What’s Global Warming? Parte II

O que tentei mostrar na Parte I do “What’s Global Warming”, não foi um discurso emocionado de um estudante de biologia que está percebendo que alguma coisa está errada no nosso planeta e que está tentando salvar uma meia dúzia de ursos polares. Antes fosse verdade, mas não é bem isso que acontece.

Todos os dias nós vemos diversas reportagens, algumas falam que o aquecimento global é uma tolice inventada por alguns países tentando frear o crescimento de algumas nações; outros conseguem ser mais criativos, ao ponto de afirmar que essas mudanças já existiam e só somos (biólogos, ambientalistas, etc.) um bando de loucos que ficam brigando por vidas de animais, na visão deles, sem muita importância.

Temos dados, evidências, estatísticas, etc. que essas alterações climáticas não são comuns e a prova disso é a catástrofe que aconteceu no sul do Brasil no final de 2004 onde um ciclone extra tropical de núcleo frio ao entrar em contato com as águas quentes do nosso oceano ganhou força e velocidade causando imensas percas materiais e principalmente humanas, pois apesar dos esforços três pessoas morreram e 75 ficaram feridas, fora as milhares de pessoas que perderam praticamente tudo. Galera não tinha registros de furacões no atlântico sul, porém já fora alertado dois anos antes da catástrofe que devido ao aumento da temperatura ou “em bom português: aquecimento global” desastres como esse poderiam acontecer.

O “bacana” é que diversos governantes, incluindo o governo brasileiro não deram muita importância para isso. E qual o resultado disso: “Katrina, Catarina, enchentes, secas, etc. Aqui um quadro com os “desastres naturais” ocorridos nos últimos 10 anos. Seria legal que reflitam sobre as localidades e o número de mortos!

Ano Catástrofe Localidade Mortos/mil
1998 Tsunami, enchentes, furacão e terremoto África, America do sul e Ásia 27,8
1999 Terremoto, ciclone e enchentes America do sul e Ásia 48,1
2001 Terremoto America do sul e Ásia 20,8
2002 Terremoto Ásia 2,5
2003 Terremoto e onda de calor África, Ásia e Europa 79,8
2004 Tufão, enchentes e tsunami Ásia, America central 5,35
2005 Enchentes, furacão e terremoto Ásia, America do Norte e central 85,1
2006 Chuvas, terremotos e enchentes Ásia 6,9
2007 Onda de calor e terremoto Europa e América do sul 1,1
2008 Ciclone e terremoto Ásia 110,4

Será que todas essas mortes não poderiam ser evitadas, ou melhor, será que as próximas milhares de mortes não podem ser evitadas? É fácil não dá importância quando dentre os afetados não estão nossos amigos, parentes, filhos, etc. O que eu estou tentando dizer é que se não tomarmos providencias essas calamidades tendem a aumentar e fatalmente poderão nos atingir indiretamente ou diretamente.

Tsunami

Meus pais estão cansados de dizer, Poxa Kássio! Antigamente não era tão quente assim e o inverno não era tão rigoroso, agora se tem rompimento de barragens, desmoronamentos, tempestades horríveis. E os pássaros? Onde estão eles? Eu costumava ver espécie tal por aqui, agora existem tantos mosquitos, etc. Agora pergunto a você: alguma vez seu pai, amigo, alguém mais velho já fez questões parecidas a você ou a si mesmo? Aposto que sim e isso é uma prova, através do conhecimento popular, que as coisas não estão andando como deviam.

Urso polar procurando lugar seguro, já que o gelo está derretendo

Fazer nossa parte é o primeiro passo: Vamos evitar sacolas plásticas e substituí-las por aquelas sacolas usadas antes do advento do plástico, caso não possível evitar ao máximo elas; Reciclar o lixo Biogalera, mas Kássio não tem coleta na minha rua ou cidade, o que devo fazer? Simples gente, que tal ir pela primeira vez na câmera municipal ou prefeitura e reivindicar o seu direito de ter o lixo reciclado? Legal né, além de deixar a sua cidade limpa você estará dando uma enorme contribuição para o planeta. Outro ponto interessante quanto a isso é por o lixo na rua no horário que a coleta passa na sua rua, com isso você evita atrair animais como ratos, serpentes, urubus, etc.

Que tal dá carona? Hum? Você deve está se perguntando: mas com isso pode ajudar em algo? Biogalera o Brasil é um dos países com maior frota de carros, sendo, portanto um dos mais poluentes do mundo e só a questão de curiosidade os automóveis são os segundos maiores responsáveis pela poluição do ar no nosso país.

É muito importante reciclar!

Muito legal, mas essas são apenas algumas atitudes que a gente deve ter como amante do nosso planeta e isso é um passo gigantesco para melhorar o estilo de vida de todos nós e consequentemente contribuir para equilíbrio ecológico. Porém os principais poluentes são as indústrias e aí? Como posso lutar contra empresas fortes como essas? Aí entra o tal do voto, esse ano nós tivemos uma das candidatas a presidência que tinha uma proposta de desenvolvimento sustentável, no caso a candidata Marina Silva. Mas o que é isso? A grosso modo é simplesmente crescer sem destruir, ou seja, dá pra ter um país rico, desenvolvido preservando nossas reservas, mas na prática como funciona isso? Que tal dá incentivos fiscais para as empresas que têm como matéria prima madeiras retiradas de áreas reflorestadas; empresas que têm preocupação ecológica; que apóiam pesquisas biológicas em pró da mesma e do desenvolvimento do país; empresas que utilizam de material reciclado como a Gooc faz com sandálias de pneu reciclado; dentre outras.

Nossa! Ficou fácil melhorar nosso país e essas são apenas algumas das idéias de desenvolvimento sustentável, porém infelizmente a maioria da população está interessada em ver Copa do mundo, Olimpíadas, aumento de salários gigantesco, mesmo “sabendo” que o dinheiro desses salários vem do aumento de impostos, etc. Essa eleição de segundo turno infelizmente me deu nojo de ver. Temos dois candidatos fixados em “crescer o país” com propostas absurdas, ludibriando a população com programas sociais e melhorias individuais. E o mais triste, os dois parecem duas crianças brigando por um doce: um acusa o outro de diversas irregularidades, outro afirma que os aliados dele são corruptos, etc.

Mas essas eleições tiveram seu ponto positivo! Milhões de brasileiros estão preocupados com os problemas biológicos e sociais ocorridos no Brasil. Mais precisamente 20 milhões.

Desenvolvimento sustentável!!!

Cabe a nós lutar por melhorias, já que independentemente do novo presidente o Brasil ainda continuará com a mesma mentalidade antiga de desenvolvimento não se preocupando com nossas riquezas ambientais.

Muito obrigado por lerem e What’s global warming é um tema tão interessante que em breve está vindo a parte III falando sobre algumas consequências e o futuro do planeta!

By Kássio Castro

Fonte: http://veja.abril.com.br/especiais_online/desastres_naturais/; http://www.gooc.com.br/homepage.aspx,

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3 Comentários em “What’s Global Warming? Parte II”


  1. Será que a nossa sociedade está “percebendo” a real intensidade da problemática das Mudanças Climáticas ou está apenas “observando” (e se afastando) o conflito de prós e contras que chega diariamente através da mídia? Nossas pesquisas mostram esta segunda opção como a atualmente prevalente.

    Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA
    roosevelt@ebrnet.com.br

    • biogalera Says:

      Olá roosevelt!!!
      Acho que a nossa sociedade não está muito aí para o “tal do aquecimento global” …. a maioria das pessoas assiste isso pacificamente. … e não pode ser assim. .. Não estou pedindo pra fazer uma revolução… Mas apenas dá pequenos passos como o de reciclar, preservar, etc.
      Acho que através desse pequeno passo que é a criação do Biogalera estamos dando uma contribuição, mesmo que pequena para melhorar nosso planeta!!!
      E estamos conseguindo sensibilizar muitos jovens e adultos das belezas que há no nosso país criando assim um verdadeiro sentimento de preservação, consciência ecológica e de respeito pela natureza!
      Roosevelt, vc como membro do NEPA … Gostaríamos de fazer uma espécie de entrevista via online.. tentando descobrir os pontos que estão dando certo e os errados, ou seja, queremos ver o ponto de vista de um pesquisador de uma instituição séria e respeitada como o NEPA
      Se tiver tempo gostaríamos muito de postar essa entrevista no Biogalera!!
      Muitooo obrg por visitar sempre o Biogalera
      Abç ;D


  2. 1 – Convite

    Aceito; basta nos contatar.

    2 – UMA REFLEXÃO INCONVENIENTE …. mas necessária.

    A EDUCAÇÃO AMBIENTAL QUE PRECISAMOS NO SÉCULO XXI

    Uma frase ouvida recentemente de um ativista ambiental – “atuamos sobre os efeitos e não sobre as causas” – sintetiza a tendência de, para simplificar a discussão, optamos por não assumir a plenitude do discussão, relegando a uma posição menor a necessidade de encontrar soluções. Ou seja, “é melhor conviver com o problema do que gerar as soluções”.

    Acredito que as duas frases é que definem, em relação à Educação Ambiental, a real necessidade de uma reflexão de alguma de suas bases.

    Este contexto não é diferente em outros países (tomamos como base pesquisa que o NEPA realizou para a Associação Portuguesa de Educação Ambiental / ASPEA, comparando os resultados com pesquisa realizada para o MEC.

    A proposta não está baseada em opiniões pessoais – em EA este tipo de postura vale muito, pois se admite “ter longa experiência na área” o que, em muitos casos, sem ter uma componente de “avaliação de resultados, fica restrita a “pensar que tudo vai bem, e não pode ficar melhor”.

    A iniciativa do NEPA em “induzir uma reflexão sobre a EA do século passado e aquela que precisamos para o século XXI” tem nos revelado algumas resistências daqueles que partem do princípio que esta reflexão é um “processo de identificar e reconhecer falhas” e, deste modo, não tem interesse que isso ocorra. Entende-se esta “postura reativa”, mas a postura do NEPA deve ser entendida como de “aprimorar pontos” até hoje adotamos como paradigmas..
    .
    Nosso grupo adota a postura de “sustentar posições” tendo como base dados pesquisados, e respeita as opiniões dos demais (não poderia ser diferente para quem pretende uma reflexão conjunta), mas que estas outras opiniões venham também lastreadas em fatos, de modo que seja possível comparar experiências em diferentes contextos.

    Essa é uma postura que a sociedade não pode se negar a fazer sob pena de estar assumindo a idéia de que o princípio da prevenção não tem espaço no âmbito da Educação Ambiental.

    Observando os valores financeiros alocados a Programas de Educação Ambiental ver-se – á que são valores altamente significativos, aportados pelos diferentes segmentos sociais, públicos e privados. Porém se, em contrapartida, tentamos identificar quantos destes programas tem propostas de avaliação de sua eficácia junto à comunidade ao qual o programa foi aplicado, teremos uma (também) significativa frustração.

    Analisando pelos extremos, ou não há necessidade de “avaliar resultados de Programas de EA” ou está faltando que este aspecto seja obrigatório no processo de aprovação de tais programas.

    Concordamos que os resultados de um programa dessa natureza só pode ser mensurados em um horizonte muito amplo de acompanhamento (gerações), mas não podemos aceitar que não se possa lançar mão de “avaliações em curto prazo” onde se tente mensurar a diferença – certamente positivo – entre o nível de percepção ambiental do segmento que irá receber o programa e aquele avaliado após sua conclusão.

    Como, quase sempre, “o ótimo é o inimigo do bom”, não se aceita um encaminhamento “bom”, pois estamos à procura do encaminhamento “ótimo”, não se justifica..
    .
    Vivemos tempos de um novo século, contexto que nos permite e exige a abertura das mentes para novas reflexões.

    Já evoluímos muito na área da conscientização ambiental da sociedade, fato que se deve unicamente aos resultados da Educação Ambiental adotada no século XX, mas não há como prescindir da necessidade de reavaliar premissas, através de ações (boas e ótimas) que permitam estruturar um processo de avaliação contínua de resultados.

    Roosevelt S. Fernandes
    Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA
    roosevelt@ebrnet.com.br


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