catarina

No item secas, o salto foi de pouco mais de 750 mil para cerca de 1,8 milhão.E  nos desastres com causas eólicas e temperaturas extremas, o número de afetados passou de 200 mil para 800 mil.

As informações deste  atlas foram divulgadas três dias após o fim da Conferência do Clima das Nações Unidas, realizada em Cancún,no México,onde se obteve apenas tímidos avanços,embora a conferencia desse ano tenha sido bem melhor e mais produtiva  do que a que ocorreu na Dinamarca.

Em sua sexta versão (onde  a primeira foi em 1937 e a quinta, em 2000) , a publicação desse ano mostra a evolução da proporção de vítimas e dos tipos de desastre distribuídos pelo território brasileiro no período de  2007-2009.O atlas revela, por exemplo, que Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Piauí foram os Estados que tiveram a maior proporção de habitantes afetados – entre 12,1% e 15,2%.

No ano passado, os gaúchos foram os mais afetados pelas secas. Do 1,6 milhão de habitantes que sofreram com desastres naturais no Estado, mais da metade enfrentou a falta de chuvas.No mesmo ano, os capixabas foram fortemente afetados pelas enxurradas.

Os números divulgados ontem abalam uma crença arraigada no senso comum: a de que o Brasil estaria livre de grandes tragédias naturais que afetam duramente outros países.


Território e Meio Ambiente é o nome de um dos quatro “eixos” do atlas, que, por determinação legal, leva o nome daquele que é considerado o maior geógrafo nascido no Brasil, Milton Santos (1926-2001).As paginas desse eixo, dissecam  questões como o  uso de agrotóxicos, espécies em extinção, reservas florestais, cobertura vegetal, biomas, queimadas, ameaças à biodiversidade – tudo referenciado em mapas coloridos do Brasil e dos Estados.

As fontes destas informações são do próprio IBGE e de  órgãos oficiais, do Instituto Chico Mendes à Fundação Nacional do Índio, abrangendo instituições internacionais, como o Banco Mundial.

Na mapa das Fontes de Ameaças à Biodiversidade, por exemplo, é possível ver a Concentração de Fontes de Ameaças.Em outras páginas é possível ver a representação da Poluição Industrial Potencial e do Uso de Agroquímicos.A primeira, com dados de setembro de 2010, mostra que os Estados que concentram mais poluentes são São Paulo e Minas Gerais. Um gráfico indica que o poluente industrial mais emitido no País é o monóxido de carbono (CO). Sozinha, a indústria metalúrgica responde pela emissão anual de 400 mil toneladas dessa substância. A segunda revela que São Paulo liderou, em 2005, (último dado disponível), o consumo de agrotóxicos, com 55 mil toneladas anuais.

Post by: Jack Araújo

Fonte:Jornal O Globo

Para quem se interessa e quer saber mais sobre o atlas ele pode ser  adquirido na loja virtual do IBGE   http://www.ibge.gov.br/lojavirtual/default.phpe nas livrarias consignadas  http://www.ibge.gov.br/lojavirtual/livrarias.php.

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