O que resta da mata atlântica

Bioleitores como todos sabem o desmatamento florestal é algo muito difícil de controlar. E isso é uma pena,pois as florestas são imprescindíveis ao ecossistema mundial.

Enfim já estão querendo internacionalizar a Amazônia,que na minha opinião é um absurdo.E hoje lendo algumas matérias li que a Mata Atlântica esta sendo gravemente desmatada,não que ela não já havia sendo, mas diante dos últimos resultados pesquisados por pesquisadores gabaritados no assunto a situação estacada vez pior, o que é uma tristeza e um grande problema…Enfim então resolvi postar pra vocês essa matéria sobre esse estudo,por que acho que nunca é demais conscientizar e colocar as pessoas a par desse problema que ate agora continua sem solução.

A atualização do Atlas da Mata Atlântica mostra que o desmatamento se agrava em estados como MG e RS. Enquanto isso, pesquisadores anunciam que a fragmentação da floresta pode reduzir a biodiversidade e alterar a lógica ambiental do bioma. Afinal, o que será desse bioma?

A divulgação do nova Atlas da Mata Atlântica marcou o dia nacional desse bioma, no dia 27 deste mês, com dados alarmantes. Segundo o relatório publicado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e pela organização SOS Mata Atlântica, dos nove estados analisados, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina foram os que mais desmataram no período de 2008 a 2010.

A situação de perigo ganha novos contornos à luz de um estudo de pesquisadores brasileiros publicado na semana passada no periódico Conservation Biology. O artigo alerta para um risco ainda maior: as matas de borda, ocasionadas pela fragmentação da floresta, estão alterando substancialmente a biodiversidade de toda a mata.

Segundo os autores pelo estudo, 88% da composição original da mata atlântica já foi perdida. “Grande parte da floresta remanescente está distribuída em fragmentos, o que acaba tornando menos variada a composição da fauna e da flora nesses cenários”, explica o ecólogo brasileiro Antônio Aguiar, pesquisador da Universidade da Flórida e um dos autores do artigo.

A fragmentação está alterando substancialmente a biodiversidade de toda a mata

O grupo analisou 4.056 árvores de 182 espécies, atendo-se principalmente à sua relação com o resto da mata. Os resultados indicam que, quanto menor é a porção da floresta, menor a sua capacidade de abrigar uma vasta variedade de espécies.

O desmatamento provocado, sobretudo, pela ocupação urbana, é a principal causa da formação de fragmentos. A mata passa a ser composta por áreas de bordas (nos limites com as clareiras abertas) e uma parte central mais densa. Esses fragmentos levam à degeneração florestal e afetam processos naturais como o sequestro de carbono e a conservação da biodiversidade, como mostrou um artigo publicado na CH 263.

Efeito cascata:a fragmentação reduziu pela metade a abundância de algumas espécies de árvores em Alagoas.

O exemplo de Serra Grande, no estado de Alagoas, comprova os efeitos negativos que a destruição da mata pode causar. A fragmentação e a formação de bordas de mata nessa região aumentaram a ocorrência de árvores pioneiras e reduziram pela metade a abundância de espécies tolerantes à sombra e com ciclo de vida longo.

A fragmentação reduziu pela metade a abundância de algumas espécies de árvores em Alagoas:

Segundo Antônio Aguiar, a redução das áreas florestais compromete a reprodução de algumas espécies de árvores, uma vez que suas sementes não conseguem chegar à borda por falta de pássaros que cumpram essa tarefa.

“É um efeito em cascata”, explica Aguiar. “A destruição da mata atlântica leva a uma sucessão de extinções de animais e plantas”. Fragmentada em glebas isoladas, a floresta passa por mudanças na interação entre plantas e animais. Entre as consequências estão a menor ocorrência de espécies herbívoras e dispersoras de sementes.

O novo perfil da destruição:

A atualização do Atlas da Mata Atlântica mostrou que a situação é grave sobretudo nos estados de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Dentre os nove analisados, eles foram os que mais desmataram entre 2008 e 2010. E a principal causa é a atuação de empresas siderúrgicas que exploram carvão vegetal.

“A exploração de lenha nas florestas de transição ainda é frequente, apesar de ser ilegal”, explica Márcia Hirota, diretora da SOS Mata Atlântica. Por outro lado, estados que eram campeões de desmatamento, como o Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, estão deixando de desmatar.

Antonio Aguiar defende que a preocupação em preservar não deve diminuir em função de alguns resultados positivos. “Precisamos ter em mente que as matas fragmentadas são a principal consequência do desmatamento, e elas não conseguem atingir estágios mais avançados”, explica ele.

“Esses ambientes perturbados raramente conseguirão voltar à configuração anterior, e sua biodiversidade permanecerá profundamente comprometida”, conclui.

Fonte:Ciência Hoje On-line

By:Jack Araújo!!!

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